1ª carta aos Tessalonicenses: Mês da Bíblia 2017 texto reflexão popular

CEBÍ – centro de estudos bíblicos

O MÊS DA BÍBLIA DESTE ANO DE 2017 TEM COMO TEMA: “COMUNIDADE EM DEFESA DA VIDA”
Este tema foi escolhido a partir de uma proposta pastoral do Documento de Aparecida que descreve nossa missão.
“Ser Discípulos Missionários de Jesus Cristo, para que nele nossos povos tenham vida”.
Nos anos de 2012 a 2015, procuramos aprofundar a primeira parte desta proposta: Ser Discípulos Missionários de Jesus Cristo. Nestes quatro anos de 2016 a 2019, estamos aprofundando a segunda parte que diz: “para que nele nossos povos tenham vida”. O tema central dos quatro anos é o mesmo: a defesa da vida. Eis o esquema para os quatro anos:

• 2016: a profecia em defesa da vida livro de Miquéias.

• 2017: comunidade em defesa da vida 1ª carta aos Tessalonicenses.

• 2018: a sabedoria em defesa da vida livro da Sabedoria.

• 2019: o amor em defesa da vida 1ª carta de São João.

INTRODUÇÃO

AS CARTAS DE PAULO.
“Mas o Espírito Santo descerá sobre vós e dele recebereis força. Serão então, minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria, e até os confins da terra”. (Atos 1,8).
Para entender uma carta, é preciso conhecer o autor e o destinatário. Vamos tentar conhecer Paulo e os destinatários de suas cartas para saber qual mensagem elas trazem para nós hoje. Muitos dos problemas que Paulo enfrentou continuam desafiando as Igrejas hoje. Poderíamos mencionar alguns: como alimentar nossa espiritualidade? Como conciliar o trabalho profissional e o anúncio do Evangelho? Como viver os conflitos sem ficar dilacerado? Como combinar Fé e Política? Como combinar Evangelho e culturas diferentes? Qual o lugar da mulher nas Igrejas? Como fazer para que o Evangelho seja uma Boa Nova para todos os pobres?
Para nós, cristãos ocidentais, Paulo é de longe o mais significativo dos apóstolos. Ele traduziu o Evangelho para o mundo ocidental sem trair seus valores. Ele é exemplo de engajamento radical até as últimas conseqüências. Ofereceu seus bens e seu trabalho para a causa do Evangelho e fez da missão que lhe foi confiada o sentido de sua vida. É o apóstolo sobre o qual estamos mais bem informados. Temos suas cartas, que estão preservadas no Novo Testamento, e também o testemunho de Lucas no livro dos Atos dos Apóstolos.
A intenção central de Lucas ao escrever os Atos dos Apóstolos foi relatar a expansão da Boa Nova a respeito de Jesus Cristo a partir de Jerusalém até os confins da terra, passando por Samaria (Atos 1,8). Assim Paulo representa a fase final desse plano. Ele é o apóstolo que ultrapassa fronteiras, o missionário em viagem que “conquista” para o Evangelho os principais centros urbanos do império romano.
Paulo é mencionado pela primeira vez em Atos 7,58. Ali ele aparece como testemunha do apedrejamento de Estevão e tem o nome de Saulo. 1
Paulo se torna o personagem central dos Atos a partir do capítulo 9 até o capítulo28; no capítulo 9 é narrado o seu chamado para a missão e no capítulo 28 ele está pregando o evangelho em Roma em prisão domiciliar. Ele passou por uma grande transformação pessoal: de perseguidor da comunidade cristã se tornou, pelo chamado de Deus, um apóstolo engajado radicalmente na obra de Deus, proclamando o Evangelho escandaloso de Jesus Cristo especialmente às pessoas de origem não judaica. Para isto organizou e realizou grandes viagens missionárias em companhia de outros apóstolos. Ele percorreu as maiores cidades da banda ocidental do império romano e estimulou ali a formação de comunidades cristãs. Depois acompanhou essas mesmas comunidades no seu crescimento. O próprio Paulo descreve sua vida e seu ministério da seguinte maneira: “… em nada considero a vida preciosa para mim mesmo, contanto que complete a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus para testemunhar o Evangelho da graça de Deus” (Atos 20,24). E o livro de Atos termina relatando que Paulo, preso em Roma, continuou por dois anos “pregando o Reino de Deus, e, com toda a firmeza, sem impedimento algum, ensinava as coisas referentes ao Senhor Jesus Cristo” (Atos 28,30-31).
Para melhor acompanhar a trajetória de Paulo, vamos organizar sua vida em quatro períodos. Com a imprecisão das datas, o número de anos de idade é aproximativo.
1. Do nascimento aos 28 anos: O judeu observante.
2. Dos 28 aos 41 anos: O convertido fervoroso.
3. Dos 41 aos 53 anos: O missionário itinerante.
4. Dos 53 anos até a morte: O prisioneiro e organizador das comunidades.
A história do apóstolo Paulo é imensa e vale à pena tirar um tempo maior de estudo para conhecê-lo melhor, neste estudo conforme nossa proposta é somente uma visão geral.

O PAULO DE ATOS E O PAULO DAS CARTAS.
Se puder dizer que os escritos de Paulo não informam nada sobre a vida de Jesus, limitando-se à sua cruz e ressurreição, o mesmo pode dizer do Livro de Atos em relação aos escritos de Paulo. Seu autor parece que não conhecia pessoalmente o apóstolo das nações. Nenhuma vez faz referência a suas cartas. Os discursos que coloca na boca de Paulo em Atos dos Apóstolos são igrejas de tradição paulina. Em torno de vinte anos depois de seu assassinato, ainda há muito adversários de Paulo, falando mal dele, especialmente porque pregava e vivia a liberdade do Evangelho, isto é, a plena comunhão de mesa com os não judeus, sem a necessidade de observar a lei. Veremos mais adiante como Paulo enfrentava esses “superapóstolos”. Atos é um livro que vem em defesa do grande apóstolo e trabalhador. Chega a glorificá-lo, fazendo uma apologia dele. Diante dos cristãos judaizantes, isto é, judeus que aderiram à Boa Nova, mas vivendo ainda sob a lei, o Livro de atos apresenta Paulo apenas fazendo o que Pedro havia feito. É que Pedro era herói desses judaizantes. Segundo Atos, já antes de Paulo, Pedro leva o batismo de Jesus aos incircuncisos por força do Espírito (At 10).
Para tornar Paulo mais aceito nas comunidades dos anos 80, os autores de Atos apresentam um Paulo menos radical, modificando-lhe a fisionomia e a mensagem. Dessa forma, fazem seu rosto e sua teologia coincidir com a caminhada das igrejas daqueles anos. Veja, na seqüência, as principais modificações que introduzem em Atos.
O Paulo de Atos
Atos reservam o título de apóstolo aos Doze, negando-o a Paulo. As exceções de At. 14,4. 14 referem-se genericamente a Barnabé e Paulo. Para Atos Paulo é “testemunha” e não apóstolo (At 22,15; 26,16).
2
Atos insistem em dizer que Paulo foi escolhido tanto para judeus como para não-judeus (Atos 9,15). Nas viagens missionárias, sempre apresenta Paulo dirigindo-se primeiro às sinagogas e, só depois da rejeição por parte dos judeus, dirige-se aos gregos (At 13,14-16.44-46). E mais, Atos chega a fazer de Pedro o primeiro que leva a conversão a um não-judeus sem necessidade da circuncisão (At 10). Além disso, afirma que praticamente todos os não-judeus que haviam aderido ao evangelho eram prosélitos, isto é, não-judeus convertidos à religião de Israel, e temente a Deus.
Atos fazem de Paulo um judeu fiel observante das tradições de Israel. Omite ou atenua os conflitos de Paulo e Pedro, Barnabé e os “superapóstolos”.
O Livro de Atos oculta qualquer conflito com autoridades romanas. Convertem-se ao Evangelho (AT 10; 13,6-12) e suas intervenções junto a Paulo são sempre no sentido de protegê-lo (At 18,12-17; 21,27-40). Atos fazem questões de omitir para seus leitores a informação sobre a morte violenta de Paulo a mando do imperador Nero.
Em Atos, a vida de Paulo é contada como vida de herói, como uma história cheia de feitos maravilhosos. Paulo aparece como pessoa que tem poder de tornar cego a um mago. (At 13,10-11), de curar um aleijado (At 14,8-10), de expulsar espírito (At 16-18), de fazer curas e expulsar demônios (At 19,11-12), de ressuscitar pessoas (At 20,7-12), e de impedir que veneno de cobra lhe faça mal (At 28,1-10). Além disso, ele tem a autoridade de cidadão romano (At 16,37-38).
O Paulo das Cartas
Paulo luta para ter reconhecido seu apostolado em pé de igualdade com demais apóstolos (Rm 1,1; 1Cor 9,1-2; 15,8-10; 2Cor 11,22-30; Gl 1,1.11-12.15-16).
Paulo diz claramente que sua missão é evangelizar os incircuncisos, enquanto a de Pedro é anunciar o evangelho aos judeus (Gl 2,7-10). Paulo fala, em suas epístolas, que membros de suas comunidades vieram diretamente do culto a outras divindades. É provável que muitas pessoas convertidas pelas equipes de Paulo fossem judias, temente a Deus, isto é, simpatizantes do judaísmo e prosélitos. Certamente, Paulo não discriminou essas pessoas. No entanto, ele faz questão de frisar que muitas se converteram diretamente dos cultos a divindades Greco-romanas (1Ts 1,9; Gl 4,8).
Segundo as epístolas, Paulo foi fiel à verdade do Evangelho, isto é, sem depender da lei. Nem sequer aceitou o decreto das autoridades cristãs de Jerusalém (Gl 2,5-6; 1Cor 8; 10).
Paulo teve que lutar muito para que a abertura do evangelho às nações fosse aceita pelas igrejas da Judéia. Sinal disso são os conflitos com Pedro e Barnabé (Gl 2,11-14), sua separação de Barnabé e João Marcos, os companheiros da primeira viagem missionária ((At 15,39), bem como sua luta com os “superapóstolos” (2Cor 11-12) e judaizantes (Gl 1,6-10; Fl 3,1ss).
Paulo prega a submissão às autoridades romanas como atitude prudente diante de um império implacável sem, no entanto, apresentar uma visão positiva do império.
Paulo nunca faz referência a tal cidadania romana, nem ao seu poder de fazer milagres. Pelo contrário, afirma que seu poder está justamente em sua fraqueza (2Cor 2,9-10). Ele se auto-apresenta como um místico que “subiu ao mais alto dos céus” (2Cor 12,2-4.7), o que revela uma espiritualidade não controlável por estruturas. Sua fortaleza é a ação do Espírito Santo nas comunidades (1Ts 1,4-10).
3
AS CARTAS AUTÊNTICAS DE PAULO E SUA EQUIPE.
Na Bíblia constam 14 cartas atribuídas a Paulo. A opinião dos Bíblistas é que nem todas são de sua autoria. Algumas foram escritas por discípulos. É certo que a carta aos hebreus não é de Paulo, pois o estilo é completamente diferente. O próprio gênero literário é de sermão, não de carta. É bem possível que as cartas a 1ª e 2º Timóteo e a carta a Tito, seja de algum discípulo, pois refletem a problemática das comunidades mais para o fim do século I. Isso não diminui o valor das informações históricas, por exemplo, sobre a família de Timóteo (2Tm 1,5), sobre a viagem de Paulo (2Tm 1,17; 4,13-20) ou sobre sua segunda prisão em Roma (2Tm 1,8.16-17; 2,9). Existem dúvidas em relação á outras cartas como, por exemplo, a 2º aos Tessalonicenses, aos Colossenses e aos Efésios. As assim chamadas “cartas da prisão” foram escritas quando Paulo estava preso, e ele mesmo o confessa no texto. São elas: Fl 1,13; Fm 1.9.13 e talvez aos Efésios (3,1). Muito são de opinião de que Paulo as escreveu quando estava preso em Éfeso, durante a terceira viagem (1Cor 15,32; 2Cor 1,8-9). As cartas da prisão refletem o esforço para encarnar o Evangelho nos problemas bem concretos da vida das comunidades nas periferias das grandes cidades.
Cartas autênticas de Paulo.
As cartas escritas por Paulo são: 1ª Tessanolicenses. Escrita nos anos 51 d.C.
1ª Coríntios. Escrita nos anos 54 e 56 d.C.
Gálatas. Escrita nos anos 54 e 56 d.C.
Filipenses. Escrita nos anos 54 e 56 d.C.
Filemon. Escrita nos anos 54 e 56 d.C.
2º Coríntios. Escrita nos anos 55 e 56 d.C.
Romanos. Escrita no ano 56 d.C.
Portanto as cartas autênticas de Paulo são sete.
Começa em Paulo o processo de amadurecimento, pois a conversão não é algo súbito, mas um longo processo contínuo. Muitas frases de Paulo são como sinais luminosos que pontilham essa grande avenida que ele percorreu.
Vejamos algumas muito conhecidas e populares: “É Cristo que vive em mim; Ele me amou e se entregou por mim; Vivo, mas já não sou eu que vivo: é Cristo que vive em mim” (Gl 2,20); “Se morremos com Cristo, também viveremos com ele” (Rm 6,8); “Completo na minha carne o que falta das tribulações de Cristo pelo seu corpo que é a Igreja” (Cl 1,24) “Quando me sinto fraco, aí é que sou forte” (2Cor 12,10); “Nada nos poderá separar do amor de Deus” (Rm 8,35); “Quanto a mim, não aconteça gloriar-me senão na Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo, por quem o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo” (Gl 6,14); Eu trago em meu corpo as marcas de Jesus” (Gl 6,15); “Ficai sempre alegres, orai sem cessar” (1Ts 5,16-17); “As três maiores virtudes são: a Fé, a Esperança e o Amor. “A maior de todas, é o Amor” (1Cor 13,13).

Lendo e refletindo textos das cartas autênticas de Paulo e sua equipe!
1Ts 4,13-5,11; 2Ts 2,1-17; 3,1-15.
Fm 1-25.
Rm 8,18-39; 16,1-24.
1Cor 1,17-2,9; 13,1-13; 2Cor 7,1-16.
Gl 2,1-10; 5,1-26.
Ef 1,1-23; 4,1-16.
Fl 2,12-18; 3,1-21. 4
1ª TESSALONICENSES. ESCRITA NOS ANOS 51 d.C. (Resumo Teológico).
TEMA: A COMUNIDADE EM DEFESA DA VIDA.
As origens da Comunidade de Tessalônica.
É o primeiro escrito do N.T e o mais antigo documento cristão. Na verdade, esta carta não é só de Paulo, mas da equipe missionária que o acompanhava em sua segunda viagem evangelizadora. Diz a introdução da carta: “Paulo, Silas e Timóteo à Igreja de Tessalônica, em Deus Pai, e no Senhor Jesus Cristo. A vos graça e paz.” (1Ts 1,1). Escrita em Corinto.
Depois do concílio de Jerusalém (cf At 15,1-29). Paulo e Silas iniciaram a segunda viagem missionária visitando as comunidades fundadas durante a primeira viagem. Chegando a Trôade, Paulo teve a visão do macedônio que lhes dizia: “venha para a Macedônia e ajude-nos.” (At 16,9). Eles atenderam ao pedido e seguiram viagem por mar. Dessa forma, respondendo ao apelo do macedônio, a Palavra de Deus chegou à Europa. A primeira comunidade surgiu em Filipos (At 16,11-12). Depois de Filipos, eles passaram por Anfípolis e Apolônia, sempre buscando responder aos apelos do macedônio. Finalmente, a equipe formada por Paulo, Silas e Timóteo chegou à cidade de Tessalônica, capital da província da Macedônia (At 17,1).
Situada à beira mar, com um porto bem movimentado, Tessalônica era atravessada pela Via Egnatia, uma das mais importantes estradas do império romano que ligava as cidades de Bizâncio e Roma. Na época, a cidade tinha uma população estimada em 25 mil habitantes. Tessalônica era considerada uma “cidade livre”, ou seja, podia constituir um governo próprio, com uma assembléia popular e eleição regular de seus magistrados, chamados de politarcas (At 17,8). Era uma cidade movimentada pelo comércio e pelos negócios, devido ao porto próspero e à estrada bem movimentada.
Como qualquer cidade do império romano, Tessalônica tinha uma mistura de religiões. Lá se preservavam os antigos cultos locais. Tinha os templos dedicados às divindades gregas clássicas. Construíram-se novos templos dedicados à deusa Roma e ao imperador romano, além de uma série de templos das mais variadas divindades estrangeiras, já que a cidade era um porto de importância e os marinheiros traziam seus deuses e deusas do Egito, da Ásia, e de outros lugares. Lá havia também uma comunidade judaica, com sua sinagoga, seus ritos e suas celebrações.
Segundo o livro dos Atos dos Apóstolos, a equipe missionária de Paulo chegou à Tessalônica depois de intensa atividade em Filipos (At 17,1-9). Não sabemos quanto tempo à equipe pôde trabalhar em paz na cidade de Tessalônica. O livro dos Atos informa que “durante três sábados” (At 17,2) os missionários pregaram aos judeus na sinagoga. Sua pregação consistia em apresentar Jesus como o Messias esperado (At 17,3). Mas não tiveram muito sucesso junto aos judeus. Houve até uma rejeição à pregação dos missionários por parte da sinagoga. Por isso, a equipe se voltou para os “adoradores de Deus” (At 17,4), isto é, gregos pagãos que simpatizavam com a espiritualidade judaica, mas não queriam assumir as rígidas leis mosaicas a respeito da alimentação e da circuncisão. Houve uma grande aceitação por parte deste grupo e logo se formou uma pequena comunidade cristã que se reunia na casa de tal Jasão, onde a equipe se hospedou (At 17,5-7).
Mas os dirigentes da sinagoga sentiram que os missionários estavam atrapalhando seus trabalhos, tirando adeptos de suas reuniões.
5
Alguns destes dirigentes contrataram “indivíduos maus e vagabundos” (At 17,5) para provocarem tumultos na cidade e, assim, acusarem Paulo de estar promovendo atos políticos considerados subversivos pela política imperial (At 17,6). Mas quando a policia foi buscar Paulo e Silas na casa de Jasão, eles não estavam em casa. Arrastaram então o próprio Jasão e alguns membros da comunidade diante dos magistrados e fizeram uma grave acusação: “Estes homens estão transtornando o mundo inteiro e chegaram agora aqui em Tessalônica. Eles estão contra a lei do Imperador, afirmando que existe outro rei, chamado Jesus (At 17,7-8). Foi aberto um inquérito no tribunal da cidade, mas não conseguiram prender Paulo. Jasão e os outros pagaram fiança e foram soltos. Mas a situação ficou bastante difícil para Paulo.
Por isso, para que Paulo não fosse preso, os irmãos da comunidade de Tessalônica levaram Paulo e Silas, na calada da noite, para a cidade vizinha de Bereia. Desta forma, eles tiraram a equipe da Via Egnatia e a colocaram num desvio, em direção à província vizinha da Acaia, cuja capital era Corinto. Em Bereia, a equipe encontrou um ambiente mais favorável e retomou seus trabalhos missionários. Mas as autoridades judaicas de Tessalônica foram a Bereia “para agitar e confundir o povo” (At 17,13). Os irmãos da comunidade fazem Paulo fugir para Atenas, mas Silas e Timóteo permanecem em Bereia. Depois de um tempo, Paulo envia Silas e Timóteo de volta a Tessalônica (cf 1Ts 3,2) e seguiu sozinho em direção à Atenas. Lá, fez seu famoso discurso no areópago da cidade (At 17,16-34). Mas os resultados foram fracos. Por fim, chegou a Corinto, onde se hospedou na casa de Priscila e Áquila (At 18,1).

A origem da primeira carta aos Tessalonicenses.

Mas em Tessalônica o processo jurídico continuava. Não sabemos quanto tempo durou até os magistrados lavrarem uma sentença. Alguns acham que um inquérito deste tipo durava no mínimo uns três meses. Durante este tempo, Silas e Timóteo continuaram trabalhando em Tessalônica. Depois deste tempo, Silas e Timóteo foram ao encontro de Paulo, que já tinha chegado a Corinto. Lá contou tudo o que havia acontecido em Tessalônica (cf 1Ts 3,6) e como a comunidade tinha sobrevivido às perseguições e ao processo no tribunal da cidade. Contaram também que começaram alguns problemas de convivência dentro da comunidade.
Provavelmente, Paulo não considerou a possibilidade de voltar a Tessalônica porque haveria de enfrentar novamente a reação dos chefes da sinagoga. Além disso, o processo continuava aberto no tribunal da cidade. Por isso, não podendo voltar a rever pessoalmente seus amigos e amigas, Paulo resolveu escrever uma carta para a comunidade de Tessalônica. Já que não poderia estar presente fisicamente, ao menos se faria presente na comunidade através da sua carta.
Assim surgiu a primeira carta da Equipe Missionária para a Igreja em Tessalônica. Sem saber, Paulo estava dando inicio a uma nova coleção Bíblica: o Novo Testamento. “Mas o Espírito Santo descerá sobre vocês, e dele receberão força para serem as minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria, e até os extremos da terra” (Atos 1,8).
A divisão da Carta
Como quase todas as cartas pastorais de Paulo, a sua primeira carta aos Tessalonicenses segue uma divisão básica. A primeira parte consta de normas e advertências doutrinais. A segunda parte traz recomendações pastorais voltadas para a convivência interna da comunidade. Eis o esquema:

6
Endereço (1,1)
Traz o nome dos remetentes (Paulo, Silas e Timóteo) e os destinatários (Igreja de Tessalônica). Conclui com uma saudação.
Primeira parte (1,2-3,13)
Ação de graças pela existência da comunidade (1,2-3).
O surgimento da comunidade (1,4-10).
O trabalho da equipe missionária (2,1-12).
A perseverança da comunidade (2,13-16).
Tristeza de Paulo por não poder voltar à Tessalônica (2,17-19).
Evangelizar exige empenho e dedicação (3,1-10).
Conclusão da primeira parte (3,11-13).

Segunda parte (4,1-5,27)
Perseverar no comportamento digno de Cristo (4,1-8).
Instruções sobre o amor fraterno (4,9-12).
Instruções a respeito dos que morreram (4,13-18).
Dúvidas sobre o fim do mundo (5,1-3).
Instrução sobre a vigilância (5,4-11).
Instrução sobre os coordenadores (5,12-13).
Conselhos sobre a vida fraterna (5,14-22).

Saudação final (5,23-28).

1º ENCONTRO.
Lembrando como foi o começo da caminhada da comunidade (1Ts 1,1-10).
“Temos andado no meio de vós para o vosso bem” (1Ts 1,5).
Acolhida: Oração invocando o Espírito Santo.

• VER: Olhar de perto a situação da nossa comunidade.
O texto que vamos aprofundar no encontro de hoje fala das origens da Comunidade em Tessalônica. Fazer a memória do passado ajuda a entender o presente. Vamos conversar sobre isto.
1. Você sabe como começou nossa comunidade? Por que ela surgiu aqui onde estamos? Quais os motivos que levaram ao surgimento da nossa comunidade?
2. Quais eram as pessoas que começaram a construir a nossa comunidade? O que aconteceu com elas?

• JULGAR: Iluminar a comunidade com a luz da Palavra de Deus.
Uma luz que vem da palavra de Paulo.
* Chave: O texto que vamos ler lembra como foi o começo da caminhada da comunidade de Tessalônica. Durante a leitura, vamos prestar atenção nos pontos que Paulo destaca na vida em comunidade.

* leitura de (1Ts 1,1-10). Momento de silêncio.
Trocar idéias para descobrir a luz de Deus para nós hoje.
1. O que mais chamou sua atenção neste texto? Por quê?
2. Quais os pontos que Paulo destaca na comunidade de Tessalônica? O que mais ele elogia?
3. O que tudo isso ensina para nós, hoje?

• AGIR E CELEBRAR: Tirar uma conclusão e pedir ajuda de Deus 7
Oração espontânea para agradecer a Deus pela nossa Comunidade.
Assumir um compromisso comunitário a partir da reflexão feita.
Rezar o Salmo 122 (121). Encerrar com Pai Nosso e Ave Maria.

CHAVE DE LEITURA para (1Ts 1,1-10).
1Ts 1,1-2: É o endereço da carta. Ele começa com os nomes dos remetentes. É e a equipe missionária formada por Paulo, Silas (ou Silvano) e Timóteo. Esta equipe começou a ser formada em Antioquia (At 13,1-3; 15,36-40) Silas foi um dos que levou as conclusões do Concilio de Jerusalém para a Igreja de Antioquia (At 15,22). Paulo engajou Timóteo na equipe quando passou por Listra e Derbe, diante do testemunho que estas comunidades deram a respeito do trabalho sério feito por Timóteo (At 16,1-3).
Aparece também a comunidade dos destinatários: a Igreja dos Tessalonicenses. Aqui temos, pela primeira vez no Novo Testamento, a palavra “igreja” para definir a assembléia dos batizados. Paulo conclui com uma saudação de “graça e paz”. Com essa saudação, Paulo ressalta a novidade trazida por Jesus e resume o Evangelho que ele prega.
1Ts 1,3: Paulo diz: “Damos graças”. Em grego se diz: “Eucaristia”. Paulo costuma fazer esta “Eucaristia” ou ação de graças para comunidade que recebe uma carta sua. Aqui aparecem pela primeira vez as três virtudes que definem a graça recebida no Batismo: a Fé, a Esperança e a Caridade.
1Ts 1,4–5: Paulo dá um testemunho do trabalho feito pela equipe. Ele relembra o anúncio que provocou a conversão dos Tessalonicenses. O trabalho da equipe não foi apenas repetir palavras de Jesus. Foi, sobretudo, a própria convivência fraterna. O Evangelho de Jesus se transmite com o exemplo e os gestos feitos pela a equipe. Evangeliza-se com palavras e exemplos, trazendo para todos uma nova proposta de Vida em Jesus Cristo.
1Ts 1,6–10: Esta conversão provocou uma mudança radical na vida dos fiéis. Eles abandonaram os ídolos mortos e falsos, para aderir ao Deus vivo verdadeiro. Este processo de conversão da comunidade de Tessalônica serviu de exemplo não apenas as comunidades espalhadas pela Macedônia e pela Acaia, mas também para todas as comunidades e Igrejas “espalhadas por toda parte” (v. 8). Todos estão maravilhados com os acontecimentos vividos e testemunhados em Tessalônica.

2º ENCONTRO.
Como anunciar a Boa Nova (1Ts 2,1-8).
“desejávamos dar-vos não somente o Evangelho de Deus, mas até a própria vida” (1Ts 2,6).
Acolhida: Oração invocando o Espírito Santo.

• VER: Olhar de perto a situação da nossa comunidade.
O texto que vamos aprofundar no encontro de hoje mostra como Paulo associa seu trabalho de evangelização com a construção da Comunidade em Tessalônica.
Trocar idéias entre nós
1. Como você evangeliza? Você se acha uma boa missionária? Um bom missionário? Por quê?
2. Quais são hoje os maiores desafios na construção da comunidade?
3. De que maneira a nossa comunidade evangeliza o lugar em que estamos?

• JULGAR: Iluminar a comunidade com a luz da Palavra de Deus.
Uma luz que vem da palavra de Paulo. 8
* Chave: Neste texto, veremos como Paulo descreve sua atuação evangelizadora. Durante a leitura, vamos prestar atenção na maneira como Paulo apresenta seu trabalho.

* leitura de (1Ts 2,1-8). Momento de silêncio.
Trocar idéias para descobrir a luz de Deus para nós hoje.
1. O que mais chamou sua atenção neste texto? Por quê?
2. De que maneira Paulo se apresenta como um bom missionário? Que imagens ele usa para descrever seu trabalho?
3. Qual o motivo mais profundo que leva você a se engajar num trabalho pastoral?

• AGIR E CELEBRAR: Tirar uma conclusão e pedir ajuda de Deus
Oração espontânea para agradecer a Deus pela nossa Comunidade.
Assumir um compromisso comunitário a partir da reflexão feita.
Rezar o Salmo 127 (126). Encerrar com Pai Nosso e canto final.

CHAVE DE LEITURA para 1Ts 2,1-8.
1Ts 2,1-2: Paulo começa lembrando as dificuldades passadas em Filipos, onde eles foram maltratados e insultados (cf. At 16,19-24). Apesar das muitas dificuldades, a equipe não perdeu a coragem e aprendeu a perseverar em seus trabalhos, mesmo enfrentando forte oposição. Esta oposição pode vir das autoridades romanas, ou das autoridades judaicas. Evangelizar exige coragem e dedicação, tanto da equipe quanto da própria comunidade.

1Ts 2,3-4: Paulo revela que a intenção mais profunda de seu trabalho é agradar a Deus e não aos homens. Evangelizar não é manipular a Palavra em proveito próprio, nem buscar seus próprios interesses materiais. Evangelizar é proclamar a Verdade quem vem de Deus. Quem busca lucrar com a pregação da Palavra falsifica a mensagem de Cristo.

1Ts 2,5-8: Paulo descreve suas atitudes em Tessalônica. Ele não busca elogios baratos, privilegiando seus amigos e conhecidos. Trata todo mundo com bondade e “com amor de mãe”. e conclui com as palavras que são texto – base do lema do mês da Bíblia deste ano: “estávamos prontos a dar-lhes não apenas o Evangelho, mas a nossa própria vida” (1Ts 2,8). O trabalho missionário deve ser um transbordar de amor que gera Vida nova.

3º ENCONTRO.
Como anunciar a Boa Nova (1Ts 2,13-20).
“Vós sois a nossa gloria e a nossa alegria” (1Ts 2,20).
Acolhida: Oração invocando o Espírito Santo.

• VER: Olhar de perto a situação da nossa comunidade.
O texto que vamos aprofundar no encontro de hoje traz os desafios enfrentados, tanto pela equipe missionária de Paulo como pela própria comunidade cristã. O Evangelho de Cristo incomoda os poderes da sociedade.
Trocar idéias entre nós
1. Quais são hoje as maiores dificuldades que a nossa comunidade enfrenta em seus trabalhos pastorais?
2. Como se manifesta hoje no Brasil, e aqui no lugar onde moramos, a reação contra a proposta do Evangelho de Cristo?

9
• JULGAR: Iluminar a comunidade com a luz da Palavra de Deus.
Uma luz que vem da palavra de Paulo.
* Chave: Neste texto, Paulo relata as dificuldades que prejudicam o seu trabalho pastoral. Durante a leitura, vamos prestar atenção nos desafios enfrentados pela equipe missionária.
* leitura de (1Ts 2,13-20). Momento de silêncio.
Trocar idéias para descobrir a luz de Deus para nós hoje.
1. O que mais chamou sua atenção neste texto? Por quê?
2. Quais são as maiores dificuldades que Paulo enfrentou em seus trabalhos? De que maneira estes desafios revelam a seriedade de seu trabalho?
3. Quais são hoje as nossas maiores dificuldades em evangelizar?

• AGIR E CELEBRAR: Tirar uma conclusão e pedir ajuda de Deus
Preces espontâneas para agradecer a Deus pelas dificuldades vencidas em nossa caminhada Comunitária.
Assumir um compromisso comunitário a partir da reflexão feita.
Rezar o Salmo 129 (128). Encerrar com Pai Nosso e canto final.

CHAVE DE LEITURA para 1Ts 2,13-20.
1Ts 2,13-16: Paulo revela sua alegria e satisfação ao constatar que os Tessalonicenses receberam a mensagem não como uma meramente humana, mas como ela realmente é: a Palavra de Deus. E esta Palavra gerou uma Vida nova, transmitida através do testemunho tão bonito das pessoas que acolheram a mensagem da equipe. Estes são os critérios de uma autentica comunidade cristã: acolher a Palavra de Deus e dar testemunho corajoso diante de uma sociedade injusta e violenta. Esta sociedade busca impedir a ação de Deus matando os profetas. Mataram até o próprio Jesus. Mas as pessoas dominadas pela ideologia do império romano não conseguirão impedir a ação salvadora de Deus. Não impedirão que surja Vida vem de Deus.

1Ts 2,17-20: A alegria da equipe missionária é poder perceber que seu trabalho está dando resultado. E o resultado dos trabalhos de Paulo, Silas e Timóteo é o surgimento e o crescimento da comunidade cristã em Tessalônica. Uma comunidade viva e atuante. Comunidade que cresce e perseveram no seu testemunho, mesmo enfrentado os poderes da cidade e as leis imperiais.
Paulo sente muita tristeza em não poder voltar a Tessalônica. Ele gostaria de continuar a incentivar e animar a caminhada dos Tessalonicenses. Mas Paulo sabe que o tribunal da cidade, que ele chama de tribunal “de Satanás” continua aberto um processo contra ele. Mesmo assim, ainda que não possa visitá-los, Paulo se alegra e manda a carta para dizer a eles: “Nossa glória e nossa alegria são vocês.” (1Ts 2,20). A alegria de todo missionário e missionária é ver o fruto de seu trabalho.

4º ENCONTRO.
A importância do relacionamento amigo entre as pessoas (1Ts 3,1-10).
“Agora estamos reanimados, porque vós estais firmes no senhor” (1Ts 3,8).
Acolhida: Oração invocando o Espírito Santo.

• VER: Olhar de perto a situação da nossa comunidade.
O texto a ser aprofundado hoje vai perceber a importância do relacionamento amigo entre as pessoas que se engajam nos trabalhos pastorais e missionários.
10
Trocar idéias entre nós
1. De que maneira os relacionamentos e as amizades ajudam nos trabalhos pastorais e missionários da nossa comunidade?
2. Que atividade nossa comunidade promove para reforçar entre nós os laços de amizade e de fraternidade?
3. De que maneira celebramos o perdão e a reconciliação em nossa comunidade?

• JULGAR: Iluminar a comunidade com a luz da Palavra de Deus.
Uma luz que vem da palavra de Paulo.
* Chave: Neste texto, Paulo descreve a importância do relacionamento amigo entre pessoas que trabalham juntas. Durante a leitura, vamos prestar atenção na importância da amizade entre os membros de uma comunidade.

* leitura de (1Ts 3,1-10). Momento de silêncio.
Trocar idéias para descobrir a luz de Deus para nós hoje.
1. O que mais chamou sua atenção neste texto? Por quê?
2. Por que Paulo dá tanta importância ao relacionamento amigo entre pessoas que trabalham juntas?
3. O que tudo isso ensina para nós hoje?

• AGIR E CELEBRAR: Tirar uma conclusão e pedir ajuda de Deus
Preces espontâneas para agradecer a Deus pela amizade e fraternidade que une as pessoas em Comunidade.
Assumir um compromisso comunitário a partir da reflexão feita.
Rezar o Salmo 126 (125). Encerrar com Pai Nosso e canto final.

CHAVE DE LEITURA para 1Ts 3,1-10.
1Ts 3,1-5: Diante das tribulações pelas quais está passando a igreja em Tessalônica, Paulo resolve enviar Timóteo de volta para animar e incentivar a vida da comunidade. O trabalho da equipe missionária não consiste só em iniciar uma comunidade. Faz-se necessário também um trabalho de animação e de acompanhamento, ajudando as pessoas a vencer os conflitos e dificuldades. Pois a vida em comunidade traz muitos desafios e problemas. Paulo está preocupado com os acontecimentos em Tessalônica e sente não poder voltar Lá. Ele prefere ficar sozinho em Atenas e manda Timóteo para animar a comunidade em Tessalônica. Uma comunidade pode desanimar quando os desafios são grandes.

1Ts 3,6-10: Enquanto Timóteo foi para Tessalônica, Paulo deixou Atenas e foi para Corinto (cf. At 18,1). É em Corinto que Timóteo o encontra e lhe faz um relato do que se passou em Tessalônica (cf. At 18,5). Paulo conta na carta os resultados da missão de Timóteo. As noticias são boas. A comunidade soube enfrentar e vencer os desafios. As boas notícias vindas de Tessalônica animam o próprio Paulo a enfrentar e vencer os desafios em Corinto (cf. At 18,6-11). Paulo, na sua felicidade, chega dizer: “Noite e dia rezamos com insistência para que possamos revê-los, a fim de completar o que ainda está faltando à Fé que vocês tem” 1Ts 3,10. Apesar de todas as dificuldades, ele não perde a esperança de poder voltar à Tessalônica para celebrar sua alegria com a comunidade.

 

11
5º ENCONTRO.
Como ser cristão dentro da sociedade (1Ts 4,1-12).
“Aprendeste de Deus a amar-vos mutuamente” (1Ts 4,9).
Acolhida: Oração invocando o Espírito Santo.
• VER: Olhar de perto a situação da nossa comunidade.
O texto que vamos aprofundar hoje descreve as dificuldades de uma comunidade cristã para enfrentar e vencer as propostas contrárias da sociedade. As idéias presentes em uma sociedade de hoje são o individualismo, o consumismo, a violência. Tais idéias prejudicam a convivência das pessoas.
Trocar idéias entre nós
1. Como está a convivência dentro de nossa comunidade? Está mais fácil? Está mais difícil? Por quê?
2. O que mais dificulta hoje a convivência entre pessoas na nossa sociedade? E na nossa comunidade?

• JULGAR: Iluminar a comunidade com a luz da Palavra de Deus.
Uma luz que vem da palavra de Paulo.
* Chave: Neste texto, Paulo reflete sobre o bom testemunho da comunidade dentro da sociedade. Durante a leitura, vamos prestar atenção nos pontos que Paulo mais insiste para que haja uma boa convivência entre os membros de uma comunidade e um bom testemunho que irradie a Boa Nova para sociedade.

* leitura de (1Ts 4,1-12). Momento de silêncio.
Trocar idéias para descobrir a luz de Deus para nós hoje.
1. O que mais chamou sua atenção neste texto? Por quê?
2. Quais os pontos que Paulo mais insiste para que haja uma boa convivência na comunidade de Tessalônica?
3. O que Paulo diria para nós hoje, aqui em nossa comunidade?

• AGIR E CELEBRAR: Tirar uma conclusão e pedir ajuda de Deus
Preces espontâneas para agradecer a Deus pelo testemunho que nossa Comunidade está dando para sociedade.
Assumir um compromisso comunitário a partir da reflexão feita.
Rezar o Salmo 133 (132). Encerrar com Pai Nosso e canto final.

CHAVE DE LEITURA para 1Ts 4,1-12.
1Ts 4,1-8: Os Tessalonicenses são de cultura grega. Eles vieram da idolatria e das antigas religiões pagãs. Agora devem mudar de comportamento e assumir o modo de vida de um cristão, de uma cristã, dentro de uma cidade relaxada em questões morais e tolerantes com os mais diversos comportamentos sexuais. Existem em Tessalônica, como em outras cidades gregas, muita libertinagem e depravação de costumes. Diante destas propostas, como deve se comportar uma pessoa batizada? Paulo ressalta a proposta de santificação da pessoa e o respeito que se deve ter pelo corpo humano. Um corpo que, pelo batismo, se tornou templo de Deus e morada do Espírito (cf. 1cor 3,16). Uma pessoa batizada deve encontrar novos caminhos em seus relacionamentos. Paulo lembra que “Deus nos chamou para a santidade e não para a imoralidade” 1Ts 4,7. Nosso corpo foi criado para nossa santificação e não para nossa perdição. E estes ensinamentos valem não apenas para o corpo individual, mas também para o corpo dos irmãos e das irmãs da comunidade. 12
1Ts 4,9-12: Para vencer as paixões que desagregam a vida comunitária, Paulo ressalta o mandamento maior: o amor fraterno. “Vocês aprenderam do próprio Deus a se amarem mutuamente” (1Ts 4,9). Este amor fraterno se concretiza na convivência e no trabalho comunitário. A construção da paz dentro da comunidade exige que cada pessoa “ocupe-se de suas próprias coisas” não cobiçando nem invejando o que é dos outros irmãos da comunidade. Trabalhar para seu próprio sustento é uma questão de honra para Paulo. Ele mesmo dá o exemplo, trabalhando com suas próprias mãos (cf. 1Cor 4,12; At 18,3). Através do trabalho, as pessoas podem contribuir para a edificação da comunidade, repartindo com os mais pobres os frutos de seus trabalhos. Este gesto se concretizava nas ofertas da celebração eucarística (cf. 1cor 16,2).
6º ENCONTRO.
Como ser cristão dentro da sociedade (1Ts 5,11-28).
“Não extingais o Espírito. Não desprezeis as profecias. Discerni tudo e ficais com o que é bom”. (1Ts 5,19-21).
Acolhida: Oração invocando o Espírito Santo.

• VER: Olhar de perto a situação da nossa comunidade.
No texto da primeira carta aos Tessalonicenses, Paulo dá alguns conselhos finais de como a comunidade deve proceder e quais os problemas que deve evitar. Vamos ver o que está acontecendo na nossa comunidade:
Trocar idéias entre nós
1. Quais os problemas que devemos evitar hoje para termos uma boa convivência na nossa comunidade?
2. Como acolher novas pessoas em nossa comunidade, colocando-as dentro Espírito que anima nossa comunidade?

• JULGAR: Iluminar a comunidade com a luz da Palavra de Deus.
Uma luz que vem da palavra de Paulo.
* Chave: Paulo dá alguns conselhos de como a comunidade de Tessalônica deve proceder, e enumera os vários problemas que deve evitar. Durante a leitura, vamos prestar atenção nos pontos que Paulo destaca para que haja uma verdadeira comunidade cristã.

* leitura de (1Ts 5,11-28). Momento de silêncio.
Trocar idéias para descobrir a luz de Deus para nós hoje.
1. O que mais chamou sua atenção neste texto? Por quê?
2. Quais os conselhos que Paulo dá e quais os problemas que ele enumera, para que possa surgir e crescer uma boa comunidade em Tessalônica?
3. E nós? Quais os problemas que impedem o bom crescimento de nossa comunidade?

• AGIR E CELEBRAR: Tirar uma conclusão e pedir ajuda de Deus
Preces espontâneas para agradecer a Deus pela Vida que nossa Comunidade cristã transmite.
Assumir um compromisso comunitário a partir da reflexão feita.
Rezar o Salmo 131 (130). Encerrar com Pai Nosso e canto final.

 

 

13
CHAVE DE LEITURA para (1Ts 5,11-28).
1Ts 5,11: Nesta frase, Paulo resume bem a vida em comunidade: consolo e ajuda mútua. É isso que as pessoas esperam ao entrar na vida comunitária segundo a proposta do Evangelho de Jesus. Desta forma, cada qual cresce individual e comunitariamente, dando um testemunho de Vida para a sociedade da época.

1Ts 5,12-13ª: Paulo pede carinho e respeito pelas pessoas que se apresentaram para coordenar a comunidade. Elas fazem um trabalho voluntario em organizar e administrar a comunidade. Tal encargo exige muito delas. Mas existem as criticas. Pelo visto, já existe em Tesslônica o hábito de criticar as pessoas que coordenam e dirigem a comunidade. Criticar apenas por criticar atrapalha a vida da comunidade.
1Ts 5,13b: Paulo pede que haja paz dentro da comunidade. Isso é um sinal de que havia tensões brigas entre pessoas. Para construir a paz, é preciso o exercício contínuo do perdão e da reconciliação.
1Ts 5,14: Paulo pede “por favor” que a comunidade corrija os que não querem fazer nada. Eis um sinal de que havia gente que entrava na comunidade para se acomodar e viver à custa dos outros. Ele pede também que haja incentivo aos mais tímidos e um maior cuidado com os doentes. E conclui pedindo paciência para com todas as pessoas.
1Ts 5,15-22: Paulo lembra que a comunidade se faz com pequenos, mas intensos gestos de fraternidade. Para que haja comunidade, é preciso perdoar e reconciliar. Na vida comunitária, são importantes a alegria contagiante e a oração contínua, sabendo dar graças a Deus em todas as ocasiões. Assim a comunidade viverá sempre no Espírito Ressuscitado. Devemos ter a liberdade de examinar tudo e, ao mesmo tempo, ter o discernimento de ficar como o que é bom. Assim, evitaremos toda espécie de mal.
1Ts 5,23-28: são saudações finais da carta. Paulo pede orações pelo trabalho que no momento realiza em Corinto. Pede também que a carta seja lida diante de todos e não apenas para pequenos grupos particulares. Ele termina pedindo que “a graça de Nosso Senhor Jesus Cristo esteja com todos vocês.”
7º ENCONTRO.
O reencontro com o senhor (1Ts 4,13-5,10).
“Se acreditamos que Jesus morreu e ressuscitou, acreditamos também que aqueles que morreram em Jesus serão levados por Deus em sua companhia”. (1Ts 5,14).
Acolhida: Oração invocando o Espírito Santo.

• VER: Olhar de perto a situação da nossa comunidade.
No texto da primeira carta aos Tessalonicenses, Paulo dá algumas orientações de como a comunidade devem proceder à frente os pensamentos sobre O FIM DO MUNDO. Vamos ver o que está acontecendo na nossa comunidade:
Trocar idéias entre nós
1. Com que imagens Paulo descrevem a volta do Senhor?
2. De onde ele tirou essas imagens?

• JULGAR: Iluminar a comunidade com a luz da Palavra de Deus.
Uma luz que vem da palavra de Paulo.
* Chave: Paulo dá alguns conselhos de como a comunidade de Tessalônica deve proceder diante do problema dos mortos e dos vivos na volta de Jesus, 14 esperada para breve. Durante a leitura, vamos prestar atenção nos pontos que Paulo descreve a volta do Senhor.

* leitura de (1Ts 4,13-5,10). Momento de silêncio.
Trocar idéias para descobrir a luz de Deus para nós hoje.
1. O que mais chamou sua atenção neste texto? Por quê?
2. Que conseqüências traziam essas questões para a vida da comunidade? O que Paulo aconselha?
3. E nós hoje? O que representa a Fé na ressurreição como fonte de alegria e ânimo? Se a morte não é um ponto final, como podemos encará-la de modo Cristão?

• AGIR E CELEBRAR: Tirar uma conclusão e pedir ajuda de Deus
Preces espontâneas para agradecer a Deus pela Vida que nossa Comunidade cristã transmite.
Assumir um compromisso comunitário a partir da reflexão feita.
Rezar o Salmo 16 (15). Encerrar com Pai Nosso e canto final.

CHAVE DE LEITURA para (1Ts 4,13-5,10).
Religiosidade popular.
Religiosidade popular é uma predisposição, um clima, uma busca que o povo tem de Deus, antes mesmo de qualquer anúncio explicito. Por causa de sua Religiosidade, o povo se torna receptivo à proposta do Evangelho.
O povo brasileiro é profundamente religioso. Sinais disso aparecem a toda hora: sinal da cruz ao passar por uma Igreja ou ao começar alguma atividade, inúmeras expressões como “vai com Deus, graças a Deus, se Deus quiser, Deus lhe pague,” etc.
O povo brasileiro é místico porque possui uma experiência direta do sagrado. Não são os conceitos racionais e as práticas da “religião oficial” que dão força ao povo para agüentar a dureza de tanta injustiça e sofrimento do dia- dia. Há outras fontes de onde o povo bebe e haure, isto é, extrair forças para a caminhada, no desejo de religar todas as coisas a Deus. É o próprio Deus da Vida que caminha com seu povo rumo a Terra Prometida.
Festas, peregrinações, caminhadas de Fé, devoções, música, tudo faz parte de um grande potencial religioso no nosso povo. Esse potencial provém da soma de muitas culturas e da convergência de vários ritos religiosos ou implantados pelos colonizadores, ou preservados pelos indígenas, ou importados pelos africanos. Resgatar e valorizar a riqueza da religiosidade popular é um desafio permanente aos que seguem o caminho de Jesus.
PARUSIA
Na nossa realidade temos três vidas ou existências. 1ª A vida uterina, isto é, vida na barriga da mãe, durante os nove meses de gestação. Hoje se sabe que é uma verdadeira vida, em que os nossos sentidos funcionam e existem até tratamentos de regressão à vida no útero materno para resolver problemas de ordem psicológica. Essa vida termina com o nascimento: o nascimento para luz do mundo coincide com a morte para vida uterina. 2ª Passamos então a viver não no pequeno espaço do útero materno, mas no vasto espaço da terra. Um dia terminará nosso tempo no útero do mundo e nasceremos para o infinito espaço da eternidade, isto é, a vida plena, vida definitiva, 3ª vida, e para sempre. O futuro absoluto. O que nos espera na outra beira, no final desta vida terrena. Aqui está o problema. Para onde vamos?
Qual são o fim e o sentido último da existência? 15
Há pessoas que se preocupam muito com o fim do mundo. E o fim do mundo seria o fim da vida humana no planeta terra, que, segundo os astrônomos, é como um grão de poeira girando na imensidão do cosmo. Mas o núcleo da preocupação é mesmo com o fim do mundo para cada um de nós e o que nos é reservado para depois da morte. É o grande problema do nosso destino. Para as primeiras comunidades cristãs, a resposta estava na expectativa da volta gloriosa do Senhor, aguardada com ansiedade como algo que estava próximo.

Para pensar e produzir teologia.
• Como em geral a morte é encarada no nosso meio?
• O que pensam as pessoas do fim do mundo?
AFONSO DIAS É BÍBLISTA, E ASSESSOR DO CEBÍ-SP E SUL DE MG. (11)97189-5746 (vivo e Whatsapp) (35)99924-0250 (vivo) email afonso.bdias@gmail.com ou abdias49@bol.com.br

 

 

 

 

 

 

 

 

16