2016 – ANO SANTO DA MISERICÓRDIA.

2016 – ANO SANTO DA MISERICÓRDIA.
MISERICÓRDIA: ORIGEM E SIGNIFICADO.
Afonso Dias

A palavra latina “misericórdia”, de acordo com o seu sentido original significa ter o coração (cors) voltado para os pobres (miseri), estando em comunhão com eles. O mesmo, que “sentir afeto pelos pobres”, “amar os pobres”. É dar o coração aos miseráveis.
Em termos antropológicos, traz um sentido muito próximo de compaixão, o que implica sentir e sofrer com os mais vulneráveis, os pobres, os excluídos, ou seja, aqueles cuja vida é mais agredida e diminuída. A palavra aponta para a atitude de quem consegue sair de seu egoísmo e fazer um êxodo em direção aos outros, sobretudo às pessoas afligidas pela pobreza e por todos os tipos de miséria.
Nas diferentes religiões do mundo, há várias convergências com relação ao sentido desta palavra, incluindo misericórdia e compaixão pelos outros e respeito e reverência pela vida. Aquilo que para uma mentalidade secular e iluminista pode parecer acessório é sagrado para os representantes dessas religiões. Assim entendemos as propostas do budismo, hinduísmo e muito especificamente das três religiões monoteístas: o judaísmo, o cristianismo e o islamismo.
A teologia cristã tem, então, como linha-mestra na compreensão do que seja a misericórdia ou a compaixão o fato de ser afetado pelo sofrimento dos outros, não só de uma forma emocional, que remove o coração e os sentimentos, dando tristeza e pena, mas igualmente ou, sobretudo, de forma eficaz, na medida em que busca combater e superar a carência e o mal.
Desde os seus primórdios, a Igreja pratica a misericórdia para com os pobres, não só no plano privado, mas também comunitário e mesmo institucional. Muito cedo se consolidou no cristianismo o cuidado dos pobres e doentes, levado sob custódia e responsabilidade pela comunidade eclesial na pessoa dos Bispos que, através dos diáconos, a instituíram como ministério.
Esta configuração institucional por parte da Igreja da misericórdia e da compaixão pelos mais fracos foi introduzida em boa parte na cultura europeia ocidental e a partir daí tornou-se patrimônio da humanidade.
Hoje, esta prática de misericórdia e compaixão tomou formas mais secularizadas. No entanto, são ainda inúmeras as obras e instituições eclesiais dedicadas à caridade para com os mais fracos, inspirada no Evangelho de Jesus, sua “norma non normata.”
A Modernidade, com o primado da razão, colocou sob suspeita essa universalidade da misericórdia e da compaixão, assim como outras coisas vindas do mundo medieval e teocêntrico. No entanto, é um fato que nos tempos contemporâneos, muitos dos mais famosos filósofos do século passado e presente – cristãos ou não – refletiram sobre a importância da gratuidade do dom e de doar como o fundamento de uma antropologia que se quer digna de crédito para as pessoas de hoje.
Isto foi reforçado pelo Papa Francisco na Bula “Misericordiae Vultus”, que convoca o Ano Santo da Misericórdia. O Pontífice afirma ali que a misericórdia é a viga mestra que sustenta a vida da Igreja. E, por isso, tudo em sua ação pastoral deve ser revestido de ternura, compaixão, misericórdia sob pena de ser um antitestemunho. A credibilidade da Igreja passa pelo caminho da misericórdia e compaixão.
A misericórdia de Deus não faz distinção de pessoas. (Lucas 15,1-32).
TERNURA E MISERICÓRDIA DE DEUS.
No texto acima, vamos refletir sobre três parábolas (ovelha perdida; moeda perdida; os dois filhos) que Jesus contou para ajudar as pessoas a fazerem uma ideia de Deus como Pai cheio de ternura. No tempo de Jesus, a ideia que o povo fazia de Deus era de alguém muito distante, severo, como um juiz que ameaçava com castigo. Jesus revela uma nova imagem de Deus misericordioso.

AFONSO DIAS É BÍBLISTA, E ASSESSOR DO CEBÍ-SP E SUL DE MG. (35)99924-0250 (vivo) (11)4538-1446 OU (11)97189-5746 (vivo) e-mail abdias49@bol.com.br Senador Amaral- MG ou Itatiba- SP.

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CF 2016 TEXTO BASE leitura rápida

Texto base CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2016

LEITURA RAPIDA

A Campanha da Fraternidade 2016 (CF 2016), que tem como tema “CASA COMUM, NOSSA RESPONSABILIDADE” e o lema “QUERO VER O DIREITO BROTAR COMO FONTE E CORRER A JUSTIÇA QUAL RIACHO QUE NÃO SECA” (Amós 5,24), assume como objetivo geral “assegurar o direito ao saneamento básico para todas as pessoas, independente da opção religiosa. Por isso é uma Campanha Ecumênica, pois a questão do Saneamento afeta não apenas católicos, mas todo ser humano. Atitudes responsáveis dos cidadãos e políticas públicas justas é que garantirão a integridade e o futuro de nossa Casa Comum”.
O texto base da CF 2016 destaca que a oferta para todos de água potável, esgoto, limpeza urbana, manejo de resíduos sólidos, controle de meios transmissores de doenças – agora em destaque o mosquito Aedes Aegypti – são medidas urgentes para que saúde e vida digna seja uma realidade para todo brasileiro. Por isso a “justiça ambiental” é parte integrante da “justiça social”. Os seguintes dados apontam a injustiça da nossa realidade: mais de 100 milhões de pessoas não possuem coleta de esgotos e apenas 39% do esgoto coletado é tratado.
A cada 3 minutos morre uma criança por não ter acesso à água potável ou redes de esgoto. Um dado alarmante: O Brasil está entre os 20 países do mundo nos quais as pessoas têm menos acesso aos banheiros. Na área rural brasileira apenas 42% das moradias dispõem de água canalizada para uso doméstico. Muitas sequer dispõem de banheiros ou fossas. Em 49% das residências com banheiro, fezes e urina correm por meio de fossas rudimentares contaminando os rios, o que afeta a dignidade da vida das pessoas. É urgente que o saneamento rural aconteça de forma articulada com outras políticas públicas, de modo a superar o déficit de moradias, dificuldade de acesso à eletrificação rural e ao transporte coletivo.
O texto base da CF 2016 aponta também o destino do lixo produzido diariamente pela população (dados do IBGE 2010): 50,8% foram levados para lixões, sem qualquer cuidado. 21,5% levados para aterros onde os resíduos são cobertos com uma camada de terra. 27,7% levados para aterros sanitários monitorados conforme a legislação ambiental.
A escolha do texto de Amós 5,24 como lema da CF 2016 não foi por a-caso. O profeta denuncia o culto vazio, repleto de louvores e oferendas a Deus, mas que não faz com que as pessoas pratiquem a justiça. O que agrada a Deus é a prática do direito e da justiça (Amós 5,21-25). A fidelidade a Deus precisa se manifestar na preservação de tudo o que é necessário para que a grande família humana possa viver com dignidade e justiça em um ambiente bem cuidado. Infelizmente, hoje, a dignidade da vida é oferecida somente à-queles que podem pagar por ela.
É importante que todos nós entremos em ação, começando pela nossa casa, economizando a água, desligando as luzes quando não necessárias, e dando destino certo ao óleo de cozinha usado. Também eliminar criadouros do mosquito Aedes Aegypti. Na vizinhança todos devem observar quando há vazamento de água na rua e avisar aos responsáveis. Uma tarefa importante é não jogar lixo nos terrenos vazios.
Destaco que as Campanhas da Fraternidade são organizadas com muita antecedência. Quando os Bispos pensaram a CF 2016 centrada no tema do saneamento, ainda nem se falava tanto do mosquito da “Dengue”. Aí está a prova de que o Espírito Santo inspirou a CNBB para a escolha deste tema. Uma sugestão: que todas as comunidades cristãs assumam como objetivo da CF 2016 a eliminação dos criadouros do Mosquito da Dengue. Isso envolverá todo o aspecto do saneamento básico.
Padre Tarcísio Spirandio – Itatiba – Diocese de Bragança Paulista – SP.

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mosquito da dengue e a Campanha da Fraternidade 2016 (Amos 5,24)

Imagine se todas as paroquias formassem comites permanentes de combate ao mosquito da dengue. ..

Tudo  pode começar com um mutirao em toda área paroquial para a coleta de criadouros nos terrenos baldios e ruas. Também visitar as familias  – sem entrar nas casas, para evitar problemas, mas somente para distribuir um folheto de informação sobre as atitudes para eliminar possíveis criadouros, sintomas das doenças transmitidas pelos vírus cujo vetor é o mosquito e curiosidades sobre ele. A partir desta atividade formam-se os comitês permanentes, incluindo neles os pais dos catequizandos, as crianças, adolescentes, jovens e adultos de todas as fases da catequese e membros de todas as pastorais. Não são todos que aderem, mas a atividade em si ja  é um ato profético.  A comunidade pode criar um painel onde são afixadas fotos da ação destes comitês.
Sem dúvida que uma das atitudes desta CF pode ser esta ação de limpeza do meio ambiente.

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CF 2016 Músicas na Liturgia Campanha da Fraternidade 2016 Músicas na Liturgia

ALGUMAS SUGESTÕES PARA USAR AS MÚSICAS DA CF 2016 NA LITURGIA

Por terem sido compostas por membros de várias denominações cristãs – católicos e evangélicos – as músicas não trazem um cheiro litúrgico obvio.
O que pode ser feito?
1- HINO da CF 2016 – canto de entrada
2- PLANETA DAS ÁGUAS -faixa 4 – introdução ao Ato Penitencial
3- HUMANA PRECE – faixa 6 – introdução às preces dos fiéis ou também – antes das celebrações – cinco minutos que a antecedem – servir como preparação da assembleia para a celebração.
4- TERRA DE DEUS, TERRA PARA TODOS – faixa 10- pode ser utilizada no ofertório
5- VIDA, SONHO DE DEUS – faixa 7 – pode ser o Cântico da Comunhão
6- As outras faixas podem ser utilizadass como cântico de despedidas

Não se esqueçam que podem intercalar nas liturgias também as músicas da CF 2015, que estão totalmente em harmonia com a reflexão da CF 2016

 

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A vida pede solidariedade

 

vizinhança solidária 222

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CF 2016 LETRA DAS MÚSICAS CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2016 LETRA DAS MÚSICAS

1- HINO CF 2016
Quero ver, como fonte, o direito a brotar,a gestar tempo novo; e a justiça, qual rio, em seu leito, dar mais vida para a vida do povo
1- Eis ó meu povo o tempo favorável de conversão que te faz mais feliz (cf. 2 Coríntios 6,1-2) da construção de um mundo sustentá-vel, “casa comum” – é teu Senhor quem diz.
2- Eu te carrego sobre as minhas asas (cf. Êxodo 19,4), te fiz a ter-ra com mãos de ternura. Vem povo meu cuidar da nossa casa! Eu sonho o verde, o ar, a água pura.
3- Te dei um mundo de beleza e cores, tu me devolves esgoto e fumaça. Criei sementes de remédio e flores, semeias lixo pelas tuas praças.
4- Justiça e paz, saúde e amor têm pressa, mas, não te esqueças, há uma condição: o saneamento de um lugar começa por sane-ar o próprio coração.
5- Eu sonho ver o pobre, o excluído sentar-se à mesa da fraternidade. Governo e povo trabalhando unidos na construção da nova sociedade.

2- CASA COMUM: NOSSA RESPONSABILIDADE
Eu quero ver o direito brotar, como fonte a correr; a justiça qual riacho que não seca. o ecumenismo enfim celebrar: nova aurora raiar, novo tempo a chegar, liberdade cantar
1- Asseguramos os nossos direitos pelo respeito, consciência e dignidade. Atitudes responsáveis “casa comum” e nossa integri-dade.
2- Honestidade e comprometimento com sua história, seu povo, seu irmão. Compromisso solidário dignifica o bom cidadão.
3- Deus nos criou para a felicidade, deu-nos a terra, o direito, a li-berdade. O trabalho dignifica, inclui e exalta na reciprocidade.
4- A criação está desfigurada, tanta ganância, o cristão foge da luz. Só se encontra o Caminho seguindo firme as pegadas da cruz.
5- O saneamento é prioridade ao ser humano, ´pe direito adquirido, e à luz do Evangelho sentir-se povo plenamente escolhido.

3- QUERO VER O DIREITO BROTAR COMO FONTE
Deus falou: “quero ver o direito brotar como fonte. A justiça fluir como as águas de um rio perene”. Aos irmãos excluídos nós va-mos abrir horizontes. Vamos, sim, resgatar dignidade de filhos de Deus.
1- Deus-Amor preparou este mundo pra ser nossa casa, onde todos convivam felizes na fraternidade. O caminho do Pai pra conosco é demais, extravasa. Responsáveis nós somos por esta tão bela morada.
2- Saneamento ambiental, reciclagem, limpeza, água pura, sanitá-rios, aterros. Oh! Vamos agir, prefeituras. E as autoridades rece-bam de nós, cidadãos, decisiva e indispensável colaboração.
3- Jesus Cristo é quem nos congrega com tanta ternura e no ecu-menismo nos dá alegria tão pura. Partilhemos e multipliquemos os dons recebidos dando prioridade aos nossos irmãos mais so-fridos.
4- Oh! Desperta, Brasil, quantas coisas devemos mudar! Cristia-nismo e cidadania saibamos somar. Uma nova nação é por Deus e por nós desejada, bem unidos nós celebraremos a meta alcançada.

4- PLANETA DAS ÁGUAS
Nossa casa comum é o Planeta das águas. Um presente de Deus pa-ra a gente cuidar. Uma vida de paz é direito de todos, é a graça de Deus sobre a Criação.
Mas as forças da morte se juntaram para plantar fome, mor-te,doenças, desperdício e exclusão. Deus levanta o seu povo pa-ra lutar sem descansar. Até que corra justiça, como um rio de á-gua limpa para nunca mais secar.

5- QUERO VER
1- Nestes tempos de morte e aridez, muita treva e insensatez, que-ro ver o direito brotar, como fonte perene a jorrar
Ó Senhor, quero ver o direito brotar como fonte perene a jorrar.
2- Nestes tempos de desolação, impiedade e corrupção, a justiça eu também quero ver como água de riacho a correr
Ó Senhor, a justiça eu também quero ver como água de riacho a correr.
3- Nestes tempos de tanta aflição sofrimento e má condição, quero ver a cidade mudar e a vida enfim melhorar.
Ó Senhor, quero ver a cidade mudar e a vida, enfim, melhorar.
4- Nestes tempos de pouca razão, a mentira sustenta a ilusão, a verdade precisa reinar para a casa comum libertar.
É Senhor, a verdade precisa reinar para a casa comum libertar.

6- HUMANA PRECE
Humana prece a ti, Meu Deus, que estais aqui bem dentro e muito a-lém de nós.
Humilde súplica ao ser humano pra gente não esquecer da luz do Amor que nos gerou.
Criaturas do universo, da terra e das águas, irmão, irmã de toda cria e do vento e do luar.
Óh! Dá-nos entender, sentir, plantar, cuidar: não sou dono da vida. A vida és tu, meu Deus, meu ar.
Humana prece a ti, meu Deus, que estás ali no altar e muito além do que se vê.
Humilde súplica a quem tem fé pra gente só lembrar que Deus é mais e é bem maior.
Do que qualquer Igreja, do que religião, do que toda ciência ou estado ou nação.
Oh! Faz-nos respeitar no óvulo, na semente, em cada semelhante. Óh! Deus Mistério. Óh! Deus presente.

7- VIDA, SONHO DE DEUS
Vida, tu és o sonho mais lindo de Deus. Vida, em plenitude, és também sonho meu! Vida, por tua causa Jesus se doou. Vida, a tua chama acender nos mandou
1- De Deus o Espírito nos consagrou, a proclamar o seu Reino en-viou. O Escravizado mandou libertar e um novo tempo nos man-dou anunciar. Foi pão e vinho que Ele tomou naquela ceia, ban-quete do amor. É sua vida a nos entregar prá nossa vida também se doar!
2- Amo a Jesus e enlargueço o meu peito. Seguindo a Cristo eu me alegro em seu Reino e no amor de Jesus mais profundo abraço a todos os pobres do mundo. A natureza está se extinguindo, desmatamento e poluição! É alarmante o grito que ouvimos, tarefa urgente pra todo cristão.
3- Um dia eu vou ver o meu sonho explodir, sonho de Deus vou cantar e curtir. Vou ser o povo um só pão partilhar, duma só taça a beber e brindar! Quando a justiça reinar nesta terra e o amor for as lei que impera, vai se acabar toda vil exclusão, vai ser glo-bal confraternização.

8- ÁGUA DA VIDA
Esta água vem de Deus, esta água vem do Céu, esta água vem do Amor Criador, do Amor de Nosso Senhor.
1- Nossos olhos se alegram quando chove no sertão. Tudo fica mais bonito, faz feliz o coração. O mandamento floresce, vida brota em profusão. E o povo entoa preces, em alegre louvação.
2- Assim como Jesus Cristo mergulhou lá no Jordão, no Batismo somos todos enviados pra Missão. A aliança que fazemos com Jesus Nosso Senhor compromete nossas vidas com o seu Reino de amor.

9- RENOVA A CRIAÇÃO
Vem Espírito Santo, renova a Criação, a Criação inteira
1- Tu pairaste qual pássaro encantado sobre as águas primevas azuladas, fecundando a vida e foste nas algas e nas plantas o vigor, o sustento e a direção. Tu chamaste dos fundos da experiência o teu povo nascido pra justiça, e lhe deste vida e foste nas ruas e nas casas os abraços, os cantos e o amor.
2- Mas o mundo criado fez de conta que era fruto do engano e da maldade e escolheu a morte, a guerra, a ganância, o lucro louco e o caos, ficaram, pois, no teu lugar. Mas nos unes na espera de outro dia, de uma nova e liberta criação, de uma nova vida será nosso rumo, finalmente para as portas do reino da verdade.

10- TERRA DE DEUS, TERRA PARA TODOS
Se a terra pertence a Deus, como ele mesmo ensinou, reparti-la com todos os seus do princípio ao fim desejou.
1- Ao rezar o Pai nosso, amigo, oração que Cristo ensinou, você lembra o irmão sem abrigo, que na terra lugar não achou. Do ca-boclo, do posseiro, migrante, que sem terra na vida ficou, enxo-tado, expulso, errante, toda vida com terra sonhou.
2- Ao rezar o Pai nosso, amigo, no plural preste bem atenção. Ele inclui o irmão sem abrigo, ele faz o sem-terra irmão. Bóia-fria ve-rei agregado, é irmão de partilha e de chão; desse chão brasileiro blindado com riquezas der sua boa mão!
3- Ao rezar o Pai nosso, amigo, no plural preste bem atenção: quem pedir o pão nosso, eu digo: como pode fechar sua mão? O pedir o pão nosso, é pedir alimento não só para os seus, é na roda, mesa, incluir uns irmãos, sobre os filhos de Deus.
4- O pão nosso expressa esperança, certamente você percebeu, de fazer uma grande mudança onde cada um guarda o seu. O pão nosso não dá prá rimar com a fome do fraco que sofre quando cada um quer adorar o que tem bem guardado no cofre.

11- PROCISSÃO DOS RAMOS
1- Vem andar conosco nesta procissão, o caminho é longo, cheio de opressão. Com os verdes ramos vamos enfeitar essa estrada imensa que vais palmilhar. O caminho triste vai fundar na cruz e sem ramos verdes, vais morrer Jesus.
2- Essa via-crucis vai se repetir nas paixões e mortes que haverão de vir. Os trabalhadores sofrem a paixão, sem salário e teto, sem justiça e pão. Morre a natureza, que coisa infeliz, sepultada, inerte no cimento gris.
3- Nossas minorias são discriminadas; como se não fossem por Deus Pai amadas. Mas do teu madeiro haverei de ver uma flor nova a reflorescer. E de ramos verdes que ali brotarão o teu novo mundo da libertação.
4- Vem andar conosco nesta procissão: o caminho é longo, cheio de opressão. Mas do teu madeiro haverei de ver uma flor mais nova a reflorescer. E dos ramos verdes que ali brotarão o teu novo mundo da libertação.

12- AMÉM
Eis que virá a Redenção para este povo que é de Deus. Rindo e saltando cantarão: “todas nossas fontes são em ti”.
1- Que a justiça corra com um rio que a verdade brote em nossa terra, que haja esperança do que é novo, que o Senhor nos fale enfim da paz.
2- Que a misericórdia sempre dure, que haja graça plena e perdão; que a resposta venha sem tardança; que o Senhor nos fale enfim da paz.
3- Que os pecados sejam confessados; que as loucuras nunca mais se façam; que as crianças brinquem descuidadas; que o Senhor nos fale enfim da paz.
4- Que as lanças tornem-se arados; que as sementes nasçam bem regadas; que haja verdes campos para todos; que o Senhor nos fale enfim da paz.

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C F 2016 – texto base leitura rapida

C F 2016  

TEMA: “Casa comum, nossa responsabilidade”

LEMA: “Quero ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca” Amós 5,24.

 

 

‘INTRODUÇÃO

 

Pela quarta vez a Campanha da Fraternidade é realizada de forma ecumênica. As outras três tiveram os seguintes temas:

Ano 2000 –  Dignidade Humana e paz – Novo Milênio sem exclusões

Ano 2005 – Solidariedade e Paz – Felizes os que promovem a Paz

Ano 2010 – Economia e Vida – Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro

A Campanha da Fraternidade deste ano tem como objetivo geral “assegurar o direito ao saneamento básico para todas as pessoas e empenharmo-nos, à luz da fé, por políticas públicas e atitudes responsáveis que garantam a integridade e o futuro de nossa Casa Comum”.

As reflexões sobre o saneamento básico contidas neste texto base demonstram que esse é um direito humano fundamental e, como todos os outros direitos, requer a união de esforços entre sociedade civil e poder público no planejamento e na prestação de serviços e de cuidados. Por isso é uma Campanha Ecumênica, pois a questão do Saneamento afeta não apenas católicos, mas todas as pessoas, independente da fé que professem.

O abastecimento de água potável, o esgoto sanitário, a limpeza urbana, o manejo de resíduos sólidos, o controle de meios transmissores de doenças e a drenagem de águas pluviais são medidas necessárias para que todas as pessoas possam ter saúde e vida dignas. Por isso, há que se ter em mente que “justiça ambiental” é parte integrante da “justiça social”.

 

PRIMEIRA PARTE

 

As escolhas das atitudes para a preservação da vida no planeta Terra devem ser orientadas por critérios coerentes com o propósito de mais justiça e paz. Tais escolhas devem contribuir para a superação das desigualdades e das agressões à criação. Por isso, hoje, as preocupações e consequentes ações no âmbito do saneamento passam a incorporar não só questões de ordem sanitária, mas também de justiça social e ambiental. É, portanto, necessária e urgente que as ações para a preservação ambiental busquem também construir a justiça, principalmente para os pequenos e pobres.

Estudos estimam que morre uma criança a cada 3 minutos por não ter acesso a água potável, por falta de redes de esgoto e por falta de higiene. Crianças com diarreia comem menos e são menos capazes de absorver os nutrientes dos alimentos, o que as torna ainda mais suscetíveis a doenças relacionadas com bactérias. O problema se agrava, pois as crianças mais vulneráveis à diarreia aguda também não têm acesso a serviços de saúde capazes de salvá-las. Ampliando a questão da saúde para todas as faixas etárias, em 2013, segundo o Ministério da Saúde (DATASUS), foram notificadas mais de 340 mil internações por infecções gastrointestinais no país. Se 100% da população tivesse acesso à coleta de esgotos sanitários haveria uma redução em termos absolutos de 74,6 mil internações.

Os últimos dados do SNIS (Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento Básico – base 2013) mostram que pouco mais de 82% da população brasileira têm acesso à água tratada. Mais de 100 milhões de pessoas no país ainda não possuem coleta de esgotos e apenas 39% destes esgotos são tratados, sendo despejados diariamente o equivalente a mais de 5 mil piscinas olímpicas de esgoto sem tratamento na natureza.

Alguns dados mundiais sobre o saneamento:

– No mundo, um bilhão de pessoas fazem suas necessidades a céu aberto.

– Mais de 4.000 crianças morrem por ano por falta de acesso a água potável e ao saneamento básico.

– Na América Latina, as pessoas têm mais acessos aos celulares que aos banheiros.

– 120 milhões de latino-americanos não têm acesso aos banheiros.

 

Alguns dados do Brasil sobre saneamento

 

– O Brasil está entre os 20 países do mundo nos quais as pessoas têm menos acesso aos banheiros.

– Cada brasileiro gera em média 1 quilo de resíduos sólidos diariamente. Só a cidade de São Paulo gera entre 12 a 14 mil toneladas diárias de resíduos sólidos.

– As 13 maiores cidades do país são responsáveis por 31,9% de todos os resíduos sólidos no ambiente urbano brasileiro.

 

Para onde vão todos estes resíduos?

 

Segundo a Pesquisa Nacional de Saneamento Básico 2008 do IBGE, divulgada em 2010:

  • 50,8% foram levados para os lixões, local para depósito do lixo bruto, sobre o terreno, sem qualquer cuidado ou técnica especial.
  • 21,5% são levados para aterros controlados, local utilizado para despejo do lixo bruto coletado, com cuidado de, diariamente, após a jornada de trabalho, cobrir os resíduos com uma camada de terra, de modo a não causar danos ou riscos à saúde pública e à segurança, bem como minimizar os impactos ambientais.
  • 27,7% são levados para aterros sanitários, local monitorado em conformidade com a legislação ambiental, de modo a que nem os resíduos nem seus efluentes líquidos e gasosos venham a causar danos à saúde pública ou ao meio ambiente.

 

Um dado alarmante é que a América do Norte e a Europa mandam seus resíduos sólidos para a África e, infelizmente, também para o Brasil. Em 2009 e 2010 portos brasileiros receberam cargas de resíduos (LIXO) domiciliares e hospitalares. Focando apenas no Brasil, os lixões e aterros sem controle, localizam-se próximos ou em áreas de residência de populações pobres, nas quais os habitantes são obrigados a conviver com a sujeira gerada pelos demais moradores, resultando em injustiça ambiental.

 

SANEAMENTO BÁSICO PARA ALÉM DA CIDADE

 

Se a situação já é precária no meio urbano, no meio rural brasileiro é ainda mais absurda. Apenas 42% das moradias rurais dispõem de água canalizada para uso doméstico. Os outros 58% usam água de outras fontes, porém, sem nenhum tipo de tratamento.

Muitas habitações rurais são tão precárias que sequer dispõem de banheiros ou fossas. Somente 5,2% dos domicílios rurais possui coleta de esgoto ligado à rede geral e 28% possuem fossa séptica. Em 49% das residências que possuem banheiro, o escoamento de fezes e urina corre por meio de fossas rudimentares não ligadas à rede. Há 52,9% de residências que buscam soluções rudimentares como valas ou despejo do esgoto diretamente nos cursos de água. Há ainda 13,6% que não usam nenhuma solução.

Todos estes números revelam a falta de dignidade à vida das pessoas que vivem nas áreas rurais. São 7,6 milhões (25% da população rural do Brasil) que vivem em extrema pobreza. Por isso, o saneamento rural deve ser implementado de forma articulada com outras políticas públicas, de modo a superar o déficit de moradias, dificuldade de acesso à eletrificação rural e ao transporte coletivo.

 

SANEAMENTO BÁSICO E ÁGUA POTÁVEL, UMA RELAÇÃO VITAL

 

A água é o recurso mais abundante no planeta Terra, porém, apenas 0,007% estão disponíveis para o consumo humano. O restante é constituído por águas salgadas, geleiras e águas subterrâneas de difícil captação. O Brasil é privilegiado em recursos hídricos, com 12% da água doce do mundo. Entretanto, a escassez de água potável, que é hoje um problema  crônico em diversas regiões do mundo está gerando alertas também no nosso país.

É importante saber que cerca de 70% da água doce do Brasil estão concentradas na região Norte, a menos populosa, enquanto que as regiões Nordeste e Sudeste, com alta população, dispõem de pouca água. O risco de desabastecimento em larga escala é uma ameaça não somente em áreas tradicionalmente áridas, mas também nas grandes cidades.

Num futuro próximo, a busca pela água será capaz de provocar disputas internacionais. Apesar da constatação da falta da água, o Brasil é considerado o campeão de desperdício de água no mundo – a média de desperdício da água potável nos sistemas de distribuição chega a 37%.

 

JULGAR

 

A Bíblia é uma revelação progressiva. Antes mesmo que Jesus fizesse a plena revelação do Deus Amor e Misericordioso, os profetas já anunciavam aspectos importantes da caridade e da justiça, fundamentos do Reino de Deus. O bem comum, desejado por Deus, é o grande objetivo das Sagradas Escrituras. Da adesão ao projeto do Reino de Deus e, portanto, o compromisso com a construção do bem comum é que depende a salvação individual.

Quando falamos do bem comum, não podemos restringi-lo somente à relação dos seres humanos entre si, mas também destes com a natureza, que deve ser cuidada com gratidão e respeito. E o uso da natureza e de todos os bens materiais deve acontecer de forma justa e voltada para a construção de uma coletividade com mais igualdade, ao invés de serem utilizados para suprir a ganância de alguns.

A escolha do texto de Amós (“Quero ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca” – Amós 5,24) não é por acaso. Amós fundamenta sua pregação profética numa denúncia social aguda, chamando a atenção para um progresso econômico quer não de traduzia em igualdade e justiça para todos. Sua denúncia aponta para uma situação de caos social, onde as relações afetivas estavam se rompendo (Amós 2,6-8). Com suas denúncias, Amós revela que a fé em Deus estava sendo manipulada pela religião oficial (Amós 4,4-5). Deus quer justiça e dignidade para todos. Não apenas para Israel e Judá (Amós 9,7-8).

Amós ainda denuncia o culto vazio, repleto de louvores e oferendas a Deus, mas que não faz com que as pessoas pratiquem a justiça. Não são grandes oferendas que agradam a Deus, mas sim a prática do direito e da justiça (Amós 5,21-25). Este tema também é tratado pelos profetas Isaías, Oséias e Miquéias (cf. Isaías 32,18; Oséias 6,6). O profeta Miquéias, em breves palavras, resume este complexo assunto:

“Foi-te dado a conhecer, ó homem, o que é bom, o que o Senhor exige de ti: nada mais que respeitar o direito, amar a fidelidade e aplicar-te a caminhar com teu Deus” (Miquéias 6,8).

Garantir os direitos essenciais para a vida humana e cuidar bem do planeta, são partes fundamentais da justiça exigida por Deus. Quando isso não acontece, diz o profeta Isaías que as feras, as aves do céu e até os peixes do mar desparecem (Oséias 4,1-3).

O que Deus quer de nós é que sejamos como jardineiros que cuidam da natureza com carinho.  E, também, o cuidado uns dos outros, como quem cuida de plantas que amam. É esta imagem que está presente na descrição do livro do Gênesis, que relata a criação do mundo. Deus tomou Adão e o colocou no Jardim do Édem para que o cultivasse e guardasse (cf. Gênesis 2,15).

No Édem nascia um rio que se dividia em quatro braços, lembrando os quatro pontos cardeais e assim representando a terra inteira. Essas passagens iniciais da Bíblia ressaltam a importância do cuidado humano pela integridade da criação. A água limpa e potável, também aparece como símbolo da vida quando Moisés fez brotar o líquido da vida no deserto (Êxodo 17,6). É também a água como símbolo da vida que Jesus anuncia à samaritana (João 4,14). Na Nova Jerusalém do Apocalipse temos de novo um símbolo que evoca a água como fonte da vida (Apocalipse 22,1-2).

Na Bíblia há vários relatos que já anunciam a necessidade de manter limpa a natureza e o cuidado com o líquido precioso:

  • É preciso organizar o povo – descentralização do poder e das decisões – para que as pessoas sejam atendidas em suas necessidades e cuidem do ambiente em que vivem (Êxodo 18, 13-27)
  • Devem manter a limpeza no acampamento, manter as fezes cobertas para evitar sujeiras e doenças (Deuteronômio 23,13-14).
  • Cuidar e tratar da água a ser consumida. As fontes, poços e cisternas devem ser mantidos puros (Levítico 11,36; Êxodo 15,23-25; 2 Reis 2,19-22).
  • Cuidar das árvores e bosques, principalmente das árvores frutíferas (Levítico 19,25; Deuteronômio 20,19; Juízes 4,4-5).

 

Todas estas atividades devem estar sempre envolvidas com o cuidado para com os mais pobres (Deuteronômio 23, 25; 24, 14-15.19-22, conforme Tiago 5,1-6). Assim como não se deve explorar o trabalhador, que tem o direito ao descanso, também a terra, a cada sete anos deve ter o descanso (Levítico 25, 2-7).

 

SANEAMENTO BÁSICO E PRÁTICA DA JUSTIÇA

 

Voltando ao lema de Amós (5,24) que anima nossa Campanha da Fraternidade Ecumênica, o profeta compara a prática da justiça como uma fonte que jorra água limpa e com um rio perene que não seca jamais.

A comparação que Amós faz da água que jorra com a prática da justiça, lembra que o bem estar de todos os habitantes de um lugar deve ser o objetivo de todo serviço público. Ninguém pode buscar apenas o lucro fácil e rápido em detrimento dos direitos dos demais. É como se uma pessoa represasse um rio só para si, formando um enorme açude enquanto todos adiante ficam apenas com um fiozinho de água.

Jesus denuncia a ganância e os ritos vazios, que privilegia os puros (aqueles que detinham o poder econômico) e marginaliza os impuros (os pobres e enfermos na época eram vistos como abandonados por Deus e por isso eram marginalizados). Por isso Jesus disse: “felizes os que tem fome e sede de justiça, porque serão saciados. Felizes os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia” (Mateus 5,6-7).

Vivemos numa sociedade urbana organizada em torno dos princípios da economia de mercado. Nesta sociedade os “abençoados” são os que têm poder de compra. Tudo se torna mercadoria, inclusive os bens primordiais como a água e a terra.

Neste tipo de sociedade, os benefícios públicos acabam sendo destinados às regiões mais abastadas. Bairros populares terminam sendo deixados em segundo lugar, sem os benefícios do esgotamento, coleta de lixo, transporte público, boas escolas, etc.

Refletindo sobre tudo isso, fica bem claro que a fidelidade a Deus precisa se manifestar na preservação de tudo o que é necessário para que a grande família humana possa viver com dignidade e justiça em um ambiente bem cuidado. Mas não basta refletir. Como Jesus nos mostrou na parábola dos dois filhos chamados a trabalhar na vinha (Mateus 21,28-31), não basta ter um bom discurso, o importante é entrar em ação, transformando o mundo do modo como Deus deseja.

 

AGIR

 

As Campanhas da Fraternidade Ecumênicas fortalecem os espaços de convivência entre as diferentes Igrejas. O diálogo e o trabalho conjunto em favor do bem comum são testemunhos importantes que podemos oferecer para a sociedade. Afinal, Jesus sempre se colocou aberto à escuta, às partilhas e a uma boa roda de conversa (conforme João 4; Marcos 8,1-9). Por isso, esta Campanha da Fraternidade Ecumênica deve nos motivar a irmos ao encontro de todas as pessoas – católicas, evangélicas, espíritas, outras religiões e até mesmo não crentes – para que juntos encontremos ações conjuntas que favoreçam o cuidado com a nossa Casa Comum.

“Casa Comum, nossa responsabilidade”, é um tema que nos orienta a atuarmos coletivamente em favor da elaboração, implementação e acompanhamento dos Planos Municipais de Saneamento Básico. As responsabilidades são coletivas, porém diferenciadas:

  • O poder público tem a tarefa de realizar as obras de infraestrutura, implementar o Plano Municipal de Saneamento Básico, garantir a limpeza do espaço público e fazer a coleta seletiva do lixo.
  • Os cidadãos tem a tarefa de não jogar lixo nas ruas e zelar pelos espaços coletivos.

 

Estas atitudes poderão nos aproximar do sonho do profeta Amós que é o de “ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca” (Amós 5,24).

 

VAMOS CONHECER ALGUMAS ATITUDES QUE PODEMOS ASSUMIR

  • NA SUA CASA – A água é usada com economia? – Você sabe se o esgoto coletado de sua casa é tratado? – Você se incomoda e denuncia quando vê um vazamento de água em sua rua? – Quando sai de um cômodo iluminado, tem o costume de apagar a lâmpada? – Qual o destino que você dá ao óleo de cozinha que não pode ser reutilizado?
  • NO SEU BAIRRO – Há rede de água encanada? – Há coleta regular do lixo? – Há o costume de cobrar das autoridades providência próprias do poder público?
  • NA SUA CIDADE – A água é de qualidade? – Há estações de tratamento do esgoto? Existem cooperativas populares de reciclagem dos resíduos sólidos? Quando há aprovação de projeto de construção de um imóvel, o esgoto é levado em consideração?

 

UM GESTO CONCRETO PESSOAL PARA A QUARESMA

 

Temos uma proposta emocionante: cuidar da Casa Comum que Deus nos deu e fazer dela um lugar saudável, no qual a fraternidade e a justiça corram como rios de água viva. Que Deus nos ajude a viver com alegria e responsabilidade essa bonita missão! Como sinal desse compromisso, propomos que durante a Quaresma realizemos o esforço de evitar o consumismo e o desperdício dos alimentos. Que façamos um dia de jejum, doando aos mais pobres o que não consumimos nesse dia.

Tudo o que fizermos precisa ser impulsionado pela graça de Deus, que ilumina nosso discernimento, fortalece nossa disposição, não nos deixa desistir do amor fraterno e fará nosso trabalho produzir frutos melhores e mais permanentes. Portanto, orando e celebrando, entreguemos a Deus o serviço que queremos prestar, para que Deus sempre nos inspire a caminhar a seu lado na preservação do bonito e saudável ambiente que nos ofereceu na criação.

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