CF 2018 TEXTO BASE leitura rápida (duas laudas fonte arial 11)

DIVULGAÇÃO AMPLA DAS REFLEXÕES DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2018

LEITURA RÁPIDA DO TEXTO BASE CF 2018

TEMA- Fraternidade e Superação da Violência: Mapear a violência e colocar em evidência as iniciativas que existem e propor novas para superá-la.

LEMA – Vós sois todos irmãos (Mt 23,8):  Um convite bíblico para superação da violência por meio do reconhecimento de que cada pessoa humana é irmão e irmã e se assim o é então não se pode deferir conta ele ou ela atos de violência.

                                VER:  DIVERSAS FORMAS DE VIOLÊNCIA

É preciso mexer nas Estruturas violentas que geram atos violentos. Mais polícia na rua controla apenas os atos violentos. Imagine controlar uma goteira enxugando os pingos que caem. Não adianta. Assim é a polícia, que prende quem comete atos de violência (na comparação com a goteira, atos violentos são os pingos): não resolve. É preciso mexer na estrutura do telhado para cessar as goteiras. É preciso mudar as estruturas que geram atos violentos. Estas estruturas serão apontadas mais adiante. Apesar de o Brasil possuir menos de 3% da população mundial, responde por quase 13% dos assassinatos no planeta: 05 pessoas mortas por arma de fogo a cada hora, número maior que em muitas guerras pelo mundo.

Fatores geradores da guerra urbana: – a omissão do poder público nas periferias, onde toma lugar grupos armados, tráfico de drogas.  – o poder do dinheiro, isso é, quem pode paga por segurança privada. – o tratamento seletivo para o acesso à Justiça: quem pode pagar bons advogados consegue vários benefícios jurídicos; – corrosão dos salários, que trazem perda do poder aquisitivo para os mais pobres aumentando a desigualdade social.

Origem da Violência no Brasil – Vem desde o período colonial, pois se acreditava que o branco era superior ao índio e ao negro. Ainda hoje, se busca manter os privilégios das elites e da classe política, que perpetuam as estruturas geradoras de violência. Nos dias atuais são assassinados mais negros que brancos. O machismo provoca esta fatalidade às mulheres: quase maioria delas que sofrem violência de seus parceiros, é assassinada dentro de casa ou mesmo na rua. Nada disso muda porque o ser humano não é visto como prioridade, mas sim o dinheiro. A corrupção manifesta que o dinheiro está em 1º lugar, o bem comum de todas as pessoas, infelizmente, é deixado de lado. As “reformas” encaminhadas pelo governo federal dão importância apenas ao mercado e à elite, indiferentes aos direitos das pessoas mais pobres e vulneráveis.  Vamos lembrar que este ano tem eleições gerais. Você ficará omisso ou vai participar deste processo? Além da violência doméstica e governamental, veja outras abaixo:

                                              FORMAS DA VIOLÊNCIA:

1- Tráfico de pessoas – modalidade de crime organizado transnacional, atrelado à exploração sexual, comércio de órgãos,  pornografia infantil e formas ilegais de imigração para a exploração do trabalho análogas à escravidão. 75% são mulheres.

2- Violência no campo -ameaças de morte, agressões, etc. sendo as maiores vítimas os quilombolas e os indígenas, vítimas das invasões e devastação de terras demarcadas por parte dos poderosos.

3- Tráfico de drogas – Existe por parte dos governos nacionais e internacionais um esforço para o combate às drogas, mas falta uma maior atenção para o combate a produção e distribuição.

4- Violência nos presídios: 650 mil pessoas, vivendo em condições degradantes e sub-humanas, gerenciando organizações criminosas que controlam a criminalidade dentro e fora dos presídios.

5- Corrupção Policial: Nem sempre os policiais cumprem de maneira adequada a sua missão. É uma minoria de policiais corruptos. Embora minoria, atrelados a grandes organizações criminosas, o efeito da corrupção também é grandiosa.

6- Corrupção da informação:  No Brasil a informação por parte da mídia acaba sendo desvirtuada, seletiva/parcial, criando uma sociedade da desinformação e do espetáculo, a partir dos fatos, desinformando os verdadeiros acontecimentos.

6- Violência religiosa: Existe no país intolerância e fanatismo religioso, que se concretizam no desrespeito à liberdade, no preconceito, no fanatismo e na demonização das religiões, especialmente de matriz africana.

7- Violência no Trânsito: dirigir alcoolizado (30% das mortes do trânsito), por trafegar em alta velocidade, por falta de atenção e/ou pela manutenção do veículo.

8- Violência Econômica – Segundo a ONU a pobreza é a causa da violência, que origina mais mortes no mundo. A pobreza e desigualdade social prejudicam seriamente a saúde e o desenvolvimento das crianças desde antes do nascimento. Toda criança necessita de apoio incondicional na primeira infância. Portanto, a violência é resultante também da desigualdade econômica. Apenas 62 pessoas detêm o mesmo dinheiro que a metade mais pobre da humanidade. Os mais ricos são 1% da humanidade, mas detêm mais de 80% da riqueza mundial, portanto a desigualdade gera violência e injustiça social que traz consigo a morte e a exclusão.

                                  JULGAR: A BÍBLIA E O MAGISTÉRIO ECLESIAL

Será muito bom ler esta parte com a Bíblia ao lado, consultando as passagens indicadas.

ANTIGO TESTAMENTO: Na criação Deus fez a humanidade a sua Imagem e semelhança (Gn 1,26-27). A violência vem depois, quando aparece o pecado de Caim que assassina Abel, seu irmão (Gn 4,1-16). Deus não fica indiferente e pune Caim (Gn 4, 19-24). Portanto, a violência é consequência do pecado e desfigura a humanidade. Para punir atos violentos, na Bíblia surgem leis que proíbem assassinato (Ex 20,13; Dt 5,17). A Bíblia exige a justiça social (Sl 85,10). A lei do talião procurou estabelecer, o limite da vingança (Ex 21,24; Lv 24,20). Era proibido oprimir o estrangeiro (Ex 23,9), guardar ódio (Lv 19,17), e se vingar (Lv 19,18). Até profetas sofrem violência (Jr 26; 1Rs19,2; Am 7,10-17). Eles são unânimes em denunciar o sistema de morte e violência (Am 5,24; Mq 6,8; Is 58,6-7; Jr 7,3-5; Os 4,1-2;). Defendem os pobres e oprimidos (Is 1,16-17; Am 3,9-10). Os livros sapienciais excluem qualquer uso da violência (Pr 3,29-32; 4,14; 13,2; Lm 3; Sl 7,2-3; 10, 7-8; 27,12). Mostram um Deus misericordioso (Es 34,6; Nm14,18; Gn 4,2; Ne 9, 17).

NOVO TESTAMENTO: Jesus anuncia a Boa Nova de reconciliação e de Paz. Apesar de ouvirem este anúncio, a tentação da violência está nos discípulos (Lc 9,54-55; Lc 22,38; Mc 14,47; Jo 18, 8.11). Jesus prega amor aos inimigos (Mt 5,44; Lc 6,27) e anuncia a perfeição do Pai e a sua misericórdia (Mt 5,38-42; 5,43-48; Lc 6,35). Defende a mulher surpreendida em adultério (Jo 8,3-11). Jesus é sempre a favor da Vida (Jo 10,10) e da paz (Mt 5,9; 10,12; Jo 14,27). Para Ele a violência brota do coração do homem (Mc 7,14-15.21-23; Mt 5,44), e Ele mesmo oferece o perdão na cruz (Lc 23,34).

A REFLEXÃO DA IGREJA SOBRE A VIOLÊNCIA: A Igreja convida a promover a cultura do diálogo que supere a violência. O Papa João XXIII denuncia a violência e convida a todos os homens de boa vontade a trabalhar pela paz e a justiça. O Papa Paulo VI, ao instituir o dia 01 de janeiro como dia Mundial da Paz, a partir de 1968, pede a edificação da paz e a eliminação das discórdias com o objetivo de superar a violência. O Papa João Paulo II se encontrou com líderes religiosos em Assis (Itália) para promover a paz e o diálogo entre as religiões. O Papa Francisco age diretamente contra violência em suas viagens pelo mundo, mexendo nas estruturas que geram os atos violentos.

AGIR: MEXENDO NAS ESTRUTURAS  – ATRAVÉS DE AÇÕES PARA SUPERAR A VIOLÊNCIA:

Com a consciência de que ninguém nasce violento, mas pode vir a ser violento.

Pequenos e cotidianos gestos são necessários para a construção de um mundo novo, sem violência. Todos nós devemos: 1- Lutar contra a corrupção em todos os níveis através do poder judiciário e também das ações populares (fiscalização dos atos do poder público); 2- defender o cumprimento do ECA (estatuto da Criança e Adolescente) e Denunciar todo tipo de violência sexual contra crianças e adolescentes, promovendo parcerias com os Conselhos Tutelares. 3- Lutar contra a violência doméstica, familiar e da mulher aplicando a lei Maria da Penha. 4- Estimular a cultura da tolerância, do respeito, do diálogo e da paz, nas práticas cotidianas da vida familiar, social e nas e redes sociais. Não somos adversários, mas irmãos. 5- Lutar pelo fim  do analfabetismo, trabalho escravo, tráfico de pessoas e órgãos. 6- Defender a ecologia, as florestas e recursos naturais. 7- Acompanhar os usuários de drogas, denunciando a criminalidade e tráfico de drogas, fortalecendo a Pastoral da sobriedade. Três ações que devemos observar na construção da cultura da paz: 1- FRATERNIDADE: Nunca pagar o mal com o mal, renunciando a todo forma de violência, vivendo a solidariedade e a misericórdia nas nossas ações; 2- TERNURA:  De maneira especial trabalhar pela superação da violência doméstica e familiar. Trabalhar pela justiça restaurativa: consigo mesmo, com a família e com a sociedade; 2-COMPAIXÃO: Desenvolver a capacidade do diálogo diante dos conflitos.

Paróquia Santo Antônio e Nsra. Aparecida – Itatiba –  / Pároco – Padre Tarcísio Spirandio

Diocese de Bragança Paulista/SP – sob o pastoreio de Dom Sergio Aparecido Colombo