IGREJA – PREVISÃO DE CENÁRIOS POR LIBÂNIO HÁ 15 ANOS – será que que ele acertou algum ?

CENÁRIOS DA IGREJA

Há quinze anos João Batista Libânio fez previsão de três cenários possíveis para a Igreja.  Será que ele acertou algum? Leia abaixo e faça a sua avaliação.

Pe. João Batista Libânio, sj. (revista Vida Pastoral nº 215 – nov/dez-2000)

 A história nunca está fechada nem aberta arbitrariamente para nenhuma possibilidade. Nada acontece nela por acaso ou pura fatalidade. Todo evento, mesmo com doses aleatórias, pode ser inserido num universo de significado. Esta é a nossa tarefa humana e de cristãos. Se num juízo crítico desejamos determinado tipo de Igreja, cabe-nos colocar as condições de sua viabilidade.

No atual momento eclesiológico, vários cenários são possíveis. Antes de defender, rejeitar este ou aquele nos cabe colocar as condições que favoreçam um ou outro e julgarmos qual é o mais próximo da nossa visão de Igreja.

  • CENÁRIO DA IGREJA COMO INSTITUIÇÃO

Três centros que valorizam a presença da Igreja e sua visibilidade diante de outras denominações religiosas na sociedade. Quer marcar a sua atuação pelo seu poder.

  • Cúria Romana
  • Diocese
  • Paróquia

Teologia – a serviço do magistério. Qualquer outra teologia, diferente da oficial, sofrerá restrições.

Bíblia e Catequese – se pautará no Catecismo da Igreja Católica

Leigos – ocuparão lugar privilegiado por meio dos movimentos de espiritualidade e apostolado, influenciando o clero e a vida religiosa.

Escolha dos Bispos – obedecerá a critérios de fidelidade, obediência visível à instituição.

Formação seminarística– formar-se-á mais para as funções sagradas e institucionais, com maior reconhecimento social e com previsível aumento das vocações.

Campo da Moral – atenção especial à moral sexual, familiar, com ênfase à problemática bioética, com menor preocupação pela temática social.

Campo da Evangelização –  disputa por espaços na publicidade midiática. O clero atribuirá mais importância à exterioridade comunicativa, visual e midiática da mensagem do que a seu conteúdo.

Campo cultural – assumirá posição de resistência, crítica e combativa à modernidade, sobretudo dos que ameaçam a fé, a moral e a estabilidade familiar. Da modernidade, usará técnicas, especialmente da mídia, buscando ser uma Igreja visível por meio dos canais de TV, rádios e imprensa.

Campo social – a Igreja se preocupará com os pobres por meio de obras de assistência, mas não na perspectiva crítico social. Suprirá o Estado em suas carências assistenciais. Poderá receber apoio das classes empresariais e burguesia como forma de se evitar turbulência social.

PLAUSIBILIDADE DO CENÁRIO

Tem possibilidade de vingar e está presente no seio da Igreja. Pesa a favor de tal cenário a longa experiência da Igreja como Instituição. Porém, cada vez mais a Igreja esbarrará em uma sociedade avessa ao autoritarismo. Tanto as forças culturais pós-modernas quanto às aspirações religiosas vão à direção de estruturas mais flexíveis e adaptadas às experiências pessoais. Busca-se cada vez mais uma prática religiosa individual, subjetiva, montada no gosto das pessoas. Tal cenário não corresponda a uma Eclesiologia pautada na Pneutmatologia.

  • CENÁRIO DA IGREJA DO CARISMA

É um cenário quase oposto ao anterior. É o triunfo do carisma, da espiritualidade, da mística, das experiências pessoais e subjetivas. Quando se fala num cenário do carisma, quer-se chamar a atenção tanto para a presença mais acentuada do Espírito quanto para o lado inspirador e espiritual das próprias instituições;

Bíblia e Catequese– estará nas mãos dos fiéis que buscarão nela conselhos imediatos, palavras de estímulo e questionamentos. Será deixado de lado o aspecto científico para buscar na Bíblia consolo e receitas pessoais de felicidade a modo dos livros de auto-ajuda com reforço à autoridade de Deus.

Liturgia – se transformará na grande festa religiosa e emocional e  nela os leigos encontrarão muita liberdade celebrativa.

Formação seminarística – marcada pela espiritualidade de alguns movimentos, formará para que o clero anime e nutrirá os leigos na prática dos movimentos.

Ação Pastoral – receberá menos realce em favor da interiorização e privatização da vida cristã. A Igreja vai interessar-se mais por uma presença espiritual na mídia, que dificultará o envolvimento da Igreja com a sociedade e o mundo.

PLAUSIBILIDADE DO CENÁRIO

Tal cenário está, no momento, em alta, especialmente neste início de milênio. São previstos conflitos com a Igreja Institucional.

 

3- CENÁRIO DE UMA IGREJA DA PREGAÇÃO

Serão valorizados neste cenário os aspectos doutrinais, o ensino sob as formas de catequese, a pregação, a moral, a evangelização e o anúncio. A vida interna da Igreja se organizará em torno em torno da Palavra e cursos de Bíblia e Teologia serão instituídos para formar catequistas, leigos e agentes de pastoral.

Campo social A busca de uma sociedade justa e fraterna se expressará por meio de seus ensinamentos sociais. Ocupar-se-á a mídia como lugar da evangelização.

É uma Igreja que investirá muito na capacitação intelectual do clero e dos leigos.

PLAUSIBILIDADE DO CENÁRIO

Seu futuro vem da importância e necessidade crescente do saber na atual sociedade.Sua dificuldade se origina tanto na decadência dos cursos quanto no tipo de cultura vigente, mais simpático à imagem que ao conhecimento.

Teologicamente, nesse cenário valoriza mais a dimensão fundamental da fé como conhecimento.

  • CENÁRIO DE UMA IGREJA DA PRÁXIS LIBERTADORA

Neste cenário predominará a leitura popular da Bíblia com círculos bíblicos, em que se articulam fé e vida. A Teologia seguirá o método VER/JULGAR/AGIR. A Igreja se articulará em Comunidades de Base e surgirá a figura nova da Assembléia do Povo de Deus como órgão orientador da Igreja Local.

Multiplicar-se-ão celebrações sem a presença do ministro ordenado e os movimentos perderão a relevância, já que o principal ordenador da Igreja será as comunidades eclesiais de base. O leigo assumirá relevância maior na coordenação das comunidades e nos ministérios. Haverá um redimensionamento do papel do clero e, por conseguinte, sua preparação nos seminários. Haverá maior ênfase na espiritualidade do seguimento de Jesus na relação com a libertação dos sofrimentos sociais. As vocações surgirão especialmente dos ambientes populares e de grupos sintonizados com eles.

.     A presença da Igreja se tornará mais expressiva e crítica, seja por meio dos seus ensinamentos sociais, seja mediante práticas pastorais sociais. Em relação aos meios de comunicação, será dada ênfase às rádios comunitárias, programas populares e presença mais marcante nas camadas mais simples da população. Será valorizada a religiosidade popular, seja sob o aspecto da expressão da vida do povo, seja sob as suas possibilidades libertadoras.

 

PLAUSIBILIDADE DO CENÁRIO

As chances de êxito deste cenário fundam-se na tradição de Medellín e Puebla, das três últimas décadas, que conseguiu presença significativa em nosso continente por meio de uma prática pastoral libertadora e de um testemunho de vida até o martírio. As dificuldades vêm por conta da crise das esquerdas e das militâncias com a queda do Socialismo e com as sucessivas derrotas das forças populares. O clima de pós-modernidade e de neoliberalismo não favorecem este cenário.

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A CHUVA, A ESTRELA, O PASTEL E O AMOR

A CHUVA, A ESTRELA, O PASTEL E O AMOR

Lá em cima, no meio das nuvens, uma única estrela. A mudança do clima provocada pela frente fria trouxe nuvens espessas.  No meio delas uma única estrela insiste em brilhar. 

   Cá embaixo, olhando para o alto céu, está José, mirando os olhos para a única estrela que conseguiu burlar a barreira das nuvens.

   Pingos  de chuva, muitos deles e espessos, caem. As pessoas correm buscando proteção. Mas José insiste em olhar  para a estrela solitária.

   De repente uma mão em seus ombros. Uma mulher com seu guarda chuva cor de rosa ao seu lado, pergunta:

   – Você está bem?

   – Estou! – responde.

   – Se ficar aqui no meio da chuva e da rua vai pegar um resfriado.

   José aponta o dedo para a estrela e diz:

   – Aquela estrela, a única que insiste em brilhar, veja como é bela…

   A mulher olha para o céu, mas tem apenas alguns segundo para contemplar o brilho estelar. Justamente naquele momento uma nuvem a encobre.

   – Sumiu! diz ela com uma voz embargada. Por sua face um risco d´água  escorre. Será  água de chuva ou lágrima?

    Então o braço de José  envolve o ombro dela  e encosta sua cabeça ao lado do seu pescoço. Ela instintivamente fecha o guarda chuva e fica inerte, abraçada a ele, olhando para o céu.

    Só despertam daquele olhar sonhador por causa do som de uma buzina. Estão bem no meio de uma rua estreita e um fusca quer passar.

    O motorista buzina novamente e dá luz alta no farol por duas vezes. O casal olha aquela luz vinda do fusca como se a estrela estivesse agora ali, bem ao lado deles. Sorriem juntos e ele a aconchega ainda mais ao seu ombro.

    O condutor do veículo, impaciente, coloca a cabeça para fora da janela e grita:

    – Idiotas! Vocês não têm outro lugar para namorar?

    Os dois sorriem, trocando olhares. E de forma surpreendente ele vê o brilho da estrela nos olhos daquela que veio em seu socorro. Do modo que olhou-o parecia que também via o mesmo brilho em seus  olhos. Naquele mágico momento os lábios quase se encostam.

     Ao som da buzina intermitente vinda do fusca e do pisca do farol intercalando em alta e baixa luminosidade, caminham, como se fossem personagens de um filme espetacular. E o motorista ainda grita impaciente:

     – Idiotas! Idiotas! Saiam da frente!!!

    – Quer comer um pastel, pergunta José.

    – Sim – responde a mulher. E saem  lado a lado com a certeza de que têm, cada qual, uma estrela particular para iluminar suas futuras noites de nuvens espessas.

        Os verdadeiros idiotas são aqueles que insistem em afugentar sonhadores de seus observatórios estelares.

       Idiotas verdadeiros não sabem apreciar o prazer da chuva caindo no corpo e nem tão pouco o brilho das estrelas penetrando as  pupilas!

 

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GALERIA DOS BISPOS DIOCESE DE BRAGANÇA PAULISTA -SP

90 anos de História da Diocese de Bragança Paulista

90 anos de História da Diocese de Bragança Paulista

GALERIA DOS BISPOS

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QUARESMA 2015 – VIA SACRA ELABORADA POR SÃO JOÃO PAULO II

A Via-Sacra segundo os Evangelhos

Proposta pelo Papa São João Paulo II

Para fazer a variação na recitação das vias sacras, pode ser usada esta que o Santo Padre João Paulo II introduziu optando pelas narrações dos Evangelistas. Começa-se como a via sacra tradicional dizendo as palavras

LEITOR 1- Nós Vos adoramos, Senhor Jesus e Vos bendizemos
TODOS- Porque pela Vossa santa cruz remistes o mundo.

Depois há a leitura das passagens citadas e ao final de cada estação canta-se a música:

VITÓRIA, TU REINARÁS, Ó CRUZ, TU NOS SALVARÁS

Leituras a cada estação:

1- Jesus ora no Horto de Getsêmani, Monte das Oliveiras

Mt 26,36-46; Mc 14,32; Lc 22,39; Jo 18,1 
2. Jesus, traído por Judas, é aprisionado
Mt 26,47-56; Mc 14,43; Lc 22,47; Jo 18,2

3. A condenação de Jesus perante o Sinédrio
Mt 26,57-66; Mc 14,53; Lc 22,54; Jo 18,19

4. As negações do Apóstolo Pedro
Mt 26,69-75; Mc 14,66; Lc 22,55; Jo 18,15

5. Jesus entregue a Pilatos
Jo 18,28; Mt 27,11; Mc 15,2; Lc 23,2

6. A flagelação e a coroação de espinhos de Jesus. Ludíbrio.
Jo 19,1; Mt 27,24; Mc 15,15; Lc 23,24

7. Jesus carrega a Cruz
Lc 22,26; Mt 27,31; Mc 15,20; Jo 19,16

8. Jesus e Simão Cirineu
Lc 22,26; Mt 27,32; Mc 15,21

9. O encontro de Jesus com as mulheres de Jerusalém
Lc 22,27; Mt 27,33

10. A crucificação de Jesus
Jo 19,18; Mt 27,35; Mc 15,24; Lc 23,33

11. Jesus e o bom ladrão
Lc 23,35; Mt 27,39; Mc 15,29; Lc 23,35

12. Maria Santíssima e o Apóstolo João ao pé da Cruz de Jesus   Jo 19,25-27

13. A morte de Jesus
Mt 27,45; Mc 15,33; Lc 23,44; Jo 19,28

14. Jesus deposto no sepulcro
Mc 15,42; Mt 27,57; Lc 23,50; Jo 19,38

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RESUMO DO TEXTO BASE CF 2015 entrelaçado com o estudo do Evangelho de Marcos CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2015 RESUMO CF 2015 EU VIM PARA SERVIR – SINTESE TEXTO BASE

RESUMO DO TEXTO BASE CF 2015 entrelaçado com o estudo do Evangelho de Marcos
CF 2015 EU VIM PARA SERVIR – RESUMO TEXTO BASE

INTRODUÇÃO

A Campanha da Fraternidade quer motivar os cristãos a serem verdadeiros construtores de uma sociedade justa e fraterna. O Objetivo Geral da CF 2015 expressa este desejo:

“Aprofundar, à luz do Evangelho, o diálogo e a colaboração entre a Igreja e a Sociedade, propostos pelo Concílio Vaticano II, como serviço ao povo brasileiro, para a edificação do Reino de Deus”.  O Lema da Campanha da Fraternidade 2015 é “Eu vim para servir” (Marcos 10,45).  Leia abaixo a letra do hino da CF 2015.

HINO DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE

1-  Em meio às angustias, vitórias e lidas, no palco do mundo onde a história se faz, sonhei uma Igreja a serviço da vida. Eu fiz do meu povo os atores da paz.

REFRÃO = Quero uma Igreja solidária, servidora e missionária, que anuncia e saiba ouvir. A lutar por dignidade, por justiça e igualdade, pois eu vim para servir (Mc 10,45)

2- Os grandes oprimem, exploram o povo, mas enter vocês bem diverso há de ser. Quem quer ser o grande se faça de servo. Deus ama o pequeno e despreza o poder (Mc 10,42-45)

3- Preciso de gente que cure feridas, que saiba escutar, acolher, visitar. Eu quero uma Igreja em constante saída, de portas abertas sem medo de amar.

4- O meu mandamento é antigo e tão novo: Amar e servir como faço a vocês. Sou Mestre que escuta e cuida seu povo, um Deus que se inclina e que lava seus pés (cf Jo 13).

Para que a Igreja preste o serviço à sociedade, é necessário entender como está organizada. Este entendimento leva ao discernimento daquilo que é sinal de Deus ou sinal do pecado na humanidade. Então a Igreja decide reforçar o que é bom e lutar contra o que é ruim. Como fazer este serviço?  A quem servir?

O texto da CF, juntamente com a narrativa do Evangelho de Marcos nos dão estas respostas.

Num primeiro momento, através do texto do Evangelho de Marcos, vamos olhar como a sociedade era organizada no tempo de Jesus. E veremos como nosso Senhor agiu para servir às pessoas do seu tempo e qual foi sua atitude diante dos pecados daquele tempo.

Em seguida, através do texto da CF 2015, vamos olhar a sociedade de hoje, quais são suas vitórias e quais os pecados que machucam os seres humanos. Através da reflexão da CF 2015, receberemos as propostas de ação. Ao mesmo tempo seremos orientados para descobrir outros tipos de ações para que a nossa Paróquia possa prestar o serviço à sociedade, tendo como base a espiritualidade de Jesus Cristo. Vamos começar nosso estudo.

A RELAÇÃO IGREJA – SOCIEDADE

À LUZ DA PALAVRA DE DEUS

As Escrituras testemunham a fidelidade de Deus a seu amor pelos seres humanos, com suas intervenções na história e propostas de alianças com os homens e mulheres. Chamou Abraão e lhe fez uma promessa que se estendia à sua descendência (Gn 12,3)

O POVO DE ISRAEL CHAMADO A SER SINAL PARA TODOS

A liberdade é a grande busca do povo de Deus. Primeiro a libertação da fome, quando se mudam para o Egito. Depois, a libertação da escravidão, quando se aventuram pelo deserto em busca da terra prometida. O deserto é o ambiente da pedagogia da construção de uma nova cultura fraterna e estrutura justa (Êxodo 20,1-17; 23,10-13; Levítico 25,12-13. 35-54).

A POSTURA DE SERVIÇO DO FILHO DE DEUS

Jesus realizou a sua missão em meio aos problemas e injustiças da sociedade do seu tempo. Ele demonstrou amor e cuidado pelos pequenos e marginalizados (Mc 10,13-16; Lucas 8,1-3; Lucas 7,37; Mateus 21,31). Jesus não se omitiu em censurar as autoridades do seu tempo (Mateus 23,4; 28). Também estava atento à fome física, assim como à fome de formação do seu povo (Marcos 6,34).

O Filho de Deus sempre se apresentou como servidor (Mateus 11, 28-29), bem como valorizou aos humildes (Mateus 5, 3; 11,25). Quando os discípulos se perguntavam quem seria o maior dentre eles (Marcos 9,32-34), Jesus responde:

“Sabeis que os que são considerados chefes das nações as dominam e os seus grandes fazem sentir o seu poder. Mas entre vós não será assim; antes, qualquer que entre vós quiser ser grande, será vosso serviçal; E qualquer que dentre vós quiser ser o primeiro, será servo de todos. Porque o Filho do homem também não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos” (Marcos 10,42-45).

O serviço nós o vemos expresso na última ceia, durante o lava-pés (João 13, 1-8). Para assumir a missão de Jesus, o discípulo precisa estar tomado pelo espírito de serviço (Marcos 8,35).

A SOCIEDADE NA ÉPOCA DE JESUS

Naquela época, o povo era explorado por meio da cobrança abusiva de impostos. Essa situação gerou muitas revoltas, principalmente na Galileia. O sistema de fiscalização de impostos, implantado por Herodes era muito rígido. Qualquer manifestação contra era violentamente sufocada. Isso lembra as manifestações do ano passado no Brasil.

O cenário de doença e escravidão era uma realidade ampla (Mc 12,15-17). Muitas pessoas empobrecidas perambulavam pelas praças e mercados, sem terra e sem emprego (cf. Mt 20,1-9). A situação dos pobres se complicou ainda mais por causa da cultura e religião da época. De acordo com a mentalidade grega, os pobres eram considerados vagabundos ou pessoas que não foram agraciadas pelas divindades.

Ser pobre significava não ter existência social. A situação de opressão e escravidão deu origem a vários movimentos proféticos e messiânicos, especialmente na Galileia, região que fornecia trigo, vinho, óleo, carne e peixe, e que, por isso mesmo, foi o território mais explorado e devastado. Entre os vários movimentos, podemos situar o de Jesus. A sua proposta de Reino de Deus atraiu homens e mulheres que perderam suas terras e se encontravam sem reino. Por isso, Jesus proclama: “Felizes vós, os pobres” (Lc 6,20; Mt 5,3).

CATECISMO SOBRE O SEGUIMENTO DE JESUS

“Tome a sua cruz e siga-me”. O seguimento de Jesus é o caminho da cruz, que está na contramão da sociedade organizada pelas relações humanas baseadas no levar vantagens, no poder e em privilégios. A comunidade cristã de Marcos, que professa Jesus de Nazaré como “Cristo”, não deve reproduzir as relações de poder na vida cotidiana, mas estabelecer relações de serviço e de comunhão.

Após o primeiro anúncio da paixão, a comunidade de Marcos descreve, em seu evangelho, as instruções sobre as relações internas da comunidade, introduzidas pelo segundo (Mc 9,30-32) e terceiro anúncios (Mc 10,32-34):

1)  “E chegaram a Cafarnaum. Em casa, ele lhes perguntou: ‘Sobre que discutíeis no caminho?. Ficaram em silêncio, porque pelo caminho vinham discutindo sobre qual era o maior. Então ele sentou, chamou os Doze e disse: ‘Se alguém quiser ser o primeiro, seja o último de todos e o servo de todos’” (Mc 9,33-35). Quem é o maior? Os discípulos ainda idealizam sociedade de poder, riqueza e de privilégio que produz a segregação social. O caminho da cruz deve ser reproduzido nas relações humanas da comunidade, baseada na vida de serviço sem interesse.

2) “Disse-lhe João: ‘Mestre, vimos alguém que não nos segue expulsando demônios em teu nome, e o impedimos porque não nos seguia’. Jesus, porém, disse: ‘Não o impeçais, pois não há ninguém que faça milagre em meu nome e logo depois possa falar mal de mim. Porque quem não é contra nós é por nós’ (Mc 9,38-40). Mais uma vez, deparamo-nos com a concepção dos discípulos de uma sociedade segregacionista de poder. Eles não estão dispostos a partilhar o poder e o privilégio. Querem o monopólio e exclusividade no mistério da salvação. Hoje se compreende que a prática missionária não é condenatória nem marcada por sectarismo. O cerne da missão é a promoção da justiça, liberdade e vida em todos os povos.

3) “Traziam-lhe crianças para que as tocasse, mas os discípulos as repreendiam. Vendo isso, Jesus ficou indignado e disse: ‘Deixai as crianças virem a mim. Não as impeçais, pois delas é o Reino de Deus. Em verdade vos digo: aquele que não receber o Reino de Deus como uma criança, não entrará nele’. Então, abraçando-as, abençoou-as, impondo as mãos sobre elas” (Mc 10,13-16).

No mundo greco-romano de produção e de ganho, a criança e o ancião são considerados inúteis (cf. Sb 2,5-11) e representam o grupo marginalizado. Mas o Reino, do ponto de vista de Jesus de Nazaré, é gratuidade de Deus, e nele as pessoas marginalizadas, que não são consideradas, são acolhidas.

4) “Então Jesus, olhando em torno, disse a seus discípulos: ‘Como é difícil a quem tem riquezas entrar no Reino de Deus!’. Os discípulos ficaram admirados com essas palavras. Jesus, porém, continuou a dizer: ‘Filhos, como é difícil entrar no Reino de Deus! É mais fácil um camelo passar pelo fundo da agulha do que um rico entrar no Reino de Deus!’ (Mc 10,23-25). A riqueza no Império Romano é fruto da acumulação de bens por meio da injustiça: fraudação, espoliação e violência (Ap 13; 18). Ao entrar no Reino de Deus, a comunhão com o Deus da vida é preciso sair e combater essa sociedade de ambição e injustiça,que explora o próximo e a natureza. É necessário entrar no caminho da cruz de servir e de partilhar a vida.

5) “Tiago e João, filhos de Zebedeu, foram até ele e disseram-lhe: “Concede-nos, na tua glória, sentarmo-nos, um à tua direita, outro à tua esquerda” […]. Ouvindo isso, os dez começaram a indignar-se contra Tiago e João. Chamando-os, Jesus lhes disse: ‘Sabeis que aqueles que vemos governar as nações as dominam, e os seus grandes as tiranizam. Entre vós não será assim: ao contrário, aquele que dentre vós quiser ser grande, seja o vosso servidor, e aquele que quiser ser o primeiro dentre vós, seja o servo de todos’” (Mc 10,35-44). O projeto de Jesus não é ser servido, mas servir ao próximo. Assim, é rejeitada, definitivamente, a aspiração dos discípulos ao reino messiânico davídico no qual Jesus seria ungido como rei e assumiria o poder em Jerusalém. Essa rejeição é também da comunidade de Marcos por volta do ano 70 d.C. Ela rejeita juntar-se às revoltas armadas dos vários líderes messiânicos e suas lutas por poder e privilégios.

Marcos registra três anúncios da paixão com o catecismo sobre o seguimento de Jesus na vida cotidiana da comunidade. Ao anunciar o catecismo do “caminho da cruz”, Jesus combate e corrige os discípulos que aspiram a poder e privilégio.

No caminho do seguimento de Jesus, ela deve empenhar-se em examinar sempre a natureza de sua missão no mundo. A comunidade, como o cego Bartimeu (Mc 10,46-52), deve abrir os olhos, deixar o manto do “Filho de Davi”, messias como rei poderoso, e seguir o caminho da cruz do Jesus servo sofredor. Deve despojar-se de tudo o que o mundo de ambição ao poder, riqueza e fama, prega e busca: “Pois o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos” (Mc 10,45).

 CF 2015:

Tema – FRATERNIDADE, IGREJA E SOCIEDADE

Lema – “Eu vim para servir” (Marcos 10,45)

 INTRODUÇÃO

A CF 2015 “Fraternidade, Igreja e Sociedade”, quer, no tempo da quaresma recordar o mandato missionário de Jesus (Ide… Mateus 28,19-20).  Em sua essência, a Igreja é, antes de tudo, uma comunidade em saída (missão). A Missão é ir, sem medo, ao encontro dos excluídos e convidá-los para seguir o Jesus. O missionário encurta distâncias, abaixa-se e assume a vida humana, tocando a carne sofredora de Cristo no povo.

Os setores missionários são o ambiente aonde a caridade se torna anúncio vivo. É nos setores que podemos dizer que os cristãos são presença do Evangelho na sociedade e podem colaborar na construção de uma sociedade mais justa, fraterna e solidária, preservando-a de ser excludente.

A Campanha da Fraternidade deste ano – Fraternidade, Igreja e Sociedade -, além do objetivo geral já citado no início, assume também os seguintes objetivos específicos:

  • Fazer memória do caminho percorrido pela Igreja com a sociedade, identificar e compreender os principais desafios da situação atual.
  • Apresentar os valores do Reino de Deus e da doutrina Social da Igreja como elementos autenticamente humanizantes.
  • Identificar as questões desafiadoras na evangelização da sociedade e estabelecer parâmetros e indicadores para a ação pastoral.
  • Aprofundar a compreensão da dignidade da pessoa, da integridade da criação, da cultura da paz, do espírito e do diálogo inter-religioso e intercultural, para superar as relações desumanas e violentas.
  • Buscar novos métodos, atitudes e linguagens na missão da Igreja de Cristo de levar a Boa Nova a cada pessoa, família e sociedade.
  • Atuar profeticamente à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres, para o desenvolvimento integral da pessoa e na construção de uma sociedade justa e solidária.

PRIMEIRA PARTE

CONHECENDO MELHOR A REALIDADE

As origens do Cristianismo estão na vida, pregação, morte e ressurreição de Jesus Cristo. Ele assumiu e viveu a cultura do seu povo, participando ativamente dos problemas daquela sociedade. As primeiras comunidades cristãs foram perseguidas. O exemplo dos mártires tornava-as mais unidas. O Cristianismo fortalecido por este testemunho se espalhou pelo mundo daquela época.

        Hoje, nós, cristãos, temos o desafio de estabelecer uma relação com a sociedade que provoque respostas positivas aos inúmeros desafios que as pessoas mais simples enfrentam.

A ATUAL REALIDADE

Hoje, a população brasileira passa dos 200 milhões de habitantes. A expectativa de vida do brasileiro, em 2012, chegou a 74 anos. Com o aumento da expectativa de vida e a diminuição dos nascimentos (em 1960 cada mulher tinha média de seis filhos e. em 2010 caiu para 1,8), logo o Brasil terá mais anciãos que jovens. Isto acarretará para as famílias um custo adicional para o cuidado com os idosos.

Outro dado preocupante dos dias atuais é o aumento da população urbana: 85% dos brasileiros vivem nas cidades. Isso gerou o surgimento de favelas, faltam de transporte púbico, vagas em creches, etc. Mais de 50% dos domicílios no Brasil não tem coleta de esgoto. Um grave problema é o aumento do lixo. Hoje são 273 mil toneladas por dia de resíduos, a grande maioria sem um destino adequado. Somente para sanar o déficit do saneamento básico seriam necessários investimentos da ordem de 12 bilhões por ano, durante 20 anos consecutivos.

É certo que algumas políticas econômicas de inclusão geraram avanços sociais, tais como “bolsa família”, que atende 14 milhões de famílias. Após 10 anos este programa contribuiu para a diminuição da pobreza extrema da população de 9,7% pra 4,3%. Diminuiu também a mortalidade de crianças de até 05 anos, que passou de 53,7, em 1990, para 17,7, em 2011 de mortes por mil nascidos. Houve também, nos últimos 20 anos estabilidade econômica, que gerou empregos, aumento de renda, inflando a classe média, hoje estimada em mais de 100 milhões de pessoas. Esta classe média passou a consumir produtos antes restritos à classe alta: planos de saúde, escolas particulares, viagens aéreas etc.

Apesar deste grande desenvolvimento, há ainda situações de extrema pobreza preocupantes como os grupos indígenas, quilombolas, pescadores e pessoas invisíveis nas cidades, moradoras de cortiços ou pequenos cômodos isolados nos fundos de residências.  São pessoas com rosto sofrido, que precisam ser retiradas do silêncio imposto pela vergonha do não ter.

A VIOLÊNCIA

A violência é um fenômeno que não para de crescer. São 50 mil mortes violentas por ano. Isso representa a oitava pior marca entre 100 nações com estatísticas confiáveis sobre o tema. O índice de assassinatos esclarecidos é baixo, o que contribui para a sensação de impunidade. Mesmo assim, mais de 500 mil brasileiros estão detidos, grande parte por tráfico de drogas, a maioria composta por jovens, negros e pobres, com poucas oportunidades de reintegração social.  O aumento da violência provocam debates como a diminuição da menoridade penal e até a aplicação da pena de morte. O comércio das drogas aumente vertiginosamente, chegando mesmo às cidades mais afastadas dos grandes centros.

A CULTURA DO DESCARTÁVEL

A Igreja no Brasil denuncia o processo social em que as pessoas são vistas apenas sob o prisma da produção e do consumo. Quando não se prestam a estas funções, são descartadas e passam a compor a massa sobrante da sociedade.

SINAIS DOS NOVOS TEMPOS

        Em contraposição à cultura do descartável, do relativismo, preconceito religioso e materialismo, encontram-se também os sinais da formação de uma nova cultura em muitos homens e mulheres, crentes ou não, que se empenham em construir uma cultura que permita uma maior realização humana, que respeite e ajude a desenvolver a plural dimensionalidade da pessoa humana, sua autonomia e abertura ao outro e a Deus. Características desta nova cultura são:

  • Respeito à consciência de cada um; 2- abertura à diferença e multiculturalidade. 3- solidariedade como todo criado; 4- rejeição às injustiças; 4- sensibilidade para com os pobres.

Uma parte das novas gerações, movida pela esperança e pelo desejo de construir um mundo melhor, não aceita a indiferença, a violência e a exclusão. Esse movimento busca construir sínteses novas e criativas entre razão e sensibilidade, indivíduo e comunidade, global e local.

ESPERANÇA DIANTE DOS DESAFIOS

O Papa Francisco exortou todos os cristãos a não assumirem uma posição pessimista diante das dificuldades presentes, nem uma posição meramente reativa ou pior, de resistência e isolamento. Ele os chamou a unir forças com os homens e mulheres de boa vontade, crentes ou não, mas que desejam agir na construção do desenvolvimento humano integral. A Igreja, partindo de Jesus Cristo, propõe-se a servir, neste contexto desafiador, com uma mensagem salvadora que cura as feridas, ilumina e descortina um horizonte para além dessas realidades. Ao chegar ao coração de cada homem e de cada mulher, a Boa Nova e a esperança da Ressurreição podem mostrar-lhes quanto são animados por Deus e capazes de contribuir para uma nova e renovada humanidade.

SEGUNDA PARTE

O que os Bispos esperam de nós

         A Missão da Igreja é colocar à disposição do gênero humano as forças salvadoras que ela recebe de Cristo. Propõe salvar a pessoa humana integralmente e restaurar a sociedade humana no que se refere à sua finalidade mais autêntica: o desenvolvimento integral a partir do bem comum. Para a Igreja, a sociedade humana foi criada por um desígnio amoroso de Deus Criador e está por Ele designada a alcançar sua própria realização: a vida plena no amor por meio da participação na vida divina. A Igreja, perita em humanidades, iluminada pela Palavra de Deus, reconhece a família e a sociedade política como indispensáveis ao progresso da humanidade.

A missão específica da Igreja é de cunho religioso, e não propriamente político, econômico ou social. Ela, a Igreja, contudo não apenas colabora com a sociedade, mas também é ajudada pela sociedade. Esses dois aspectos se tornam referência tanto para a valorização das realidades terrestres – o trabalho, a ciência, a política, a economia, etc. – quanto para incentivar a inserção dos cristãos na realidade social, sendo eles próprios semeadores da Boa Nova na sociedade.

Em sua missão de anunciar o Cristo, a Igreja necessita conhecer e preparar o terreno onde lançar a semente do Evangelho. Ou seja, deve estar atenta à realidade e suas mudanças, suas inquietações e seus clamores. Para que exista a inculturação (inserção dialogal da Boa Nova na sociedade), é necessário que a Igreja leve em conta os desafios ou apelos de cada tempo e espaço.

Os novos areópagos (espaços de convivência humana) que a Igreja deve estar presente são: mundo das comunicações sociais, relações internacionais, desenvolvimento e libertação dos povos, principalmente das minorias, a promoção da mulher, do jovem, da criança, a proteção da natureza e outros.

OPÇÃO PELO SER HUMANO

E PREFERENCIALMENTE PELOS POBRES

São João XXIII, ao convocar o Concílio Vaticano II para que a Igreja pudesse compreender o mundo que a cercava naquela época, usou a expressão sinais dos tempos para mostrar a relevância dos pobres, das mulheres e dos operários na sociedade do seu tempo. Desde o Concílio Vaticano II houve transição da Igreja comprometida com o poder para uma Igreja solidária com os pobres. O Concílio indicou a necessidade de aproximar a Igreja dos pobres, não apenas no sentido da compaixão, como fizera nos séculos passados, mas também no sentido de real identificação entre Igreja e pobres. Os fiéis seguem seu Senhor que se fez pobre, não buscam glórias terrenas, mas a humildade e a abnegação.

São João Paulo II colocou a opção pelos pobres como critério do seguimento de Jesus Cristo para a Igreja (Carta Apostólica Novo Millenio Ineunte n.49). O papa Bento XVI elevou a opção pelos pobres à categoria teológica ao dizer que: “Nossa fé proclama que “Jesus Cristo é o rosto humano de Deus e o rosto divino do homem” (Documento de Aparecida (DA) n.218). Por isso, “a opção preferencial pelos pobres está implícita na fé cristológica naquele Deus que se fez pobre por nós, para nos enriquecer com sua pobreza” (DA 219). Esta opção nasce de nossa fé em Jesus Cristo, o Deus feito homem, que se fez nosso irmão (cf. Hb 2,11-12) (DA 392). O Papa Francisco propôs no início do seu pontificado o empenho por uma Igreja pobre para os pobres. E pediu, no lançamento da Campanha Mundial contra a Fome e a Pobreza, que todos os cristãos ajudem nesta Campanha liderada pela Caritas em garantir alimento para todos.

 TERCEIRA PARTE

AS PARÓQUIAS E A SOCIEDADE QUE AS CERCA 

SERVIÇO, DIÁLOGO E COOPERAÇÃO

Para a Igreja, os cristãos devem ir às raízes da pobreza social, estimulando os pobres a se conscientizarem de sua situação e a assumirem a iniciativa de sua libertação.    A dignidade da pessoa humana, o bem comum e a justiça social são os critérios que a Igreja discerne a oportunidade e o estilo de seu diálogo e de sua colaboração com a sociedade. No Brasil alguns direitos básicos ainda carecem de avanços para serem disponibilizados para toda a população: 1- direito à água limpa e potável; 2- direito à alimentação; 3- direito à moradia; 4- direito à liberdade e manifestação política; 5- direito à educação; 6- direito à manifestação religiosa publicamente.

O fundamento de todos estes direitos é o direito à vida, desde a sua concepção até o fim natural. A luta pelos direitos básicos da pessoa humana ainda não se traduziu, no Brasil, em melhorias nas condições básicas da população, sobretudo dos necessitados.

O SERVIÇO DAS DIMENSÕES CATEQUÉTICO /MISSIONÁRIO DA PARÓQUIA À SOCIEDADE

O Papa Francisco chama todos os batizados a uma conversão missionária. Em Mateus 28,19-20 Jesus Cristo pede uma Igreja em saída para testemunhar a alegria do Evangelho. Fazendo referência às pessoas que experimentam desorientação e vazio interior na sociedade que primazia o descartável, o consumismo, individualismo, o Papa Francisco pede:

1- Igreja que não tenha medo de entrar na noite destas pessoas; 2- Igreja capaz de encontrá-las em seu caminho; 3- Igreja capaz de inserir em suas conversas; 4- Igreja que saiba dialogar com aqueles que vagam sem meta, com desencanto, desilusão, até mesmo do cristianismo; 5- Igreja capaz de acompanhar o regresso a Jerusalém (felicidade).

Para o Papa Francisco trata-se de estudar os sinais dos tempos ou de ver o que Deus pede de nós.

SUGESTÕES CONCRETAS PARA AS DIMENSÕES MISSIONÁRIA E CATEQUÉTICA:

  • Refletir nas famílias sobre o que edifica a vida e o que não é gerador de vida e estratégias para soluções.
  • Promover momentos para exercer o discernimento a partir da Palavra de Deus acerca do que ocorre na comunidade, bairro, cidade e identificar as ameaças à vida.
  • Pensar formas de contribuir para a resolução de tais situações, considerando as capacitações requeridas para as ações de enfrentamento da realidade identificada.

O SERVIÇO DA DIMENSÃO SOCIAL DA PARÓQUIA À SOCIEDADE

A Igreja Católica participa efetivamente da sociedade através das pastorais sociais que atuam junto às pessoas em situação de marginalização. Estas pastorais agem em defesa da vida e dos direitos dos necessitados.

O Papa Francisco tem feito apelo em prol daqueles que são descartados na sociedade. Ele pede que as comunidades católicas se abram a este chamado, identifiquem estes grupos no ambiente paroquial e ajam através das pastorais sociais.

Na sociedade civil encontramos muitas entidades e instituições que propõem boas iniciativas, visando atender as necessidades da população carente. A Igreja declara querer ajudar e promover todas estas instituições, na medida em que isso dependa dela e seja compatível com a sua própria missão. Este diálogo também abrange o diálogo ecumênico e inter-religioso.

SUGESTÕES CONCRETAS PARA A DIMENSÃO SOCIAL

  • Repensar a própria responsabilidade em relação à sociedade em temas catequéticos como: sustentabilidade, respeito aos direitos dos outros, liberdade religiosa, educação para a solidariedade, cuidado com os bens públicos.
  • Criar serviços a partir das características da paróquia e capacitação dos paroquianos (reforço escolar, biblioteca comunitária, capacitação informática, mutirões de ajuda, etc.).
  • Esclarecer a comunidade sobre a importância da participação nos conselhos Paritários
  • Obter informações sobre os Conselhos Paritários constituídos no Município
  • Escolher e preparar pessoas na comunidade para participarem em nome da Igreja nos Conselhos Paritário (Conselhos Municipais).

O SERVIÇO DA DIMENSÃO LITÚRGICA DA PARÓQUIA À SOCIEDADE

SUGESTÕES CONCRETAS

  • A comunidade insira o tema da paz em sua liturgia e orações
  • Articular com outros grupos religiosos momentos de oração pela paz em lugares simbólicos
  • Conhecer realidades próximas da Comunidade que apresentem conflitos e refletir sobre soluções possíveis
  • Acompanhar famílias, jovens, gangues, escolas com incidência de conflitos em vista de superá-los. Apoiar as iniciativas da sociedade organizada e de organizações não governamentais que visem a cultura da paz.

O SERVIÇO DA DIMENSÃO PARTICIPATIVA DA PARÓQUIA À SOCIEDADE

PARTICIPAÇÃO NA REFORMA POLÍTICA

A reforma política proposta pela Coalizão pela Reforma Política Democrática e Eleições Limpas, da qual a Igreja também faz parte, propõe:

Proibição de financiamento de candidatos por empresas

Adoção do sistema eleitoral chamado voto transparente, proporcional em dois turnos pelo qual o eleitor inicialmente vota num programa partidário e posteriormente escolhe um dos nomes da lista ordenada no partido, com participação de seus filiados e acompanhamento da Justiça Eleitoral e do Ministério Público. A promoção da alternância de homens e mulheres nas listas de candidatos dos partidos, porque o Brasil, onde as mulheres representam 51% dos eleitores, é um país onde a representação feminina conta com apenas 9% de mulheres na política.

SUGESTÕES PRÁTICAS PARA A DIMENSÃO PARTICIPATIVA

  • Que a comunidade cristã não fique alheia aos processos políticos na sociedade
  • Convidar pessoas para debater, traçar metas e estratégias de mobilização em vista da contribuição à necessária reforma política.

CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2015

Solidária à Campanha Mundial Contra a Fome

         Diante dos desafios da modernidade, que fragiliza as relações sociais e desvaloriza o caráter transcendental do ser humano através da cultura do descartável, a Igreja tem uma palavra a dizer sobre isto. A vocação missionária, pautada na opção preferencial pelos pobres, leva a Igreja a ir ao encontro daqueles que ninguém precisa, que ninguém emprega, que ninguém cuida, que tem fome de comida, de justiça, de educação, de lazer, etc.

        O Papa Francisco diz: “Vocês, queridos irmãos, não tenham medo de oferecer esta contribuição da Igreja que é para o bem da sociedade inteira, de oferecer esta palavra encarnada também com o testemunho” (Encontro do Papa com o Episcopado Brasileiro durante a JMJ 2013).

        Nossa Senhora, Mãe de Deus e nossa, nos ensine a caminhar pelas estradas da vida como testemunhas do amor revelado em Jesus Cristo. Nele, como discípulos missionários, testemunhemos a beleza do Reino de Deus.

 

ORIENTAÇÃO PARA TODOS OS PAROQUIANOS

         A coleta da quaresma/2105 destina-se também a combater a fome no mundo por meio de uma ação promovida pela Caritas, com o lema: “Uma família humana, pão e justiça para todas as pessoas”.

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OS DONS DO ESPÍRITO SANTO NA ORAÇÃO DO PAI NOSSO

A ORAÇÃO DO PAI NOSSO E OS DONS DO ESPÍRITO SANTO

Na oração do Pai Nosso Jesus nos ensina a fazermos sete pedidos a Deus e cada um deles tem uma relação direta com os sete dons do Espírito Santo.

1- SANTIFICADO SEJA O VOSSO NOME – Para santificarmos o nome de Deus em nossas vidas, temos que ter o dom da SABEDORIA: saber escolher a coisa certa, na hora certa e do jeito certo.

2- VENHA A NÓS O VOSSO REINO – precisamos do dom do ENTENDIMENTO: compreender corretamente o Reino de Deus. O Reino onde cada pessoa é valorizada pelo que é, e onde a justiça é plena e vida em abundância para todos.

3- SEJA FEITA A VOSSA VONTADE – precisamos do dom da CIÊNCIA:compreender de fato a vontade de Deus e realizá-la em nossas vidas a partir da compreensão das Sagradas Escrituras;

4- O PÃO NOSSO DE CADA DIA NOS DIA HOJE – O Dom do CONSELHO é o Pão da Palavra que alimenta a nossa alma e nos mantêm sustentados na caminhada para o céu, fazendo-nos fortificados no seguimento de Jesus como discípulos e missionários de Jesus Cristo.

5- PERDOA AS NOSSAS OFENSAS COMO NÓS PERDOAMOS

PIEDADE é o dom que nos torna sensíveis ao amor de Deus por nós e assim podemos sentir o dom do Amor de Jesus pela humanidade ao se entregar totalmente para o perdão de todos os pecados humanos.

6- NÃO NOS DEIXEIS CAIR EM TENTAÇÃO –

FORTALEZA é o dom que  nos dá condições para que vençamos as tentações e consigamos viver imunes às artimanhas do tentador

7- MAS LIVRA-NOS DE TODO MAL –

TEMOR A DEUS é o dom que alimenta o desejo de jamais ofendermos nosso Criador. Este é o temor que devemos ter: jamais rompermos a nossa relação com o amor Divino

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O QUE É EVANGELIZAR

INTRODUÇÃO =- O QUE É EVANGELIZAR

Para nos tornarmos evangelizadores precisamos compreender em primeiro lugar o que é Evangelizar. A evangelização hoje não pode ser compreendida como “dar catecismo”. A Evangelização faz parte da essência da ação da Igreja que envolve aqueles que aderem a Jesus Cristo. Evangelização é o ensinamento essencial da fé e não apenas doutrina.

Precisamos viver esta fé na comunidade e a partir dela evangelizar, levando em conta a realidade da pessoa: suas preocupações e angustias, esperanças e necessidades. Portanto, a Evangelização precisa ter este objetivo: educar na fé as diversas dimensões do ser humano. A evangelização precisa ter também uma meta, isto é, um caminho: levar a pessoa evangelizada a ser sujeito da sua história. E para sermos verdadeiros evangelizadores, precisamos nos espelhar em Jesus Cristo que se encarnou no meio dos homens e mulheres de sua época. Portanto a primeira atitude do evangelizador é conhecer a realidade da pessoa evangelizada, tal como Jesus fez. Evangelizar nos enche de alegria como também de muitas preocupações. Ser evangelizador não é fácil. È muito mais simples ensinar perguntas e respostas do catecismo, para guarda-las na memória, do que fazer uma Evangelização que se preocupa com a realidade, com os conflitos, etc.

Uma evangelização que amortece os conflitos e a realidade é escondida, é uma Evangelização amortecedora. Infelizmente ainda temos este tipo presente, em comunidades, Paróquia e até Dioceses. A verdadeira Evangelização não é teórica, é vida, é ação, por isso precisamos conhecer melhor a realidade que queremos transformar para fazermos uma Evangelização transformadora aonde os conflitos sejam vistos de frente. Por isso você evangelizador é um enviado de Deus. Sua missão é de ser um agente transformador da realidade egoísta, que atormenta, oprime e entristece o ser humano para uma realidade de amor e partilha.

O evangelizador é um porta-voz de Deus, que sendo chamado, responde “sim” a sua vocação e dá testemunho de vida cristã, sendo um membro atuante e participativo da comunidade. Temos evangelizadores que começam a Evangelização com certo entusiasmo e nas primeiras dificuldades desistem.  É necessário paciência, dedicação e perseverança. A Evangelização, um processo dinâmico e permanente de educação da fé, exige do evangelizador coragem, perseverança, amor no coração, que ajudam o cristão comprometido com o batismo a seguir nos caminhos da fraternidade, da justiça, da liberdade e da paz.

A vocação é um chamado de Deus, que espera da pessoa chamada uma resposta. A vocação é a realização do plano de Deus, na vida de cada cristão, que responde “sim” ao chamado. Por isso precisamos assumir nossa vocação com grande ardor missionário-evangelizador. A vocação se manifesta em dois sentidos: a descoberta da própria vocação e o compromisso de vive-la com toda integridade. A vocação do evangelizador é comunitária, pois ela abrange toda a ação da comunidade. Quando o evangelizador tem consciência do seu chamado, desempenha junto à comunidade um serviço eficaz e efetivo colaborando na transformação da sociedade pelo testemunho comunitário e pelo anúncio da Palavra de Deus.

A formação do evangelizador é algo essencial por isso você precisa buscar a formação na comunidade, na Paróquia, junto a outros evangelizadores. Partindo de uma formação eficaz o evangelizador contempla a realidade, torna-se pessoa comprometida com o ser humano e com a realidade social. Procura adquirir uma formação como cidadão, tendo como ponto referencial Jesus Cristo, Filho de Deus, encarnado numa realidade humano-social-religiosa. Esta formação ajuda a descobrir que a vida humana é o valor central da sociedade. A formação dos evangelizadores é hoje uma das mais importantes e urgentes tarefas das Paróquias, comunidades e das Dioceses. Ninguém nasce evangelizador. Aqueles que são chamados tornam-se bons evangelizadores, através da meditação diária da Palavra de Deus e da preparação adequada, da conscientização de sua importância como educadores da fé. Por isso a nossa Paróquia este ano dedica-se à formação dos evangelizadores. Valorize esta formação e tenha certeza que para você se tornar um evangelizador precisa primeiro ser evangelizado. Precisamos de evangelizador que ensine a pessoa evangelizada a viver o mistério da eucaristia, assumindo com coragem o batismo. Esta é a grande missão do evangelizador.

ESCUTAR E APRENDER A EVANGELIZAR COM JESUS CRISTO

Todos nós temos uma certeza: A igreja nasce na Páscoa a partir da fé em Cristo Ressuscitado. A Igreja desde suas origens é sinal e instrumento do Reino de Deus.  A Igreja nasceu do discipulado convocado por Jesus. Aos discípulos Jesus ensinava com explicações tiradas da vida e das Escrituras. Jesus era missionário-evangelizador consagrado pelo Pai e enviado ao mundo. A missão era a própria vida de Jesus. Os discípulos aprenderam a missão na vida. Assim se formaram apóstolos-missionários-evangelizadores, enviados por Jesus com a força do Espírito Santo.

No Evangelho encontramos os começos da fraternidade de discípulos convocados por Jesus.  A comunidade faz o que vê Jesus fazer, que cumpre a vontade do Pai e leva a cabo sua obra. O Reinado de Deus, este é o projeto do Pai, esta é a ação missionária de Jesus. Jesus que vive para ele, mostra e faz presente em sua própria pessoa o Reino de Deus.

Continuaram aprendendo comunitariamente. Até os dias de hoje a Igreja continua em discipulado e missão por ter recebido o Evangelho com amor e ter dado frutos de conversão e salvação. A Igreja permanentemente se recria no discipulado de Jesus, acolhe a Palavra, medita esta Palavra e a torna carne da sua carne, espírito do seu espírito.

Neste mundo em mudanças constantes continua se realizando o Plano de Deus, projeto de Jesus, animado pelo Espírito. Todos nós devemos estar atentos aos três eixos temáticos da missão – Discipulado, Pentecostes e Evangelização – que são essenciais à ação missionária.

 

è DISCIPULADO – comunidade discípula de Jesus

Jesus a fim de realizar a missão do Pai escolheu os discípulos que estivessem com Ele, aprendessem dele e iniciassem com ele a comunidade Igreja. Jesus sai de si mesmo para vir ao encontro da humanidade. Por amor se fez história em nossa história. Por amor veio para trazer-nos o gérmen da vida.

Nosso Senhor é o bom Pastor que se encontra com o cego no caminho, que dignifica a samaritana, que cura os enfermos, que alimenta o povo faminto. Igualmente convida seus discípulos à reconciliação, ao amor aos inimigos, a optar pelos mais pobres. Jesus é o caminho, a verdade, a vida, plenitude de vida que diviniza e humaniza o ser humano.

O Filho de Deus começa sua missão chamando vários seguidores. O chamado de Jesus Cristo ao discipulado implica uma opção fundamental por sua pessoa, que por sua vez exige seguimento de suas atitudes, de seu modo de ser e relacionar-se com Deus. Jesus exige de seus discípulos participar do seu estilo de vida. Exige de seus discípulos que se desprendam do seu egoísmo. Jesus diz: “quiser ser o primeiro que seja o último de todos e o servidor de todos”.

O Cristo ensina seus discípulos a cultivar gestos e sentimentos e atitudes humanizadoras. Ele expressa compaixão por quem sofre. Jesus ressuscitado ensina os discípulos a interpretar as Escrituras à luz da sua pessoa para que a Palavra possa chegar a todos os corações.  E envia seus discípulos a proclamar esta Palavra ao mundo. Diz Jesus: “Como o Pai me enviou, também eu vos envio”. Dito isto soprou sobre eles e disse-lhes: “Recebam o Espírito Santo”. O sinal (sacramento) que os discípulos usavam por mandato de Cristo para fazer novos discípulos era o batismo. E formavam então pequenas comunidades como sinais viventes da presença da nova fé que não conhecia limites. Os membros destas comunidades, especialmente os pobres e os escravos encontravam um sentido de pertença, e reconhecimento da própria dignidade pessoal que constituía uma verdadeira alternativa a uma sociedade opressora.

Entenderam a missão de Jesus como uma tarefa que haveriam de levar ao todos os confins da terra. Por isso se deu um forte movimento missionário-evangelizador que começou com Pedro, João, Filipe, Tiago, e as mulheres, como Maria Madalena, Salomé, testemunhas da ressurreição. E continua hoje, com você, também discípulo missionário-evangelizador de Jesus.

Cada Igreja – comunidade – deve ser missionária dentro e fora dos seus limites. É necessário que nós todos abramos os nossos corações para que ele se renove e aprofunde na própria identidade pastoral da Igreja que é a Missão.

– Missão: natureza da Igreja!

– Missão: identidade da Igreja!

– ]Missão: levar ao mundo a proposta salvífica de Deus!

CINCO ASPECTOS DO PROCESSO DE FORMAÇÃO

DO DISCIPULADO MISSIONÁRIO-EVANGELIZADOR

No processo de formação de discípulos missionário-evangelizador, convém destacar cinco aspectos fundamentais:

  1. O encontro com Jesus Cristo. É o Senhor Jesus quem chama. E hoje a Igreja, anunciando a verdade vital para toda a humanidade – Jesus Cristo está vivo, ressuscitado. Jesus Cristo é o nosso salvador – a partir deste anuncio se estabelece o desejo à iniciação cristã – o encontro verdadeiro com o Cristo Jesus. A partir deste encontro vem o segundo aspecto que é .
  2. A conversão – que é a resposta inicial de quem escutou o Senhor, crê nele pela ação do Espírito Santo e decide ser seu amigo e ir atrás dele, mudando sua forma de pensar e de viver, aceitando a cruz de Cristo, consciente de que morrer ao pecado é alcançar a vida.
  3. Discipulado – A catequese permanente e a vida sacramental fortalecem a conversão inicial e possibilitam aos discípulos, missionários e evangelizadores, perseverar na vida cristã e continuarem sendo sempre discípulos e missionários evangelizadores.
  4. Comunhão – Como os primeiros cristãos, em comunidade, os discípulos participam hoje na vida da Igreja, no encontro com os irmãos, vivendo o amor de Cristo na vida fraterna – solidária.
  5. Missão – A missão é inseparável do discipulado. Por isso todas as comunidades cristãs devem se comprometer com a ação missionária e realiza-la dentro dos seus limites geográficos, mas também expandi-la para além destes limites. É preciso destacar que o testemunho é a primeira forma da ação missionária. É a vida santa do missionário-evangelizador, da família cristã e da comunidade eclesial que por primeiro anuncia a Palavra de Deus.
  6. O testemunho e anúncio de Cristo são centrais na evangelização. Para isto o missionário-evangelizador deve conhecer e amar a fundo Jesus Cristo, de modo que possa segui-lo e anuncia-lo com sua própria vida. A evangelização também requer da família uma renovada dedicação em muitos aspectos fundamentais, como se tornar uma comunidade primeira do testemunho evangelizador. Vivendo e atuando segundo a Palavra de Deus. Que seja uma família que se forma na comunidade íntima de vida e amor como testemunho vital do anúncio do Evangelho em cada ambiente.
  7. A missão é a identidade da Igreja.

Enquanto durar este tempo de Igreja, ela deve ser uma Igreja missionária sempre aberta a levar ao mundo a Palavra de Deus.

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