A ORAÇÃO DO PAI NOSSO E OS DONS DO ESPÍRITO SANTO

A ORAÇÃO DO PAI NOSSO E OS DONS DO ESPÍRITO SANTO
Na oração do Pai Nosso Jesus nos ensina a fazermos sete pedidos a Deus e cada um deles tem uma relação direta com os sete dons do Espírito Santo.
1- SANTIFICADO SEJA O VOSSO NOME – Para santificarmos o nome de Deus em nossas vidas, temos que ter o dom da SABEDORIA: saber escolher a coisa certa, na hora certa e do jeito certo.
2- VENHA A NÓS O VOSSO REINO – precisamos do dom do ENTENDIMENTO: compreender corretamente o Reino de Deus. O Reino onde cada pessoa é valorizada pelo que é, e onde a justiça é plena e vida em abundância para todos.
3- SEJA FEITA A VOSSA VONTADE – precisamos do dom da CIÊNCIA:compreender de fato a vontade de Deus e realizá-la em nossas vidas a partir da compreensão das Sagradas Escrituras;
4- O PÃO NOSSO DE CADA DIA NOS DIA HOJE – O Dom do CONSELHO é o Pão da Palavra que alimenta a nossa alma e nos mantêm sustentados na caminhada para o céu, fazendo-nos fortificados no seguimento de Jesus como discípulos e missionários de Jesus Cristo.
5- PERDOA AS NOSSAS OFENSAS COMO NÓS PERDOAMOS
PIEDADE é o dom que nos torna sensíveis ao amor de Deus por nós e assim podemos sentir o dom do Amor de Jesus pela humanidade ao se entregar totalmente para o perdão de todos os pecados humanos.
6- NÃO NOS DEIXEIS CAIR EM TENTAÇÃO –
FORTALEZA é o dom que nos dá condições para que vençamos as tentações e consigamos viver imunes às artimanhas do tentador
7- MAS LIVRA-NOS DE TODO MAL –
TEMOR A DEUS é o dom que alimenta o desejo de jamais ofendermos nosso Criador. Este é o temor que devemos ter: jamais rompermos a nossa relação com o amor Divino

Publicado em Saúde e bem-estar | Deixe um comentário

AMORIS LAETITIA – Exortação Apostólica Papa Francisco

AMORIS LAETITIA
EXORTAÇÃO APOSTÓLICA DO PAPA FRANCISCO SOBRE AS FAMÍLIAS
fonte
http://pt.radiovaticana.va/news/2016/04/08/exorta%C3%A7%C3%A3o_%E2%80%9Camoris_laetitia%E2%80%9D_a_alegria_do_amor_na_fam%C3%ADlia/1221252

Foi publicada na manhã desta sexta-feira, dia 8 de abril a Exortação Apostólica pós-Sinodal do Papa Francisco sobre a família. “Amoris laetitia”, a “Alegria do Amor” é um texto de nove capítulos no qual o Santo Padre recolhe os resultados de dois Sínodos dos Bispos sobre a família ocorridos em 2014 e 2015 citando anteriores documentos papais, contributos de conferências episcopais e de várias personalidades.
É uma Exortação Apostólica ampla com mais de 300 parágrafos e que nos primeiros 7 evidencia a plena consciência da complexidade do tema. Em particular, o Papa escreve que para algumas questões ”em cada país ou região, é possível buscar soluções mais inculturadas, atentas às tradições e aos desafios locais. De facto, “as culturas são muito diferentes entre si e cada princípio geral (…), se quiser ser observado e aplicado, precisa de ser inculturado”.
Capítulo primeiro: “À luz da Palavra”
No primeiro capítulo o Papa articula a sua reflexão a partir das Sagradas Escrituras, em particular, com uma meditação acerca do Salmo 128, característico da liturgia nupcial hebraica, assim como da cristã. A Bíblia ”aparece cheia de famílias, gerações, histórias de amor e de crises familiares”(AL 8).
Capítulo segundo: “A realidade e os desafios das famílias”
Partindo do terreno bíblico, o Papa considera no segundo capítulo a situação atual das famílias, mantendo ”os pés assentes na terra” (AL 6) como se pode ler na Exortação. A humildade do realismo ajuda a não apresentar ”um ideal teológico do matrimónio demasiado abstrato, construído quase artificialmente, distante da situação concreta e das possibilidades efetivas das famílias tais como são”(AL 36). O matrimónio é “um caminho dinâmico de crescimento e realização”. “Somos chamados a formar as consciências, não a pretender substituí-las”(AL37) refere o Papa Francisco no seu texto, pois, Jesus propunha um ideal exigente, mas ”não perdia jamais a proximidade compassiva às pessoas frágeis como a samaritana ou a mulher adúltera” (AL 38).
Capítulo terceiro: “O olhar fixo em Jesus: a vocação da família”
O terceiro capítulo da Exortação é dedicado a alguns elementos essenciais do ensinamento da Igreja acerca do matrimónio e da família. Em 30 parágrafos ilustra a vocação à família de acordo com o Evangelho, assim como ela foi recebida pela Igreja ao longo do tempo, sobretudo quanto ao tema da indissolubilidade, da sacramentalidade do matrimónio, da transmissão da vida e da educação dos filhos. Fazem-se inúmeras citações da Gaudium et spes do Vaticano II, da Humanae vitae de Paulo VI, da Familiaris consortio de João Paulo II.
O Papa Francisco neste capítulo terceiro lembra um princípio geral importante: “Saibam os pastores que, por amor à verdade, estão obrigados a discernir bem as situações” (Familiaris consortio, 84). O grau de responsabilidade não é igual em todos os casos, e podem existir fatores que limitem uma capacidade de decisão. Por isso, ao mesmo tempo que se exprime com clareza a doutrina, há que evitar juízos que não tenham em conta a complexidade das diferentes situações e é preciso estar atentos ao modo como as pessoas vivem e sofrem por causa da sua condição” (AL 79).
Capítulo quarto: “O amor no matrimónio”
O amor no matrimónio é o título do quarto capítulo desta Exortação e ilustra-o a partir do “hino ao amor” de S. Paulo na Primeira Carta aos Coríntios (1 Cor 13, 4-7). Este capítulo desenvolve o carácter quotidiano do amor que se opõe a todos os idealismos: ”não se deve atirar para cima de duas pessoas limitadas o peso tremendo de ter que reproduzir perfeitamente a união que existe entre Cristo e a sua Igreja, porque o matrimónio como sinal implica um processo dinâmico, que avança gradualmente com a progressiva integração dos dons de Deus” (AL 122).
Também neste capítulo uma reflexão sobre o amor ao longo da vida e da sua transformação. Pode-se ler no documento: “Não é possível prometer que teremos os mesmos sentimentos durante a vida inteira; mas podemos ter um projeto comum estável, comprometer-nos a amar-nos e a viver unidos até que a morte nos separe, e viver sempre uma rica intimidade” (AL 163).
Capítulo quinto: “O amor que se torna fecundo”
O capítulo quinto desta Exortação Apostólica foca-se sobre a fecundidade, do acolher de uma nova vida, da espera própria da gravidez, do amor de mãe e de pai. Mas também da fecundidade alargada, da adoção, do acolhimento do contributo das famílias para a promoção de uma “cultura do encontro”, da vida na família em sentido amplo, com a presença de tios, primos, parentes dos parentes, amigos. A “Amoris laetitia” não toma em consideração a família ”mononuclear”, mas está bem consciente da família como rede de relações alargadas. A própria mística do sacramento do matrimónio tem um profundo carácter social (cf. AL 186). E no âmbito desta dimensão social, o Papa sublinha em particular tanto o papel específico da relação entre jovens e idosos, como a relação entre irmãos como aprendizagem de crescimento na relação com os outros.
Capítulo sexto: “Algumas perspetivas pastorais”
No capítulo sexto da exortação o Papa aborda algumas vias pastorais que orientam para a edificação de famílias sólidas e fecundas de acordo com o plano de Deus. Em particular, o Papa observa que ”os ministros ordenados carecem, habitualmente, de formação adequada para tratar dos complexos problemas atuais das famílias” (AL 202). Se, por um lado, é necessário melhorar a formação psico-afetiva dos seminaristas e envolver mais a família na formação para o ministério (cf. AL 203), por outro ”pode ser útil também a experiência da longa tradição oriental dos sacerdotes casados” (AL 202).
Também neste sexto capítulo uma importante referência à preparação para o matrimónio e do acompanhamento dos esposos nos primeiros anos da vida matrimonial (incluindo o tema da paternidade responsável), mas também em algumas situações complexas e, em particular, nas crises, sabendo que ”cada crise esconde uma boa notícia, que é preciso saber escutar, afinando os ouvidos do coração” (AL 232).
Espaço neste capítulo para o acompanhamento das pessoas abandonadas, separadas ou divorciadas. É colocado em relevo o sofrimento dos filhos nas situações de conflito. Ao mesmo tempo é reiterada a plena comunhão na Eucaristia dos divorciados e em relação aos divorciados recasados é reforçada a sua “comunhão eclesial” e o acompanhamento das suas situações que não deve ser visto como uma debilidade da indissolubilidade do matrimónio mas uma expressão de caridade.
Referidas também as situações dos matrimónios mistos e daqueles com disparidade de culto, e a situação das famílias que têm dentro de si pessoas com tendência homossexual, insistindo no respeito para com elas e na recusa de qualquer discriminação injusta e de todas as formas de agressão e violência. No final do capítulo uma especial nota para o tema da perda das pessoas queridas e também da viuvez.
Capítulo sétimo: “Reforçar a educação dos filhos”
O capítulo sétimo é integralmente dedicado à educação dos filhos: a sua formação ética, o valor da sanção como estímulo, o realismo paciente, a educação sexual, a transmissão da fé e, mais em geral, a vida familiar como contexto educativo. É ressaltado pelo Santo Padre que “o que interessa acima de tudo é gerar no filho, com muito amor, processos de amadurecimento da sua liberdade, de preparação, de crescimento integral, de cultivo da autêntica autonomia” (AL 261).
A secção dedicada à educação sexual intitula-se muito expressivamente: «Sim à educação sexual». Sustenta-se a sua necessidade e formula-se a interrogação de saber ”se as nossas instituições educativas assumiram este desafio (…) num tempo em que se tende a banalizar e empobrecer a sexualidade”. A educação sexual deve ser realizada ”no contexto duma educação para o amor, para a doação mútua” (AL 280) – lê-se na Exortação. É feita uma advertência em relação à expressão ”sexo seguro”, pois transmite ”uma atitude negativa a respeito da finalidade procriadora natural da sexualidade, como se um possível filho fosse um inimigo de que é preciso proteger-se. Deste modo promove-se a agressividade narcisista, em vez do acolhimento”. (AL 283).
Capítulo oitavo: “Acompanhar, discernir e integrar a fragilidade”
O capítulo oitavo faz um convite à misericórdia e ao discernimento pastoral diante de situações que não correspondem plenamente ao que o Senhor propõe. O Papa usa aqui três verbos muito importantes: ”acompanhar, discernir e integrar”, os quais são fundamentais para responder a situações de fragilidade, complexas ou irregulares. Em seguida, apresenta a necessária gradualidade na pastoral, a importância do discernimento, as normas e circunstâncias atenuantes no discernimento pastoral e, por fim, aquela que é por ele definida como a ”lógica da misericórdia pastoral”.
As situações ditas de irregulares devem ter um discernimento pessoal e pastoral e – segundo a Exortação – “os batizados que se divorciaram e voltaram a casar civilmente devem ser mais integrados na comunidade cristã sob as diferentes formas possíveis”.
Em particular, o Santo Padre afirma numa nota de pé de página que “em certos casos poderá existir também a ajuda dos sacramentos”, recordando que o confessionário não deve ser uma sala de tortura e que a Eucaristia “não é um prémio para os perfeitos, mas um alimento para os débeis”.
Mais em geral, o Papa profere uma afirmação extremamente importante para que se compreenda a orientação e o sentido da Exortação: ”é compreensível que não se devia esperar do Sínodo ou desta Exortação uma nova normativa geral de tipo canónico, aplicável a todos os casos. É possível apenas um novo encorajamento a um responsável discernimento pessoal e pastoral dos casos particulares, que deveria reconhecer: uma vez que “o grau de responsabilidade não é igual em todos os casos, as consequências ou efeitos duma norma não devem necessariamente ser sempre os mesmos” (AL 300).
O Papa desenvolve em profundidade as exigências e características do caminho de acompanhamento e discernimento em diálogo profundo entre fiéis e pastores. A este propósito, faz apelo à reflexão da Igreja ”sobre os condicionamentos e as circunstâncias atenuantes” no que respeita à imputabilidade das ações e, apoiando-se em S. Tomás de Aquino, detém-se na relação entre «as normas e o discernimento», afirmando: ”É verdade que as normas gerais apresentam um bem que nunca se deve ignorar nem descuidar, mas, na sua formulação, não podem abarcar absolutamente todas as situações particulares. Ao mesmo tempo é preciso afirmar que, precisamente por esta razão, aquilo que faz parte dum discernimento prático duma situação particular não pode ser elevado à categoria de norma” (AL 304).
Espaço ainda neste capítulo para a lógica da misericórdia pastoral e para o convite do Papa Francisco nas suas palavras finais: «Convido os fiéis, que vivem situações complexas, a aproximarem-se com confiança para falar com os seus pastores ou com leigos que vivem entregues ao Senhor. Nem sempre encontrarão neles uma confirmação das próprias ideias ou desejos, mas seguramente receberão uma luz que lhes permita compreender melhor o que está a acontecer e poderão descobrir um caminho de amadurecimento pessoal. E convido os pastores a escutar, com carinho e serenidade, com o desejo sincero de entrar no coração do drama das pessoas e compreender o seu ponto de vista, para ajudá-las a viver melhor e reconhecer o seu lugar na Igreja» (AL 312).
Capítulo nono: “Espiritualidade conjugal e familiar”
O nono capítulo é dedicado à espiritualidade conjugal e familiar, ”feita de milhares de gestos reais e concretos” (AL 315). Diz-se com clareza que ”aqueles que têm desejos espirituais profundos não devem sentir que a família os afasta do crescimento na vida do Espírito, mas é um percurso de que o Senhor Se serve para os levar às alturas da união mística” (AL 316). Tudo, ”os momentos de alegria, o descanso ou a festa, e mesmo a sexualidade são sentidos como uma participação na vida plena da sua Ressurreição” (AL 317).
No parágrafo conclusivo, o Papa afirma: ”Nenhuma família é uma realidade perfeita e confecionada duma vez para sempre, mas requer um progressivo amadurecimento da sua capacidade de amar. (…). Todos somos chamados a manter viva a tensão para algo mais além de nós mesmos e dos nossos limites, e cada família deve viver neste estímulo constante. Avancemos, famílias; continuemos a caminhar! (…). Não percamos a esperança por causa dos nossos limites, mas também não renunciemos a procurar a plenitude de amor e comunhão que nos foi prometida”

fonte
http://pt.radiovaticana.va/news/2016/04/08/exorta%C3%A7%C3%A3o_%E2%80%9Camoris_laetitia%E2%80%9D_a_alegria_do_amor_na_fam%C3%ADlia/1221252

Publicado em Saúde e bem-estar | Deixe um comentário

Missão Continental recuperar

Recuperar a MISSÃO CONTINENTAL a partir da  Divina Simplicidade da ação missionaria de Jesus

O ser humano ama o glamour.

Quanto mais complicada uma história, mais crivel.

A vida de Jesus, ao contrário, não  tem glamour e nem  complicação.

Nasce num ambiente simples e tudo o que ocorre depois, na sua vida publica, é  igualmente simples.
Quando falo da simplicidade me refiro a essencia do ato e nao ao resultado.
Vejamos a multiplicação dos paes e peixes (Joao 6,1ss). O efeito e a fantastica multiplicação de cinco pães e dois peixes em alimento para milhares de pessoas. A essencia do ato, porém, esta no simples gesto de dar gracas a Deus.
O mesmo observa-se na transformação da agua em vinho. O efeito e maravilhoso. Agua que se transforma em vinho da melhor qualidade. A essência, ao contrario, esta na atenção à  palavra de Maria. Um convite a uma atitude de simples obediência a Jesus : facam tudo o que ele disser.
Os evangelhos apócrifos carregaram  a tinta na essência. Efeitos fantásticos frutos de essência de atos igualmente fantasticos.
Sabiamente a Igreja fez opção pelos relatos dos quatro evangelistas que primaram pela simplicidade da essência de Jesus.
A eficácia da missão da Igreja esta justamente nesta relação entre atos simples para se alcançar efeitos fantasticos.
A eficiência da missao,porém, busca atos fantasticos para alcançar efeitos igualmente fantasticos.
A diferenca é que a eficácia repercurte durante muitos anos, pois gera co-responsabilidade no ato missionário. Gestos simples de Jesus motivaram os discipulos a os repetitem, pois sentiram-se capacitados a realiza-los.
Ja a eficiência necessita de pessoas tambem eficientes, que nem sempre é possível encontrat nas comunidades.
Por isso mesmo as paróquias ficaram tao dependentes de equipes missionárias eficientes que vinham de fora para evangelizar. Depois que se vão fica só a saudade.
A verdadeira missão, que perdura por anos e é transmitida de geracao a geração se faz de coisas bem simples:
1- visita aos enfermos
2- assistencia aos pobres
3- acolhida fraterna aos que procuram os sacramentos
4- celebracoes que seguem à risca o ritual litúrgico e tambem se ocupam de celebrar a vida e os sentimentos das pessoas presentes ou os fatos sociais que interferem em suas vidas.
5- o atendimento atencioso do sacerdote aos que buscam o perdao ou conselhos.

Igualmente importante é a presença da Igreja para além do templo. É  a formação de grupos  reflexivos nas famílias não importando  a quantidade e sim a qualidade destas reflexões.

A essência destes atos é simples, mas seus efeitos são fantasticos.

Publicado em Saúde e bem-estar | Deixe um comentário

2016 – ANO SANTO DA MISERICÓRDIA.

2016 – ANO SANTO DA MISERICÓRDIA.
MISERICÓRDIA: ORIGEM E SIGNIFICADO.
Afonso Dias

A palavra latina “misericórdia”, de acordo com o seu sentido original significa ter o coração (cors) voltado para os pobres (miseri), estando em comunhão com eles. O mesmo, que “sentir afeto pelos pobres”, “amar os pobres”. É dar o coração aos miseráveis.
Em termos antropológicos, traz um sentido muito próximo de compaixão, o que implica sentir e sofrer com os mais vulneráveis, os pobres, os excluídos, ou seja, aqueles cuja vida é mais agredida e diminuída. A palavra aponta para a atitude de quem consegue sair de seu egoísmo e fazer um êxodo em direção aos outros, sobretudo às pessoas afligidas pela pobreza e por todos os tipos de miséria.
Nas diferentes religiões do mundo, há várias convergências com relação ao sentido desta palavra, incluindo misericórdia e compaixão pelos outros e respeito e reverência pela vida. Aquilo que para uma mentalidade secular e iluminista pode parecer acessório é sagrado para os representantes dessas religiões. Assim entendemos as propostas do budismo, hinduísmo e muito especificamente das três religiões monoteístas: o judaísmo, o cristianismo e o islamismo.
A teologia cristã tem, então, como linha-mestra na compreensão do que seja a misericórdia ou a compaixão o fato de ser afetado pelo sofrimento dos outros, não só de uma forma emocional, que remove o coração e os sentimentos, dando tristeza e pena, mas igualmente ou, sobretudo, de forma eficaz, na medida em que busca combater e superar a carência e o mal.
Desde os seus primórdios, a Igreja pratica a misericórdia para com os pobres, não só no plano privado, mas também comunitário e mesmo institucional. Muito cedo se consolidou no cristianismo o cuidado dos pobres e doentes, levado sob custódia e responsabilidade pela comunidade eclesial na pessoa dos Bispos que, através dos diáconos, a instituíram como ministério.
Esta configuração institucional por parte da Igreja da misericórdia e da compaixão pelos mais fracos foi introduzida em boa parte na cultura europeia ocidental e a partir daí tornou-se patrimônio da humanidade.
Hoje, esta prática de misericórdia e compaixão tomou formas mais secularizadas. No entanto, são ainda inúmeras as obras e instituições eclesiais dedicadas à caridade para com os mais fracos, inspirada no Evangelho de Jesus, sua “norma non normata.”
A Modernidade, com o primado da razão, colocou sob suspeita essa universalidade da misericórdia e da compaixão, assim como outras coisas vindas do mundo medieval e teocêntrico. No entanto, é um fato que nos tempos contemporâneos, muitos dos mais famosos filósofos do século passado e presente – cristãos ou não – refletiram sobre a importância da gratuidade do dom e de doar como o fundamento de uma antropologia que se quer digna de crédito para as pessoas de hoje.
Isto foi reforçado pelo Papa Francisco na Bula “Misericordiae Vultus”, que convoca o Ano Santo da Misericórdia. O Pontífice afirma ali que a misericórdia é a viga mestra que sustenta a vida da Igreja. E, por isso, tudo em sua ação pastoral deve ser revestido de ternura, compaixão, misericórdia sob pena de ser um antitestemunho. A credibilidade da Igreja passa pelo caminho da misericórdia e compaixão.
A misericórdia de Deus não faz distinção de pessoas. (Lucas 15,1-32).
TERNURA E MISERICÓRDIA DE DEUS.
No texto acima, vamos refletir sobre três parábolas (ovelha perdida; moeda perdida; os dois filhos) que Jesus contou para ajudar as pessoas a fazerem uma ideia de Deus como Pai cheio de ternura. No tempo de Jesus, a ideia que o povo fazia de Deus era de alguém muito distante, severo, como um juiz que ameaçava com castigo. Jesus revela uma nova imagem de Deus misericordioso.

AFONSO DIAS É BÍBLISTA, E ASSESSOR DO CEBÍ-SP E SUL DE MG. (35)99924-0250 (vivo) (11)4538-1446 OU (11)97189-5746 (vivo) e-mail abdias49@bol.com.br Senador Amaral- MG ou Itatiba- SP.

Publicado em Saúde e bem-estar | 1 Comentário

CF 2016 TEXTO BASE leitura rápida

Texto base CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2016

LEITURA RAPIDA

A Campanha da Fraternidade 2016 (CF 2016), que tem como tema “CASA COMUM, NOSSA RESPONSABILIDADE” e o lema “QUERO VER O DIREITO BROTAR COMO FONTE E CORRER A JUSTIÇA QUAL RIACHO QUE NÃO SECA” (Amós 5,24), assume como objetivo geral “assegurar o direito ao saneamento básico para todas as pessoas, independente da opção religiosa. Por isso é uma Campanha Ecumênica, pois a questão do Saneamento afeta não apenas católicos, mas todo ser humano. Atitudes responsáveis dos cidadãos e políticas públicas justas é que garantirão a integridade e o futuro de nossa Casa Comum”.
O texto base da CF 2016 destaca que a oferta para todos de água potável, esgoto, limpeza urbana, manejo de resíduos sólidos, controle de meios transmissores de doenças – agora em destaque o mosquito Aedes Aegypti – são medidas urgentes para que saúde e vida digna seja uma realidade para todo brasileiro. Por isso a “justiça ambiental” é parte integrante da “justiça social”. Os seguintes dados apontam a injustiça da nossa realidade: mais de 100 milhões de pessoas não possuem coleta de esgotos e apenas 39% do esgoto coletado é tratado.
A cada 3 minutos morre uma criança por não ter acesso à água potável ou redes de esgoto. Um dado alarmante: O Brasil está entre os 20 países do mundo nos quais as pessoas têm menos acesso aos banheiros. Na área rural brasileira apenas 42% das moradias dispõem de água canalizada para uso doméstico. Muitas sequer dispõem de banheiros ou fossas. Em 49% das residências com banheiro, fezes e urina correm por meio de fossas rudimentares contaminando os rios, o que afeta a dignidade da vida das pessoas. É urgente que o saneamento rural aconteça de forma articulada com outras políticas públicas, de modo a superar o déficit de moradias, dificuldade de acesso à eletrificação rural e ao transporte coletivo.
O texto base da CF 2016 aponta também o destino do lixo produzido diariamente pela população (dados do IBGE 2010): 50,8% foram levados para lixões, sem qualquer cuidado. 21,5% levados para aterros onde os resíduos são cobertos com uma camada de terra. 27,7% levados para aterros sanitários monitorados conforme a legislação ambiental.
A escolha do texto de Amós 5,24 como lema da CF 2016 não foi por a-caso. O profeta denuncia o culto vazio, repleto de louvores e oferendas a Deus, mas que não faz com que as pessoas pratiquem a justiça. O que agrada a Deus é a prática do direito e da justiça (Amós 5,21-25). A fidelidade a Deus precisa se manifestar na preservação de tudo o que é necessário para que a grande família humana possa viver com dignidade e justiça em um ambiente bem cuidado. Infelizmente, hoje, a dignidade da vida é oferecida somente à-queles que podem pagar por ela.
É importante que todos nós entremos em ação, começando pela nossa casa, economizando a água, desligando as luzes quando não necessárias, e dando destino certo ao óleo de cozinha usado. Também eliminar criadouros do mosquito Aedes Aegypti. Na vizinhança todos devem observar quando há vazamento de água na rua e avisar aos responsáveis. Uma tarefa importante é não jogar lixo nos terrenos vazios.
Destaco que as Campanhas da Fraternidade são organizadas com muita antecedência. Quando os Bispos pensaram a CF 2016 centrada no tema do saneamento, ainda nem se falava tanto do mosquito da “Dengue”. Aí está a prova de que o Espírito Santo inspirou a CNBB para a escolha deste tema. Uma sugestão: que todas as comunidades cristãs assumam como objetivo da CF 2016 a eliminação dos criadouros do Mosquito da Dengue. Isso envolverá todo o aspecto do saneamento básico.
Padre Tarcísio Spirandio – Itatiba – Diocese de Bragança Paulista – SP.

Publicado em Saúde e bem-estar | Deixe um comentário

mosquito da dengue e a Campanha da Fraternidade 2016 (Amos 5,24)

Imagine se todas as paroquias formassem comites permanentes de combate ao mosquito da dengue. ..

Tudo  pode começar com um mutirao em toda área paroquial para a coleta de criadouros nos terrenos baldios e ruas. Também visitar as familias  – sem entrar nas casas, para evitar problemas, mas somente para distribuir um folheto de informação sobre as atitudes para eliminar possíveis criadouros, sintomas das doenças transmitidas pelos vírus cujo vetor é o mosquito e curiosidades sobre ele. A partir desta atividade formam-se os comitês permanentes, incluindo neles os pais dos catequizandos, as crianças, adolescentes, jovens e adultos de todas as fases da catequese e membros de todas as pastorais. Não são todos que aderem, mas a atividade em si ja  é um ato profético.  A comunidade pode criar um painel onde são afixadas fotos da ação destes comitês.
Sem dúvida que uma das atitudes desta CF pode ser esta ação de limpeza do meio ambiente.

Publicado em Saúde e bem-estar | 1 Comentário

CF 2016 Músicas na Liturgia Campanha da Fraternidade 2016 Músicas na Liturgia

ALGUMAS SUGESTÕES PARA USAR AS MÚSICAS DA CF 2016 NA LITURGIA

Por terem sido compostas por membros de várias denominações cristãs – católicos e evangélicos – as músicas não trazem um cheiro litúrgico obvio.
O que pode ser feito?
1- HINO da CF 2016 – canto de entrada
2- PLANETA DAS ÁGUAS -faixa 4 – introdução ao Ato Penitencial
3- HUMANA PRECE – faixa 6 – introdução às preces dos fiéis ou também – antes das celebrações – cinco minutos que a antecedem – servir como preparação da assembleia para a celebração.
4- TERRA DE DEUS, TERRA PARA TODOS – faixa 10- pode ser utilizada no ofertório
5- VIDA, SONHO DE DEUS – faixa 7 – pode ser o Cântico da Comunhão
6- As outras faixas podem ser utilizadass como cântico de despedidas

Não se esqueçam que podem intercalar nas liturgias também as músicas da CF 2015, que estão totalmente em harmonia com a reflexão da CF 2016

 

Publicado em Saúde e bem-estar | Deixe um comentário