A VIDA SUSPENSA NUMA CORDA


Era um belo pé de abacate. Lá no alto um galho grosso, perfeito para me sustentar. Subi com dificuldade no abacateiro. Meu objetivo era sentar-me no forte braço da árvore. E consegui.

Levava uma corda enrolada no meu ombro, que também sustentava o meu peso. Primeiro sentei-me no grosso galho. Cheguei mesmo a ficar em pé sobre ele e pular algumas vezes, tudo para ver aguentaria o meu corpo. Era tão firme que quase nem balançou com os meus pulos.

Feito o teste, amarrei com firmeza uma das pontas da corda no galho. Para a verificação final, desci por ela até o chão. Tudo estava perfeito para alcançar meu objetivo.

No solo, ao lado da árvore já havia deixado um pequeno pedaço de tábua com dois furos em cada lateral pelos quais havia passado um pedaço da corda. Quatro hastes da corda unidas logo acima, onde fixei aquela que descia da árvore. Fiz tudo calculando que a base da tábua ficasse na altura do meu umbigo.

Tudo pronto sentei na tábua e balancei muito. O vento batia no meu rosto. Movia o corpo para frente e para trás e cada vez ia mais alto. Como é bom balançar!

Minha vida suspensa numa corda. Coisa boa demais!

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