CF 2015 – RESUMO entrelaçado com o Evangelho de Marcos

RESUMO DO TEXTO BASE CF 2015

entrelaçado com o estudo do Evangelho de Marcos

INTRODUÇÃO

Por que começar a refletir a CAMPANHA DA FRATERNIDADE que se celebra durante a quaresma às vésperas do advento? A resposta é simples. A CF 2015 terá como foco principal a CAMPANHA MUNDIAL CONTRA A FOME, proposta pelo Papa Francisco. E durante o advento, na NOVENA DE NATAL, refletiremos esta campanha contra a fome.

Também a Campanha da Fraternidade quer motivar os cristãos a serem verdadeiros construtores de uma sociedade justa e fraterna. O Objetivo Geral da CF 2015 expressa este desejo:

“Aprofundar, à luz do Evangelho, o diálogo e a colaboração entre a Igreja e a Sociedade, propostos pelo Concílio Vaticano II, como serviço ao povo brasileiro, para a edificação do Reino de Deus”.  O Lema da Campanha da Fraternidade 2015 é “Eu vim para servir” (Marcos 10,45).  Na próxima página, leia a letra do hino da CF 2015.

Para que a Igreja preste o serviço à sociedade, é necessário entender como está organizada. Este entendimento leva ao discernimento daquilo que é sinal de Deus ou sinal do pecado na humanidade. Então a Igreja decide reforçar o que é bom e lutar contra o que é ruim. Como fazer este serviço? A quem servir?

O texto da CF, juntamente com a narrativa do Evangelho de Marcos nos dão estas respostas.

Num primeiro momento, através do texto do Evangelho de Marcos, vamos olhar como a sociedade era organizada no tempo de Jesus. E veremos como nosso Senhor agiu para servir às pessoas do seu tempo e qual foi sua atitude diante dos pecados daquele tempo.

Em seguida, através do texto da CF 2015, vamos olhar a sociedade de hoje, quais são suas vitórias e quais os pecados que machucam os seres humanos. Através da reflexão da CF 2015, receberemos as propostas de ação. Ao mesmo tempo seremos orientados para descobrir outros tipos de ações para que a nossa Paróquia possa prestar o serviço à sociedade, tendo como base a espiritualidade de Jesus Cristo. Vamos começar nosso estudo.

A RELAÇÃO IGREJA – SOCIEDADE À LUZ DA PALAVRA DE DEUS

As Escrituras testemunham a fidelidade de Deus a seu amor pelos seres humanos, com suas intervenções na história e propostas de alianças com os homens e mulheres. Chamou Abraão e lhe fez uma promessa que se estendia à sua descendência (Gn 12,3)

 

O POVO DE ISRAEL CHAMADO A SER SINAL PARA TODOS

A liberdade é a grande busca do povo de Deus. Primeiro a libertação da fome, quando se mudam para o Egito. Depois, a libertação da escravidão, quando se aventuram pelo deserto em busca da terra prometida. O deserto é o ambiente da pedagogia da construção de uma nova cultura fraterna e estrutura justa (Êxodo 20,1-17; 23,10-13; Levítico 25,12-13. 35-54).

 

A POSTURA DE SERVIÇO DO FILHO DE DEUS

Jesus realizou a sua missão em meio aos problemas e injustiças da sociedade do seu tempo. Ele demonstrou amor e cuidado pelos pequenos e marginalizados (Mc 10,13-16; Lucas 8,1-3; Lucas 7,37; Mateus 21,31). Jesus não se omitiu em censurar as autoridades do seu tempo (Mateus 23,4; 28). Também estava atento à fome física, assim como à fome de formação do seu povo (Marcos 6,34).

O Filho de Deus sempre se apresentou como servidor (Mateus 11, 28-29), bem como valorizou aos humildes (Mateus 5, 3; 11,25). Quando os discípulos se perguntavam quem seria o maior dentre eles (Marcos 9,32-34), Jesus responde:

“Sabeis que os que são considerados chefes das nações as dominam e os seus grandes fazem sentir o seu poder. Mas entre vós não será assim; antes, qualquer que entre vós quiser ser grande, será vosso serviçal; E qualquer que dentre vós quiser ser o primeiro, será servo de todos. Porque o Filho do homem também não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos” (Marcos 10,42-45).

O serviço nós o vemos expresso na última ceia, durante o lava-pés (João 13, 1-8). Para assumir a missão de Jesus, o discípulo precisa estar tomado pelo espírito de serviço (Marcos 8,35).

A SOCIEDADE NA ÉPOCA DE JESUS

Naquela época, o povo era explorado por meio da cobrança abusiva de impostos. Essa situação gerou muitas revoltas, principalmente na Galileia. O sistema de fiscalização de impostos, implantado por Herodes era muito rígido. Qualquer manifestação contra era violentamente sufocada. Isso lembra as manifestações do ano passado no Brasil.

O cenário de doença e escravidão era uma realidade ampla (Mc 12,15-17). Muitas pessoas empobrecidas perambulavam pelas praças e mercados, sem terra e sem emprego (cf. Mt 20,1-9). A situação dos pobres se complicou ainda mais por causa da cultura e religião da época. De acordo com a mentalidade grega, os pobres eram considerados vagabundos ou pessoas que não foram agraciadas pelas divindades.

Ser pobre significava não ter existência social. A situação de opressão e escravidão deu origem a vários movimentos proféticos e messiânicos, especialmente na Galileia, região que fornecia trigo, vinho, óleo, carne e peixe, e que, por isso mesmo, foi o território mais explorado e devastado. Entre os vários movimentos, podemos situar o de Jesus. A sua proposta de Reino de Deus atraiu homens e mulheres que perderam suas terras e se encontravam sem reino. Por isso, Jesus proclama: “Felizes vós, os pobres” (Lc 6,20; Mt 5,3).

CATECISMO SOBRE O SEGUIMENTO DE JESUS

“Tome a sua cruz e siga-me”. O seguimento de Jesus é o caminho da cruz, que está na contramão da sociedade organizada pelas relações humanas baseadas no levar vantagens, no poder e em privilégios. A comunidade cristã de Marcos, que professa Jesus de Nazaré como “Cristo”, não deve reproduzir as relações de poder na vida cotidiana, mas estabelecer relações de serviço e de comunhão.

Após o primeiro anúncio da paixão, a comunidade de Marcos descreve, em seu evangelho, as instruções sobre as relações internas da comunidade, introduzidas pelo segundo (Mc 9,30-32) e terceiro anúncios (Mc 10,32-34):

1) “E chegaram a Cafarnaum. Em casa, ele lhes perguntou: ‘Sobre que discutíeis no caminho?. Ficaram em silêncio, porque pelo caminho vinham discutindo sobre qual era o maior. Então ele sentou, chamou os Doze e disse: ‘Se alguém quiser ser o primeiro, seja o último de todos e o servo de todos’” (Mc 9,33-35). Quem é o maior? Os discípulos ainda idealizam sociedade de poder, riqueza e de privilégio que produz a segregação social. O caminho da cruz deve ser reproduzido nas relações humanas da comunidade, baseada na vida de serviço sem interesse.

2) “Disse-lhe João: ‘Mestre, vimos alguém que não nos segue expulsando demônios em teu nome, e o impedimos porque não nos seguia’. Jesus, porém, disse: ‘Não o impeçais, pois não há ninguém que faça milagre em meu nome e logo depois possa falar mal de mim. Porque quem não é contra nós é por nós’ (Mc 9,38-40). Mais uma vez, deparamo-nos com a concepção dos discípulos de uma sociedade segregacionista de poder. Eles não estão dispostos a partilhar o poder e o privilégio. Querem o monopólio e exclusividade no mistério da salvação. Hoje se compreende que a prática missionária não é condenatória nem marcada por sectarismo. O cerne da missão é a promoção da justiça, liberdade e vida em todos os povos.

3) “Traziam-lhe crianças para que as tocasse, mas os discípulos as repreendiam. Vendo isso, Jesus ficou indignado e disse: ‘Deixai as crianças virem a mim. Não as impeçais, pois delas é o Reino de Deus. Em verdade vos digo: aquele que não receber o Reino de Deus como uma criança, não entrará nele’. Então, abraçando-as, abençoou-as, impondo as mãos sobre elas” (Mc 10,13-16).

No mundo greco-romano de produção e de ganho, a criança e o ancião são considerados inúteis (cf. Sb 2,5-11) e representam o grupo marginalizado. Mas o Reino, do ponto de vista de Jesus de Nazaré, é gratuidade de Deus, e nele as pessoas marginalizadas, que não são consideradas, são acolhidas.

4) “Então Jesus, olhando em torno, disse a seus discípulos: ‘Como é difícil a quem tem riquezas entrar no Reino de Deus!’. Os discípulos ficaram admirados com essas palavras. Jesus, porém, continuou a dizer: ‘Filhos, como é difícil entrar no Reino de Deus! É mais fácil um camelo passar pelo fundo da agulha do que um rico entrar no Reino de Deus!’ (Mc 10,23-25). A riqueza no Império Romano é fruto da acumulação de bens por meio da injustiça: fraudação, espoliação e violência (Ap 13; 18). Ao entrar no Reino de Deus, a comunhão com o Deus da vida é preciso sair e combater essa sociedade de ambição e injustiça,que explora o próximo e a natureza. É necessário entrar no caminho da cruz de servir e de partilhar a vida.

5) “Tiago e João, filhos de Zebedeu, foram até ele e disseram-lhe: “Concede-nos, na tua glória, sentarmo-nos, um à tua direita, outro à tua esquerda” […]. Ouvindo isso, os dez começaram a indignar-se contra Tiago e João. Chamando-os, Jesus lhes disse: ‘Sabeis que aqueles que vemos governar as nações as dominam, e os seus grandes as tiranizam. Entre vós não será assim: ao contrário, aquele que dentre vós quiser ser grande, seja o vosso servidor, e aquele que quiser ser o primeiro dentre vós, seja o servo de todos’” (Mc 10,35-44). O projeto de Jesus não é ser servido, mas servir ao próximo. Assim, é rejeitada, definitivamente, a aspiração dos discípulos ao reino messiânico davídico no qual Jesus seria ungido como rei e assumiria o poder em Jerusalém. Essa rejeição é também da comunidade de Marcos por volta do ano 70 d.C. Ela rejeita juntar-se às revoltas armadas dos vários líderes messiânicos e suas lutas por poder e privilégios.

Marcos registra três anúncios da paixão com o catecismo sobre o seguimento de Jesus na vida cotidiana da comunidade. Ao anunciar o catecismo do “caminho da cruz”, Jesus combate e corrige os discípulos que aspiram a poder e privilégio.

No caminho do seguimento de Jesus, ela deve empenhar-se em examinar sempre a natureza de sua missão no mundo. A comunidade, como o cego Bartimeu (Mc 10,46-52), deve abrir os olhos, deixar o manto do “Filho de Davi”, messias como rei poderoso, e seguir o caminho da cruz do Jesus servo sofredor. Deve despojar-se de tudo o que o mundo de ambição ao poder, riqueza e fama, prega e busca: “Pois o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos” (Mc 10,45).

 

CF 2015: Tema – FRATERNIDADE, IGREJA E SOCIEDADE Lema – “Eu vim para servir” (Marcos 10,45)

 

INTRODUÇÃO

A CF 2015 “Fraternidade, Igreja e Sociedade”, quer, no tempo da quaresma recordar o mandato missionário de Jesus (Ide… Mateus 28,19-20). Em sua essência, a Igreja é, antes de tudo, uma comunidade em saída (missão). A Missão é ir, sem medo, ao encontro dos excluídos e convidá-los para seguir o Jesus. O missionário encurta distâncias, abaixa-se e assume a vida humana, tocando a carne sofredora de Cristo no povo.

Os setores missionários são o ambiente aonde a caridade se torna anúncio vivo. É nos setores que podemos dizer que os cristãos são presença do Evangelho na sociedade e podem colaborar na construção de uma sociedade mais justa, fraterna e solidária, preservando-a de ser excludente.

A Campanha da Fraternidade deste ano – Fraternidade, Igreja e Sociedade -, além do objetivo geral já citado no início, assume também os seguintes objetivos específicos:

- Fazer memória do caminho percorrido pela Igreja com a sociedade, identificar e compreender os principais desafios da situação atual.

- Apresentar os valores do Reino de Deus e da doutrina Social da Igreja como elementos autenticamente humanizantes.

- Identificar as questões desafiadoras na evangelização da sociedade e estabelecer parâmetros e indicadores para a ação pastoral.

- Aprofundar a compreensão da dignidade da pessoa, da integridade da criação, da cultura da paz, do espírito e do diálogo inter-religioso e intercultural, para superar as relações desumanas e violentas.

- Buscar novos métodos, atitudes e linguagens na missão da Igreja de Cristo de levar a Boa Nova a cada pessoa, família e sociedade.

- Atuar profeticamente à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres, para o desenvolvimento integral da pessoa e na construção de uma sociedade justa e solidária.

PRIMEIRA PARTE

CONHECENDO MELHOR A REALIDADE

As origens do Cristianismo estão na vida, pregação, morte e ressurreição de Jesus Cristo. Ele assumiu e viveu a cultura do seu povo, participando ativamente dos problemas daquela sociedade. As primeiras comunidades cristãs foram perseguidas. O exemplo dos mártires tornava-as mais unidas. O Cristianismo fortalecido por este testemunho se espalhou pelo mundo daquela época.

         Hoje, nós, cristãos, temos o desafio de estabelecer uma relação com a sociedade que provoque respostas positivas aos inúmeros desafios que as pessoas mais simples enfrentam.

A ATUAL REALIDADE

Hoje, a população brasileira passa dos 200 milhões de habitantes. A expectativa de vida do brasileiro, em 2012, chegou a 74 anos. Com o aumento da expectativa de vida e a diminuição dos nascimentos (em 1960 cada mulher tinha média de seis filhos e. em 2010 caiu para 1,8), logo o Brasil terá mais anciãos que jovens. Isto acarretará para as famílias um custo adicional para o cuidado com os idosos.

Outro dado preocupante dos dias atuais é o aumento da população urbana: 85% dos brasileiros vivem nas cidades. Isso gerou o surgimento de favelas, faltam de transporte púbico, vagas em creches, etc. Mais de 50% dos domicílios no Brasil não tem coleta de esgoto. Um grave problema é o aumento do lixo. Hoje são 273 mil toneladas por dia de resíduos, a grande maioria sem um destino adequado. Somente para sanar o déficit do saneamento básico seriam necessários investimentos da ordem de 12 bilhões por ano, durante 20 anos consecutivos.

É certo que algumas políticas econômicas de inclusão geraram avanços sociais, tais como “bolsa família”, que atende 14 milhões de famílias. Após 10 anos este programa contribuiu para a diminuição da pobreza extrema da população de 9,7% pra 4,3%. Diminuiu também a mortalidade de crianças de até 05 anos, que passou de 53,7, em 1990, para 17,7, em 2011 de mortes por mil nascidos. Houve também, nos últimos 20 anos estabilidade econômica, que gerou empregos, aumento de renda, inflando a classe média, hoje estimada em mais de 100 milhões de pessoas. Esta classe média passou a consumir produtos antes restritos à classe alta: planos de saúde, escolas particulares, viagens aéreas etc.

Apesar deste grande desenvolvimento, há ainda situações de extrema pobreza preocupantes como os grupos indígenas, quilombolas, pescadores e pessoas invisíveis nas cidades, moradoras de cortiços ou pequenos cômodos isolados nos fundos de residências.  São pessoas com rosto sofrido, que precisam ser retiradas do silêncio imposto pela vergonha do não ter.

A VIOLÊNCIA

A violência é um fenômeno que não para de crescer. São 50 mil mortes violentas por ano. Isso representa a oitava pior marca entre 100 nações com estatísticas confiáveis sobre o tema. O índice de assassinatos esclarecidos é baixo, o que contribui para a sensação de impunidade. Mesmo assim, mais de 500 mil brasileiros estão detidos, grande parte por tráfico de drogas, a maioria composta por jovens, negros e pobres, com poucas oportunidades de reintegração social.  O aumento da violência provocam debates como a diminuição da menoridade penal e até a aplicação da pena de morte. O comércio das drogas aumente vertiginosamente, chegando mesmo às cidades mais afastadas dos grandes centros.

A CULTURA DO DESCARTÁVEL

A Igreja no Brasil denuncia o processo social em que as pessoas são vistas apenas sob o prisma da produção e do consumo. Quando não se prestam a estas funções, são descartadas e passam a compor a massa sobrante da sociedade.

SINAIS DOS NOVOS TEMPOS

         Em contraposição à cultura do descartável, do relativismo, preconceito religioso e materialismo, encontram-se também os sinais da formação de uma nova cultura em muitos homens e mulheres, crentes ou não, que se empenham em construir uma cultura que permita uma maior realização humana, que respeite e ajude a desenvolver a plural dimensionalidade da pessoa humana, sua autonomia e abertura ao outro e a Deus. Características desta nova cultura são:

  1. Respeito à consciência de cada um; 2- abertura à diferença e multiculturalidade. 3- solidariedade como todo criado; 4- rejeição às injustiças; 4- sensibilidade para com os pobres.
  2. ESPERANÇA DIANTE DOS DESAFIOS
  3.          O Papa Francisco exortou todos os cristãos a não assumirem uma posição pessimista diante das dificuldades presentes, nem uma posição meramente reativa ou pior, de resistência e isolamento. Ele os chamou a unir forças com os homens e mulheres de boa vontade, crentes ou não, mas que desejam agir na construção do desenvolvimento humano integral. A Igreja, partindo de Jesus Cristo, propõe-se a servir, neste contexto desafiador, com uma mensagem salvadora que cura as feridas, ilumina e descortina um horizonte para além dessas realidades. Ao chegar ao coração de cada homem e de cada mulher, a Boa Nova e a esperança da Ressurreição podem mostrar-lhes quanto são animados por Deus e capazes de contribuir para uma nova e renovada humanidade.
  4. Uma parte das novas gerações, movida pela esperança e pelo desejo de construir um mundo melhor, não aceita a indiferença, a violência e a exclusão. Esse movimento busca construir sínteses novas e criativas entre razão e sensibilidade, indivíduo e comunidade, global e local.

SEGUNDA PARTE

O que os Bispos esperam de nós

         A Missão da Igreja é colocar à disposição do gênero humano as forças salvadoras que ela recebe de Cristo. Propõe salvar a pessoa humana integralmente e restaurar a sociedade humana no que se refere à sua finalidade mais autêntica: o desenvolvimento integral a partir do bem comum. Para a Igreja, a sociedade humana foi criada por um desígnio amoroso de Deus Criador e está por Ele designada a alcançar sua própria realização: a vida plena no amor por meio da participação na vida divina. A Igreja, perita em humanidades, iluminada pela Palavra de Deus, reconhece a família e a sociedade política como indispensáveis ao progresso da humanidade.

A missão específica da Igreja é de cunho religioso, e não propriamente político, econômico ou social. Ela, a Igreja, contudo não apenas colabora com a sociedade, mas também é ajudada pela sociedade. Esses dois aspectos se tornam referência tanto para a valorização das realidades terrestres – o trabalho, a ciência, a política, a economia, etc. – quanto para incentivar a inserção dos cristãos na realidade social, sendo eles próprios semeadores da Boa Nova na sociedade.

Em sua missão de anunciar o Cristo, a Igreja necessita conhecer e preparar o terreno onde lançar a semente do Evangelho. Ou seja, deve estar atenta à realidade e suas mudanças, suas inquietações e seus clamores. Para que exista a inculturação (inserção dialogal da Boa Nova na sociedade), é necessário que a Igreja leve em conta os desafios ou apelos de cada tempo e espaço.

Os novos areópagos (espaços de convivência humana) que a Igreja deve estar presente são: mundo das comunicações sociais, relações internacionais, desenvolvimento e libertação dos povos, principalmente das minorias, a promoção da mulher, do jovem, da criança, a proteção da natureza e outros.

OPÇÃO PELO SER HUMANO

E PREFERENCIALMENTE PELOS POBRES

São João XXIII, ao convocar o Concílio Vaticano II para que a Igreja pudesse compreender o mundo que a cercava naquela época, usou a expressão sinais dos tempos para mostrar a relevância dos pobres, das mulheres e dos operários na sociedade do seu tempo. Desde o Concílio Vaticano II houve transição da Igreja comprometida com o poder para uma Igreja solidária com os pobres. O Concílio indicou a necessidade de aproximar a Igreja dos pobres, não apenas no sentido da compaixão, como fizera nos séculos passados, mas também no sentido de real identificação entre Igreja e pobres. Os fiéis seguem seu Senhor que se fez pobre, não buscam glórias terrenas, mas a humildade e a abnegação.

São João Paulo II colocou a opção pelos pobres como critério do seguimento de Jesus Cristo para a Igreja (Carta Apostólica Novo Millenio Ineunte n.49). O papa Bento XVI elevou a opção pelos pobres à categoria teológica ao dizer que: “Nossa fé proclama que “Jesus Cristo é o rosto humano de Deus e o rosto divino do homem” (Documento de Aparecida (DA) n.218). Por isso, “a opção preferencial pelos pobres está implícita na fé cristológica naquele Deus que se fez pobre por nós, para nos enriquecer com sua pobreza” (DA 219). Esta opção nasce de nossa fé em Jesus Cristo, o Deus feito homem, que se fez nosso irmão (cf. Hb 2,11-12) (DA 392). O Papa Francisco propôs no início do seu pontificado o empenho por uma Igreja pobre para os pobres. E pediu, no lançamento da Campanha Mundial contra a Fome e a Pobreza, que todos os cristãos ajudem nesta Campanha liderada pela Caritas em garantir alimento para todos.

 

TERCEIRA PARTE

PARÓQUIA DE SANTO ANTONIO E NOSSA SENHORA APARECIDA

E A SOCIEDADE ITATIBENSE:

 SERVIÇO, DIÁLOGO E COOPERAÇÃO

Para a Igreja, os cristãos devem ir às raízes da pobreza social, estimulando os pobres a se conscientizarem de sua situação e a assumirem a iniciativa de sua libertação.           A dignidade da pessoa humana, o bem comum e a justiça social são os critérios que a Igreja discerne a oportunidade e o estilo de seu diálogo e de sua colaboração com a sociedade. No Brasil alguns direitos básicos ainda carecem de avanços para serem disponibilizados para toda a população: 1- direito à água limpa e potável; 2- direito à alimentação; 3- direito à moradia; 4- direito à liberdade e manifestação política; 5- direito à educação; 6- direito à manifestação religiosa publicamente.

O fundamento de todos estes direitos é o direito à vida, desde a sua concepção até o fim natural. A luta pelos direitos básicos da pessoa humana ainda não se traduziu, no Brasil, em melhorias nas condições básicas da população, sobretudo dos necessitados.

O SERVIÇO DAS DIMENSÕES CATEQUÉTICO /MISSIONÁRIO DA PARÓQUIA À SOCIEDADE

O Papa Francisco chama todos os batizados a uma conversão missionária. Em Mateus 28,19-20 Jesus Cristo pede uma Igreja em saída para testemunhar a alegria do Evangelho. Fazendo referência às pessoas que experimentam desorientação e vazio interior na sociedade que primazia o descartável, o consumismo, individualismo, o Papa Francisco pede:

1- Igreja que não tenha medo de entrar na noite destas pessoas; 2- Igreja capaz de encontrá-las em seu caminho; 3- Igreja capaz de inserir em suas conversas; 4- Igreja que saiba dialogar com aqueles que vagam sem meta, com desencanto, desilusão, até mesmo do cristianismo; 5- Igreja capaz de acompanhar o regresso a Jerusalém (felicidade).

Para o Papa Francisco trata-se de estudar os sinais dos tempos ou de ver o que Deus pede de nós.

SUGESTÕES CONCRETAS PARA AS DIMENSÕES MISSIONÁRIA E CATEQUÉTICA:

- Refletir nas famílias sobre o que edifica a vida e o que não é gerador de vida e estratégias para soluções.

- Promover momentos para exercer o discernimento a partir da Palavra de Deus acerca do que ocorre na comunidade, bairro, cidade e identificar as ameaças à vida.

- Pensar formas de contribuir para a resolução de tais situações, considerando as capacitações requeridas para as ações de enfrentamento da realidade identificada.

O SERVIÇO DA DIMENSÃO SOCIAL DA PARÓQUIA À SOCIEDADE

A Igreja Católica participa efetivamente da sociedade através das pastorais sociais que atuam junto às pessoas em situação de marginalização. Estas pastorais agem em defesa da vida e dos direitos dos necessitados.

O Papa Francisco tem feito apelo em prol daqueles que são descartados na sociedade. Ele pede que as comunidades católicas se abram a este chamado, identifiquem estes grupos no ambiente paroquial e ajam através das pastorais sociais.

Na sociedade civil encontramos muitas entidades e instituições que propõem boas iniciativas, visando atender as necessidades da população carente. A Igreja declara querer ajudar e promover todas estas instituições, na medida em que isso dependa dela e seja compatível com a sua própria missão. Este diálogo também abrange o diálogo ecumênico e inter-religioso.

SUGESTÕES CONCRETAS PARA A DIMENSÃO SOCIAL

-Repensar a própria responsabilidade em relação à sociedade em temas catequéticos como: sustentabilidade, respeito aos direitos dos outros, liberdade religiosa, educação para a solidariedade, cuidado com os bens públicos.

- Criar serviços a partir das características da paróquia e capacitação dos paroquianos (reforço escolar, biblioteca comunitária, capacitação informática, mutirões de ajuda, etc.).

- Esclarecer a comunidade sobre a importância da participação nos conselhos Paritários

- Obter informações sobre os Conselhos Paritários constituídos no Município

- Escolher e preparar pessoas na comunidade para participarem em nome da Igreja nos Conselhos Paritário (Conselhos Municipais).

O SERVIÇO DA DIMENSÃO LITÚRGICA DA PARÓQUIA

À SOCIEDADE

SUGESTÕES CONCRETAS

- A comunidade insira o tema da paz em sua liturgia e orações

- Articular com outros grupos religiosos momentos de oração pela paz em lugares simbólicos

- Conhecer realidades próximas da Comunidade que apresentem conflitos e refletir sobre soluções possíveis

- Acompanhar famílias, jovens, gangues, escolas com incidência de conflitos em vista de superá-los. Apoiar as iniciativas da sociedade organizada e de organizações não governamentais que visem a cultura da paz.

O SERVIÇO DA DIMENSÃO PARTICIPATIVA DA PARÓQUIA À SOCIEDADE PARTICIPAÇÃO NA REFORMA POLÍTICA

A reforma política proposta pela Coalizão pela Reforma Política Democrática e Eleições Limpas, da qual a Igreja também faz parte, propõe:

Proibição de financiamento de candidatos por empresas

Adoção do sistema eleitoral chamado voto transparente, proporcional em dois turnos pelo qual o eleitor inicialmente vota num programa partidário e posteriormente escolhe um dos nomes da lista ordenada no partido, com participação de seus filiados e acompanhamento da Justiça Eleitoral e do Ministério Público. A promoção da alternância de homens e mulheres nas listas de candidatos dos partidos, porque o Brasil, onde as mulheres representam 51% dos eleitores, é um país onde a representação feminina conta com apenas 9% de mulheres na política.

SUGESTÕES PRÁTICAS PARA A DIMENSÃO PARTICIPATIVA

- Que a comunidade cristã não fique alheia aos processos políticos na sociedade

- Convidar pessoas para debater, traçar metas e estratégias de mobilização em vista da contribuição à necessária reforma política.

 CONCLUSÃO

 CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2015 Solidária à Campanha Mundial Contra a Fome

          Diante dos desafios da modernidade, que fragiliza as relações sociais e desvaloriza o caráter transcendental do ser humano através da cultura do descartável, a Igreja tem uma palavra a dizer sobre isto. A vocação missionária, pautada na opção preferencial pelos pobres, leva a Igreja a ir ao encontro daqueles que ninguém precisa, que ninguém emprega, que ninguém cuida, que tem fome de comida, de justiça, de educação, de lazer, etc.

         O Papa Francisco diz: “Vocês, queridos irmãos, não tenham medo de oferecer esta contribuição da Igreja que é para o bem da sociedade inteira, de oferecer esta palavra encarnada também com o testemunho” (Encontro do Papa com o Episcopado Brasileiro durante a JMJ 2013).

         Nossa Senhora, Mãe de Deus e nossa, nos ensine a caminhar pelas estradas da vida como testemunhas do amor revelado em Jesus Cristo. Nele, como discípulos missionários, testemunhemos a beleza do Reino de Deus.

 

ORIENTAÇÃO PARA TODOS OS PAROQUIANOS

 VIVER O ADVENTO E A QUARESMA

Os tempos do Advento e da Quaresma são tempos penitenciais, convite à verdadeira conversão que deve produzir frutos (Mateus 3,8). O primeiro gesto concreto da conversão para os discípulos missionários é a participação na vida da comunidade que serve e celebra. O segundo gesto é a oferta de doação em dinheiro na coleta da solidariedade.

         A coleta da quaresma/2105 destina-se também a combater a fome no mundo por meio de uma ação promovida pela Caritas, com o lema: “Uma família humana, pão e justiça para todas as pessoas”.

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COMIPA – como formar o COMIPA conselho missionário paroquial

Publicado originalmente em Reflexões do Padre Tarcísio Spirandio:

COMO FORMAR O COMIPA NA PARÓQUIA

COMIPA é a sigla de CONSELHO MISSIONÁRIO PAROQUIAL.

A função do COMIPA é justamente o que o nome diz: avaliar o andamento da pastoral paroquial para verificar como as ações de cada grupo está sintonizada ou não com o Espírito Missionário. Afinal de contas, a Igreja existe para a Missão. Mas não é qualquer  missão. É a Missão da Trindade. Deus Pai enviou seu Filho Jesus Cristo ao mundo para nos salvar de todas as mazelas que o pecado colocou no coração humano. Depois de cumprida a sua missão, Jesus enviou seus discípulos a pregar o Evangelho. Então concedeu-nos o Espírito Santo para inspirar as ações e indicar os caminhos da Evangelização.

Toda a ação da Igreja, pois, é envolvida pelo espírito da Missão da Trindade Santíssima.

Para formar o COMIPA na Paróquia é preciso que primeiramente o responsável pelas pastorais (Padre, Diácono e…

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ANO A 2014 – Estudo do Evangelho de São Mateus

Publicado originalmente em Reflexões do Padre Tarcísio Spirandio:

EVANGELHO DE SÃO MATEUS

 

PLANO GERAL DO EVANGELHO DE MATEUS

  1. Evangelho da Infância de Jesus è1,1-2,23;  Mateus narra infância de Jesus para proclamar que Ele é o Herdeiro das promessas feitas a Abraão e a David (Genealogia), é o descendente de David anunciado pelos Profetas (1ª passagem), reúne os traços de Salomão, o sábio (2ª passagem) e de Moisés, o salvador do povo (3ª passagem). Os pagãos vêm a Ele com presentes, como o tinham anunciado os profetas (2ª passagem).
  2. Anúncio do Reino do Céu è 3,1-25,46; São Mateus mostra-nos o princípio do Reino dos Céus: Jesus é anunciado e proclamado como Filho de Deus, nas tentações cumpre a vontade do Pai como verdadeiro Filho e no sermão ensina-nos a cumprir essa mesma vontade de Deus, para podermos receber o Reino dos Céus (5, 20) e ser também filhos de Deus (5, 45). Os capítulos 8 e 9 do…

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Curso para Ministros da Palavra, leitores e salmistas

Oratória – Curso

CURSO DE FORMAÇÃO PARA O MINISTÉRIO DE LEITORES

 

 

            A arte de falar em público requer aperfeiçoamento.

            É possível trabalhar para superar o medo, os erros de leitura, os vícios de postura, a falta de comunicação.

            Precisamos ter “a Palavra” como um tesouro, que necessita de constante polimento, de lapidação.

            Sempre é bom refletir, não falamos para nós mesmos, temos um público nos ouvindo. 

            Temos a missão de passar a mensagem:  “somos comunicadores do Reino de Deus”.

            Nosso triunfo principal é quando a palavra que anunciamos atinge o coração do ouvinte e se torna “semente plantada”.

            É preciso preparação: Doutrinal (Bíblia – Igreja), espiritual, moral e preparação técnica (prática).

            Liturgia se faz com palavras e ações, gestos, ritos e símbolos.

            Liturgia se faz com sinais sensíveis.  (SC 7). 

 

A PRESENÇA DE CRISTO NA LITURGIA

“7. Para realizar tal obra, Cristo está sempre presente à sua Igreja, especialmente nas ações litúrgicas. Presente ao sacrifício da missa, na pessoa do ministro, pois quem o oferece pelo ministério dos sacerdotes é o mesmo que então se ofereceu na cruz, mas, especialmente presente sob as espécies eucarísticas.

            Presente, com sua força, nos sacramentos, pois, quando alguém batiza, é o próprio Cristo que batiza. Presente por sua palavra, pois é ele quem fala quando se lê a Escritura na Igreja. Presente, enfim, na oração e no canto da Igreja, como prometeu ‘estar no meio dos dois ou três que se reunissem em seu nome’ (Mt 18,20).

            Cristo age sempre e tão intimamente unido à Igreja, sua esposa amada, que esta glorifica perfeitamente a Deus e santifica os homens, ao invocar seu Senhor e, por seu intermédio, prestar culto ao eterno Pai.

            Com razão se considera a liturgia o exercício do sacerdócio de Cristo, em que se manifesta por sinais e se realiza a seu modo a santificação dos seres humanos, ao mesmo tempo que o corpo místico de Cristo presta culto público perfeito à sua cabeça.

            Tal celebração litúrgica, pois, como obra de Cristo sacerdote e de seu corpo, a Igreja, é ação sagrada num sentido único, não igualado em eficácia nem grau por nenhuma outra ação da Igreja”.

 

 

O QUE É LITURGIA?

 

            Para entender o que é liturgia, devemos situá-la no contexto da história da salvação, onde Cristo é o centro, e isto nós chamamos “Mistério Pascal”.

             A liturgia da Igreja torna presente a obra salvífica e redentora de Cristo, mediante sinais sagrados.

            Tudo o que o Senhor Deus realizou através dos séculos em favor da salvação da humanidade é atualizado, “Fazei isto em memória de Mim”.

            A Liturgia Divina se comunica a nós pele memória que dela fazemos. Podemos chamar a liturgia celebrada de momento histórico da salvação.

            Podemos também dizer que a liturgia bem celebrada é a melhor evangelização.

Na liturgia tudo fala de Jesus, tudo deve levar a vê-Lo, ouvi-Lo, apalpá-Lo, levar a acreditar Nele e entrar em comunhão com Ele e com o Pai (1Jo 1, 1-4).

 

            “O que era desde o princípio, o que temos ouvido, o que temos visto com os nossos olhos, o que temos contemplado e as nossas mãos tem apalpado no tocante ao Verbo da vida porque a vida se manifestou, e nós a temos visto; damos testemunho e vos anunciamos a vida eterna, que estava no Pai e que se nos manifestou o que vimos e ouvimos nós vos anunciamos, para que também vós tenhais comunhão conosco. Ora, a nossa comunhão é com o Pai e com o seu Filho Jesus Cristo. Escrevemo-vos estas coisas para que a vossa alegria seja completa” (1Jo 1, 1-4).

 

            CIC: “1097. Na liturgia da nova aliança, toda ação litúrgica, especialmente a celebração da Eucaristia e dos sacramentos, é um encontro entre Cristo e a Igreja. A assembléia litúrgica tira sua unidade da “comunhão do espírito Santo”, que congrega os filhos de Deus no único corpo de Cristo. Ela ultrapassa as afinidades humanas, raciais, culturais e sociais”.

 

“1099. O Espírito Santo e a Igreja cooperam para manifestar o Cristo e a sua obra de salvação na liturgia. Principalmente na Eucaristia, e analogicamente nos demais sacramentos, a liturgia é memorial do Mistério da Salvação. O Espírito Santo é a memória viva da Igreja”.

 

“1103. A celebração litúrgica refere-se sempre às intervenções salvíficas de Deus na história. ‘A economia da revelação concretiza-se através de acontecimentos e palavras intimamente interligadas. As palavras proclamam as obras e elucidam o mistério nelas contido’. Na liturgia da palavra o Espírito Santo “recorda” à assembléia tudo o que Cristo fez por nós”.

 

“1104. A liturgia cristã não somente recorda os acontecimentos que nos salvaram, como também os atualiza, torna-os presentes. O mistério pascal de Cristo é celebrado, não é repetido; o que se repete são as celebrações; em cada uma delas sobrevém a efusão do Espírito Santo que atualiza o único mistério”.

 

            Novo Testamento: “Eu vos exorto, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, a oferecerdes vossos corpos em sacrifício vivo, santo, agradável a Deus: é este o vosso culto espiritual. Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso espírito, para que possais discernir qual é a vontade  de Deus, o que é bom, o que lhe agrada e o que é perfeito”(Rm 12,1-2).

 

“At 2,42. Perseveravam eles na doutrina dos Apóstolos, nas reuniões em comum, na fração do pão e nas orações”. 

 

“At 4,32. A multidão dos fiéis era um só coração e uma só alma. Ninguém dizia que eram suas as coisas que possuía: mas tudo entre eles era comum”.

 

 

ESPIRITUALIDADE LITÚRGICA

 

            Existe um princípio básico em todo trabalho pastoral, “A Espiritualidade”.

            A espiritualidade é a alma de qualquer pastoral, porque por meio dela o Espírito Santo mostra o caminho e ilumina a ação.

            A espiritualidade litúrgica tem como característica ser uma espiritualidade pascal. Significa uma espiritualidade libertadora e comprometedora.

 

            LIBERTADORA: libertados do mal e do pecado e de tudo o que nos impede de chegar a Deus.

            COMPROMETEDORA: é uma espiritualidade que traz conseqüências “colocar em prática aquilo que se celebra”.

 

Alguém que recebe a vida divina precisa distribuí-la, esparramá-la, anunciá-la.

 

Quem celebra a liturgia torna-se ao mesmo tempo “canteiro e semeador”.

 

A espiritualidade litúrgica é uma espiritualidade geradora de vida, “frutifica no meio da comunidade”, “árvore boa produz bons frutos”.

 

            Você celebra e Deus se faz presente em você e através de você. “Eu vivo, mas já não sou eu, é Cristo que vive em mim; a minha vida presente, na carne, eu a vivo na fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim” (Gl 2,20).

 

“Quem se santifica passa a santificar”.

 

Deus Pai nos prestou esse grande serviço: “Ele nos deu o Filho”. A liturgia do Pai nos oferece o Filho, o Filho vive a liturgia do Pai.

 

Nosso Deus é liturgia, é a perfeição da liturgia.

 

A liturgia é fonte e ápice de toda ação da Igreja. Promover a liturgia é fazer ação pastoral, passando pelas linhas: comunitária, ministerial, catequética, missionária, ecumênica e transformadora.

 

A liturgia propõe: “A glorificação de Deus e a santificação dos homens”.

 

Fé em ato: o leitor une a Escritura à vida, se compromete com a Palavra que anuncia.

 

É necessário esmerar-se no Ministério da Palavra na Liturgia. “A Palavra de Deus é um Patrimônio Sagrado”.

 

 

A EUCARISTIA (A MISSA)

 

A missa é o maior culto que prestamos a Deus, é o culto completo. É o nosso encontro com Deus e com os irmãos.

 

Na missa Jesus é o orante principal. Jesus age pessoalmente como mediador para nossa salvação sem Jesus não existe salvação. Não há outro nome (At 4,12). Jesus é o Sumo Pontífice (nossa ponte entre o Céu e a Terra).

 

Devemos entender e participar da missa como mistério de salvação. A Eucaristia é o memorial do Senhor Jesus Ressuscitado, libertador do pecado e da morte.  “Fazei isto em memória de Mim” (Lc 22,19).

 

Memória não é só recordarmos o que Jesus disse e fez, mas é atualização do Mistério Pascal.

 

A Eucaristia une passado, presente e futuro. Jesus se torna presente sobre o Altar, enquanto esperamos sua vinda gloriosa.

 

Participar da missa é como colocarmos os pés na eternidade (embora ainda estejamos neste mundo) é sentirmos o sabor da Páscoa.

 

Lembremos que Eucaristia não é só Pão e Vinho consagrados, mas toda a celebração da Missa.

 

Certamente quem conhece, celebra, participa melhor, porque sabe que o significa cada gesto, cada oração cada rito…

 

Antes de celebrar com seus discípulos a Ceia Pascal onde instituiu a Eucaristia Jesus mandou preparar uma sala ampla e mobiliada (Lc 22,12-13). A Igreja sempre julgou dirigida a si esta ordem, estabelecendo como preparar as pessoas, os lugares, os ritos e os textos para a celebração da santíssima Eucaristia.

 

Sendo a missa por natureza de índole comunitária assumem grande importância os diálogos entre o presidente da celebração e a assembléia dos fiéis.

 

Na missa se encontra o ápice da ação pela qual Deus santifica o mundo em Cristo.

 

 

FORMAÇÃO DO LEITOR

 

Na liturgia a palavra constitui aspecto elevado. A palavra na liturgia tem uma série de implicações com ela podemos: convocar a assembléia, acolher, receber, saudar, rezar, ler, aclamar, cantar, cumprimentar, admoestar, convidar, informar, notificar, avisar.

 

Praticamente não existe celebração na liturgia cristã, onde não se proclame a Palavra de Deus.

A Palavra de Deus na liturgia é mais do que uma instrução ou informação “é presença salvífica”.

 

Deus sempre fala a mente e ao coração daqueles que o procuram. A Palavra de Deus é viva, eficaz. “Porque a Palavra de Deus é viva, eficaz, mais penetrante do que uma espada de dois gumes, e atinge até à divisão da alma e do corpo, das juntas e medulas, e discerne os pensamentos e intenções do coração” (Heb 4,12).

 

O leitor é um ministro da Palavra, está a serviço de Deus e da comunidade, deve estar consciente de está emprestando a sua voz ao próprio Deus.

 

O leitor precisa se preparar, não consegue ler corretamente nas assembléias litúrgicas quem antes não treinou, não meditou, não penetrou no texto a ser proclamado.

 

Antes de proclamar o texto o leitor deve fazer como Ezequiel.  “Filho do homem, falou-me, come o rolo que aqui está, e, em seguida vai falar à casa de Israel. Abri a boca, e ele mo fez engolir. Filho do homem, falou-me, nutre o teu corpo, enche o teu estomago com o rolo que te dou. Então o comi, e era doce na boca, como o mel.” (Ez 3,1-4).

 

É preciso que o leitor saiba o texto com antecedência e procure aprofundar sua mensagem para poder dar vida e calor a leitura.

 

É importante que o leitor acredite e viva o que anuncia. Deus pede testemunhas vivas e o leitor deve ser uma dessas testemunhas.  “Porém, como invocarão aquele em quem não tem fé?. E como crerão naquele de quem não ouviram falar?. E como ouvirão falar, se não houver quem pregue?. Logo, a fé provém da pregação e a pregação se exerce em razão da palavra de Cristo” (Rom 10,14.17).

 

O leitor pleno de Deus, o comunica a todos. Se nos assemelhamos a Cristo aqueles que nos viram ficarão pensando Nele.

 

O leitor não apenas lê, mas comunica.

 

A formação técnica do leitor também é muito importante. O leitor ao proclamar a Palavra de Deus deve fazê-lo de tal forma que todos os presentes da assembléia “ouçam e entendam”.

 

Ao se formar tecnicamente é bom que o leitor se lembre:

  • Não é aluno de teatro (ator) ou candidato a locutor de rádio ou televisão;
  • Ter o cuidado para não assumir atitude de pose;
  • De acatar com humildade as observações de seu formador ou da coordenação.

 

 

A VOZ DO LEITOR:

 

            Deve ser clara e firme. Deve acompanhar a expressar o momento vivido. A voz de pedir perdão é diferente da voz que anuncia um glória. A voz da Páscoa é alegre, a voz do perdão é sóbria. A voz do glória é animada, a voz da meditação é carinhosa. Quanto ao tom de voz podemos classificar a voz em quatro espécies:

 

  1. Voz de ouro = entusiasta, empolga, é alta e clara, leva o ouvinte a sentir pelo que anuncia (Glória, Páscoa, Aleluia).
  2. Voz de prata = é normal, descritiva, calma, carinhosa. Encaminha a meditação.
  3. Voz de bronze = é misteriosa, sólida, sinistra: é a voz do perdão, da repreensão.
  4. Voz de veludo = misto de ouro e prata, voz de amor, do entendimento, do carinho.

 

Na leitura, tudo deve ser bem pronunciado, bem articulado, observar as pausas, ponto final, exclamação, interrogação, entonação.

 

Nas pausas longas, o leitor pode e deve olhar por uns instantes para a assembléia a fim de aproximar-se dela.

 

A dicção é fundamental: o leitor deve olhar para a assembléia e dizer solenemente: “Palavra do Senhor”.

 

Postura: o leitor deve ter cuidado com a postura junto ao ambão (mesa da Palavra). Nunca ler com as mãos nos bolsos ou para traz ou na cintura.

 

Traje: devem ser decentes, discretos, cuidado com roupas muito curta, espalhafatosas, excesso de jóias.

 

Lembre-se, escândalos no trajar, podem ser um sério obstáculo para que os demais aceitem a mensagem da Palavra de Deus.

 

Não chegue atrasado, suando, afobado, com pressa, tudo isso influencia na celebração.

 

 

 

ELEMENTOS DA COMUNICAÇÃO

 

EMISSOR: é aquele que transmite a mensagem ao receptor.

MENSAGEM: é o conteúdo transmitido.

RECEPTOR: é aquele que recebe a mensagem transmitida pelo emissor.

 

 

 

 

EMPECILHOS Á BOA COMUNICAÇÃO

 

Pressa.

Achar que já sabe o que o outro vai dizer (não ouvir).

Desinteresse.

Usar palavras que o ouvinte não conhece. (linguagem técnica, profissional, gíria).

Falta de clareza nas informações.

 

 

 

CUIDADOS NA COMUNICAÇÃO

 

Nunca achar que o que está claro para mim, também está para o outro.

Fazer perguntas ou fazer com que o outro pergunte.

Tom de voz (pelo tom da voz, transmitimos agressividade ou afeto).

Não decidir em cima de dúvidas (acho que…), buscar mais dados.

Evitar muitos intermediários (precisando dar recados, escreva).

Falar só o que é verdadeiro, o que é útil, o que interessa.

Não saber ouvir.

 

 

 

VER E OBSERVAR

 

            De acordo com vários psicólogos, a fala tem um papel duplo ao determinar a personalidade. A linguagem dos outros ajuda a criança a desenvolver suas formas de pensamento e reações ao que “eles dizem”. Por outro lado, seu próprio linguajar revela aos que a cercam, o que ela quer que eles saibam. A fala é um ingrediente básico no processo de socialização, é um meio de reação da personalidade aos condicionantes externos, bem como uma forma de revelar-se a outros. Este processo reside apenas parcialmente dentro de nós, pois ele também se dá ao mesmo tempo no contexto social afetando e sendo afetado pelos julgamentos das outras pessoas.

 

Quando exercemos os nossos diversos papéis (estudante, coordenador, pais, filhos, marido, mulher, patrão ou empregado), a linguagem é o nosso principal meio de estimular os outros, de controlar as respostas dos outros e a nós mesmos.

 

            Para uma boa comunicação, mais importante que falar bem, é extremamente necessário aprender a ouvir bem e observar atentamente as coisas que nos rodeiam e discernir sobre aquilo que nos é apropriado. Desde modo, você não estará simplesmente repetindo as coisas que ouviu e viu, mas à luz de sua reflexão, transmitindo de fato o conteúdo dessas experiências. Refletir sobre o que se vê ou ouve, é principalmente desvelar o conteúdo real da experiência vivida. Assim, sua comunicação será mais clara e objetiva, facilitando o entendimento de quem o ouve.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

EXPRESSÃO CORPORAL

 

 

POSTURA

 

            Procure uma postura que ajude na comunicação sem perder a naturalidade. Evite uma postura que desvie a atenção do receptor, como excesso de movimentos, de gestos, ficar dançando, olhar fixo no infinito, para uma única pessoa, só para o papel, só para o teto ou para o chão, olhe suavemente para uma pessoa que esteja atenta ao que você está falando, do lado direito, depois ao centro e do lado esquerdo. Antes de começar a falar, acolha a assembléia com o olhar e com o sorriso. Mostre satisfação e prazer em estar ali. Isso dá e passa segurança.

 

 

 

O CORPO FALA

 

            Quando o emissor adquire a consciência de seu corpo, pode comunicar-se melhor através dele.  A postura deve ser ereta e descontraída, não coloque as mãos no bolso, nas costas ou cruzar os braços. Deve-se distribuir bem o peso do corpo sobre as duas pernas. Observe bem as pessoas para verificar se sua mensagem está sendo compreendida. Não deixe que a mensagem “negativa” de seu corpo ganhe mais importância que o conteúdo de sua fala.

 

RESPIRAÇÃO

 

            A respiração é a primeira e última relação direta que o ser humano tem com o mundo exterior. Normalmente não damos a devida importância à nossa respiração, ao menos, como ela ocorre. Esquecemos, dessa forma, que além do fornecimento de energia ao organismo e purificação do sangue, é um dos elementos básicos da comunicação oral.

 

Apesar de ser um ato inconsciente de qualquer ser vivo, o homem perde a maneira natural de respirar e acaba respirando errado. Perde toda a capacidade respiratória. Acaba tencionando e retesando o corpo, os ombros e o pescoço, dificultando a fala e a expressão.

 

            Quando praticada corretamente, a respiração:

  1. Ajuda a aliviar a tensão;
  2. Corrige alguns desvios de postura;
  3. Faz o corpo repousar, relaxar;
  4. Massageia órgãos internos;
  5. Contribui para um melhor controle do nosso corpo.

 

Não é apenas a respiração em si, aspecto importante a ser trabalhado, é essencial também observar a coordenação entre respiração e fonação.

 

      Ex.: Você fala uma oração e ainda há ar contido nos pulmões para ser expirado.

 

Ao falar uma oração e ao final dela é quase inaudível por falta de ar. Este é o caso mais comum.

Esses problemas além de ocorrerem durante uma conversação, podem ser registrados por ocasião da leitura ou da música.

 

Para uma comunicação eficiente, é indispensável observar a pontuação. Assim, uma vírgula (,), significa breve pausa, onde você deve inspirar rapidamente, a fim de dar continuidade à leitura, o ponto final (.), ponto e vírgula (;) e dois pontos (:), representam pausas mais prolongadas onde você pode efetuar um movimento de respiração completo antes de prosseguimento da leitura, ou seja:

 

            INSPIRAR – ESPIRAR – INSPIRAR = LER

 

EXERCÍCIOS:

 

  1. Respiração total: Imagine seu pulmão como um vaso, cuja base chega perto da cintura e que vai enchendo de água até em cima. Uma maneira de experimentar esta respiração é deitar de costas no chão, relaxar o corpo e respirar profundamente. Nesta posição respiramos mais naturalmente, o que pode ser observado colocando a mão sobre o diafragma e sentindo seu movimento. Seria conveniente que se treinasse para se ter uma respiração total, normalmente.

 

  1. Respiração em 4 tempos:

Inspiração: 1,2,3,4

Pausa: 1,2,3,4

Expiração: 1,2,3,4

 

  1. Os ombros: Braços ao longo do corpo. Subir um braço de cada vez, levemente. Inspirar no momento em que ele sobe até a orelha e expirar no momento em que ele desce, fazendo movimentos circulares. Quatro ou cinco vezes cada braço. Em seguida, relaxar o tronco, inclinando para a frente, soltando os braços.

 

 

RELAXAMENTO:

 

  • Pé: Erguer um pé movimente-o para frente, para trás, de lado e circular (fazer o mesmo com o outro pé).
  • Joelhos: Por as mãos no joelho, abaixar um pouco e movimentá-los para dentro e em forma circular.
  • Cabeça: movimentar lentamente para a direita, esquerda, frente, atrás, circular. Várias vezes. Inspirar quando levantar e espirar quando abaixar a cabeça.
  • Ombros: Levantar levemente o ombro direito querendo chegar até a orelha. Fazer o mesmo com o esquerdo. Elevar os dois e mantê-los elevados. Relaxar de uma vez.

 

 

VOZ

 

            Aprenda a usar a voz corretamente. Não concentre sua força, ao falar, na garganta. Não confundir gritar com falar alto. Solte sua foz naturalmente, principalmente através do canto.

 

Os exercícios vocais podem ser repetidos com freqüência. Faça do treinamento uma rotina, ainda que seja apenas alguns minutos por dia. Com os treinamentos, o resultado virá. Não basta saber a técnica, é preciso exercitá-la intensamente.

 

Pronuncie bem as silabas. Fale firme. Não engolir os “S” nos finais das palavras. Pronuncie as palavras com a parte da frente da boca (fale para fora).

 

Pronuncie o som: MMMMMMMMMMMM até vibrar a região dos lábios. Depois de vários exercícios, acrescente sucessivamente as 5 vogais, assim:

 

MMMMMMMMMMMM    AAAAAAAAAAA    MMMMMMMMMMMM    EEEEEEEEEEEE

MMMMMMMMMMMM     IIIIIIIIIIII                  MMMMMMMMMMMM    UUUUUUUUUUUUUU

 

 

Pronuncie cada vogal de modo diferente.

 

  • Com a boca aberta.
    • Com a boca entreaberta, como num leve sorriso.

I –   Com os lábios não muito aproximados.

  • Com a boca arredondada.
  • Com os lábios pontudos, mas a boca inteiramente aberta.

 

 

RITMO

 

            Para haver uma boa comunicação, é necessário ritmo, que surge da combinação de vários elementos: volume, velocidade, entonação.

 

VOLUME. De acordo com o contexto, aprenda a alterar o volume de sua voz. Quando falar para um grande público, sem microfone, projete sua voz para que atinja quem estiver sentado na última cadeira.

 

VELOCIDADE. Evite falar devagar ou depressa demais. Alterne a velocidade sempre que possível.

 

ENTONAÇÃO. É aquilo que dá vida e movimento ao discurso. Às vezes, na leitura de um texto, a entonação já vem indicada pela pontuação.

 

Ex.: Homem não chora. Homem não chora? Homem, não chora! Homem não chora! Seja homem, não chore! Homem não chora… Homem… não! Chora? Homem, não. Chora.

 

                        Pronunciar as frases abaixo procurando enfatizar a palavra grifada:

 

Deus fez o mundo em seis dias e no sétimo descansou.

Deus fez o mundo em seis dias e no sétimo descansou.

Deus fez o mundo em seis dias e no sétimo descansou.

Deus fez o mundo em seis dias e no sétimo descansou.

Deus fez o mundo em seis dias e no sétimo descansou.

Deus fez o mundo em seis dais e no sétimo descansou.

 

Observação: Com a repetição, esses exercícios produzem excelentes resultados. Eles podem ser feitos individualmente, mas quando realizados em grupo, o resultado ainda é melhor e mais rápido. Grave sua voz e pouco a pouco, vá conferindo o progresso.

 

 

 

EXERCÍCIOS DE ARTICULAÇÃO

 

1- Ler o texto de maneira lenta e pausada.

2- Ler naturalmente.

3- Ler aceleradamente, o mais rápido que conseguir, como se fosse um locutor de corrida.

4- Ler naturalmente.

 

 

CORRIDA DE CAVALOS

 

Atenção, foi dada a partida para o 5º páreo, prova especial em 1.400 metros. Excelente partida saindo todos emparelhados tomou a ponta o Alazão Lambari que vai livrando logo um corpo inteiro de vantagem para Urutau, correndo em segundo, seguido de perto por Borboleta. Tangará que já estava atrasado passa para a 3ª posição.

 

            Continua na ponta Lambari ainda com um corpo inteiro para Urutau que tenta a 1ª colocação agora junto com Borboleta que num estilo vigoroso passa já para o 2º lugar e vai alcançando Lambari que resiste ao impetuoso ataque.

 

            Borboleta avança livrando cabeça, pescoço, meio corpo e já corpo inteiro. Na frente Borboleta, a grande favorita, em 2º, Lambari, em 3º Urutau, em 4º Vagalume e em 5º Tangará. Contornam a 1ª metade da grande curva. Na ponta Borboleta que vem tinindo fortemente atacada por Lambari. Em 3º Urutau que tenta desesperadamente reconquistar a 2ª colocação. Em 4º, emparelhados, Vagalume e Tangará contornam a grande curva e entram na reta final. Urutau é agora atacado por Tangará que passa de passagem para o 3º, deixando Urutau para trás. Três animais no mesmo pleno disputando a 1ª colocação.

 

            Pequena vantagem de Lambari sobre Borboleta, violenta investida de Borboleta que consegue novamente livrar cabeça, pescoço, meio corpo e corpo inteiro, em alta velocidade, cruzam a reta final. Borboleta, uma égua que surpreendeu na sua belíssima desempenho, derrotando o Alazão, foi a grande vencedora do páreo, em 2º Lambari, em 3º Urutau, em 4º Tangará e em 5º Vagalume.

 

TRAVA-LÍNGUA

“B”

 

Bela baila boiava, boneca de bronze bailava, burlando e botando bufão, umbulesco bedeguê-guedebê da Bahia.

 

 

“T”; “TR”

 

            Tavares tratava de tomar a tatuzinho, talvez porque triturasse seu ar triste. Trancou-se triunfante quando viu tramontina tripudiando Tereza que trazia tâmaras. Carmela concentrava-se como uma cobra, quando caboclo Carolino caminhando cansado depois de seu combate na guerra do Coriolano correu para encontrá-lo. Carmela com o confeite na mão saltou de trás do pé da catuqueira na frente de Carolino que estava conturbado e não conseguia cortar o caju cristalizado. 

 

 

 

“C”

 

            Carmela – Como você não come?

            Carolino – Claro que como, como não?

            Carmela – Come senão entra em coma.

            Arolino   –  Então como correndo no canto.

            Carmela – Não comente que come coma.

            Carolino – Claro que como.

            Carolino comeu.

 

            Quem a paca cara compra, cara paca comprará.

 

            No ninho de mafagafa, tinham sete mafagafinhos. Quando a mafagafa canta, cantam os sete mafagafinhos.

            No ninho de mafagafa, tinham sete mafagafinhos. Quem desmafagafa a mafagafa, bom desmafagafador será.

 

            Chico chutou a chave da chácara. A chave caiu. Chico chorou porque a chave perdeu. Não chore Chico, a chave achei. Estava no chão, perto do cocho quando cheguei.

 

            Vozes veladas, veludosas vozes; volúpia de violões, vozes veladas, vagam nos velhos vórtices velozes dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas.

 

 

TREINAMENTO PARA OBTER FÔLEGO: CAFÉ COM PÃO

 

Tentar falar este texto usando todo o ar que inspirou. Quanto menos inspirações você der, mais fôlego estará desenvolvendo.

 

            CAFÉ COM PÃO / CAFÉ COM PÃO / CAFÉ COM PÃO

 

Que foi com isso maquinista / agora sim / agora sim / café com pão / agora sim / agora sim / agora sim / café com pão.

 

Voa fumaça / corre cerca / ai seu foguista / bota fogo / na fornalha / que eu preciso / muita força / muita força / foge bicho / foge povo!

 

Passa ponte / passa poste / passa pasto / passa boi / passa boiada / passa galho / de ingazeira / debruçada / no riacho / que vontade / de cantar!

 

Quando me prenderam / no canaviá / xada pé de cana / era um oficiá / menina bonita / do vestido verde / me dá tua mão / vem me segurar!

 

Vou mimbora / vou mimbora / não gosto daqui / nasci no sertão / sou de Ouricuri / vou depressa / vou correndo / vou na toda / que só levo / pouca gente / pouca gente / pouca gente.

 

 

            “O SEGREDO DO SUCESSO É O TREINAMENTO”!

 

Repita várias vezes, até conseguir falar todo o texto num só fôlego!

 

Exercícios de articulação. Inicialmente pronunciar estas seqüências com calma. Em seguida, variar a velocidade e a tonalidade.

 

ZAS  XAS  VAS  VRAS  TAS  TRAS   SAS            RAS  QUIAS  PAS  PRAS  NAS  MAS  LAS  JAS  GAS  GRAS  FAS  FRAS  DAS  DRAS  CAS  CRAS  BAS   BRÁS 

 

ZES  XES  VES  VRES  TES  TRES  SES  RES  GUES  PES  PRES  NES  MES  LES  JES  GUES  GRES  FES  FRES  DES  DRES  QUES  CRES  BES  BRES

 

ZIS  XIS  VIS  VRIS  TIS  TRIS  SIS   RIS  QUIS  PIS  PRIS  NIS  MIS  LIS  JIS  GUIS  GRIS  FIS  FRIS  DIS  DRIS  QUIS  CRIS  BIS  BRIS

 

ZOS  XOS  VOS  VROS  TOS  TROS  SOS  ROS  QUOS  POS  PROS  NOS  MOS  LOS  JOS  GUOS  GROS  FOS  FROS  DOS  DROS  QUOS  CROS  BOS  BROS

 

ZUS  XUS  VUS  VRUS  TUS  TRUS  SUS  RUS  CUS  PUS  PRUS  NUS  MUS  LUS  JUS  GUS  GRUS  FUS  FRUS  DUS  DRUS  CRUS  BUS  BRUS

 

 

 ZAR  XAR  VAR  VRAR TAR  TRAR   SAR          RAR  QUIAR  PAR  PRAR  NAR  MAR  LAR  JAR  GAR  GRAR  FAR  FRAR  DAR  DRAR  CAR  CRAR  BAR   BRAR

 

 

ZER  XER  VER  VRER TER  TRER   SER            RER  QUIER  PER  PRER  NER  MER  LER  JER  GER  GRER  FER  FRER  DER  DRER  CER  CRER  BER   BRER

 

 

ZIR  XIR  VIR  VRIR TIR  TRIR   SIR           RIR  QUIR  PIR  PRIR  NIR  MIR  LIR  JIR  GIR  GRIR  FIR  FRIR  DIR  DRIR  CIR  CRIR  BIR   BRIR

 

 

ZOR  XOR  VOR  VROR TOR  TROR   SOR         ROR  QUOR  POR  PROR  NOR  MOR  LOR  JOR  GOR  GROR  FOR  FROR  DOR  DROR  COR  CROR  BOR   BROR

 

 

ZUR  XUR  VUR  VRUR TUR  TRUR   SUR           RUR  QUR  PUR  PRUR  NUR  MUR  LUR  JUR  GUR  GRUR  FUR  FRUR  DUR  DRUR  CUR  CRUR  BUR   BRUR

 

 

 

ORIENTAÇÕES PARA SE FAZER UMA BOA LEITURA

 

            O ministério de Leitor é um dos mais importantes na celebração eucarística. Antes de tudo, é bom, lembrar que é um ministério, isto é, um serviço à Igreja. Ao proclamar a Palavra de Deus, você não é um simples repetidor de palavras, mas é transmissor de uma mensagem de vida. Você torna-se um instrumento que Deus usa para comunicar-se com as pessoas que estão ali, celebrando. Você empresta sua boca, voz e todo o seu ser para que a mensagem de Deus possa chegar àquelas pessoas. Já imaginou? Quando você diz “Palavra do Senhor”. A leitura será tanto mais bem feita quanto melhor você deixar Deus falar por você.

 

Procure tratar com muito respeito o livro santo da Palavra de Deus e tê-lo com fé e alegria. Você é um verdadeiro profeta e evangelizador.

 

            Nervos – Mais ou menos todo mundo tem. O que fazer? Prepare bem, respire antes de começar, encoste a mão na estante para não tremer. O nervosismo só desaparece com o tempo. Mas perder o nervo ainda não quer dizer que a leitura melhora. Se você entrar em pânico, respire devagar e fundo. “Calma e caldo de galinha não fazem mal a ninguém”.

 

            Ler o texto antes – Leia antes o texto em voz alta e várias vezes, ouvindo a própria voz. Assim, você entenderá bem o seu sentido e poderá dar a devida entonação a cada frase. Saber com antecedência quais deve ressaltar, onde estão os pontos, as vírgulas, em quais palavras poderá equivocar-se. Eventualmente, marque intervalos, respiração, palavras difíceis, acentos… A única maneira de aprender a ler bem é ensaiar, de preferência ouvindo a si mesmo num gravador. Você deve entender o que está lendo. Se nem você entender… e o povo, percebe!.

 

            Convicção – O fundamental para uma boa leitura é a convicção. O leitor precisa passar a convicção de que acredita naquilo que está lendo. Para isso, ele precisa rezar o texto antes. Se quiser, faça antes esta oração: “Senhor, tome conta de mim, para que eu seja um instrumento seu na transmissão de sua Palavra viva. Nossa Senhora Aparecida, fique ao meu lado. Amém”.

 

            Ao aproximar-se do ambão – Faça-o com respeito e calma, caminhando lentamente e sem chamar a atenção para si. Se passar pela frente do altar, faça reverência a ele. É importante a maneira como você se veste para esse ministério. Faça tudo com humildade. Você não vai lá para se projetar.

 

            Postura digna – Quando você está diante do ambão, tome cuidado com a posição do corpo. Não se trata de ficar rígido como uma estátua, mas também você não deve ler, por exemplo, com a mão no bolso. Se você faz gestos fora, diferente, vai distrair a assembléia. É o que a gente chama de “ruído” litúrgico. Evite coçar o nariz. Se o pé está doendo, deixe doer. Se não houver ambão, escolha um lugar bem visível. Não se esconda.

 

            Observe a acústica – Dependendo da acústica da igreja, o som ressoa muito alto e confuso. Faz eco.  Para que todos entendam, leia devagar e pausadamente.

 

            O bom uso do microfone – Logo ao chegar, verifique com calma se seu microfone está ligado (a chavinha deve estar para cima). Segure o microfone uns cinco centímetros abaixo da boca. Não na frente da boca, para não sair o ruído do sopro e não encostar o microfone na boca. Regule o microfone antes da celebração.  Nunca bata nem sopre no microfone para experimentar. Use somente a voz para testar. Se o microfone parar de funcionar, continue normalmente a leitura, apenas fale mais alto.

 

            Leia com boa velocidade – Não leia rápido demais. Se a sua dicção for diferente, será ainda mais grave, já que dificilmente alguém conseguirá entendê-lo. Também não leia muito lentamente, com pausas prolongadas, para não entediar os ouvintes. O principal defeito dos leitores é de ler muito depressa. Se pronunciarmos bem, a pessoa pode entender tudo, mas a leitura não penetrará. Devemos, portanto, evitar aquele tipo de leitor que vai depressa ao ambão, começa sem olhar para o povo, lê depressa e volta mais depressa ainda para a cadeira. Ao chegar ao ambão, respire bem antes de começar a ler, contemple a assembléia e a acolha com o olhar e com um suave sorriso.

 

            Pronuncie bem as palavras – Pronuncie completamente todas as palavras. Principalmente não omita a pronúncia dos “s” e “r” finais e dos “i” intermediários. Por exemplo: fale primeiro, janeiro, terceiro, precisar, trazer, levamos, e não janero, tercero, precisa, traze, levamo… Pronunciando todos os sons corretamente, a mensagem será melhor compreendida pelos ouvintes e haverá maior valorização da imagem de quem lê. Faça exercícios para melhorar a dicção lendo qualquer texto com o dedo (ou rolha) entre os dentes e procurando falar de forma mais clara possível.

 

            Leia com boa intensidade – Se ler muito baixo, as pessoas que estiverem distantes não entenderão as palavras e deixarão de prestar atenção. Também não deverá ler muito alto porque, além de se cansar rapidamente, poderá irritar os ouvintes. Leia numa altura adequada para cada ambiente ou serviço de som. Nunca deixe, entretanto, de ler com entusiasmo e vibração. Se não demonstrar interesse por aquilo que transmite, não conseguirá também interessar os ouvintes.

 

            Leia com bom ritmo – Alterne a altura e a velocidade da leitura para construir um ritmo agradável de comunicação. Quem lê com velocidade e altura constantes acaba por desinteressar os ouvintes, pela maneira “descolorada” com que se apresenta.

 

            Expressividade – Colocar expressão e sentimento na leitura. Observe que o tom de voz é diferente quando se está narrando alguma coisa e quando se está pronunciando a palavra de alguém.  Por exemplo, ao ler Lc 10, 38-42, a assembléia deve sentir a afobação de Marta e a serenidade de Jesus. Leia de acordo com o tipo de texto: poesia, comentário, história, oração, salmo… A leitura deve ter ritmo! Mais que ler, procure proclamar a Palavra de Deus.

 

            Olhar para o povo – Os olhos não devem estar o tempo todo fixos no livro, mas de vez em quando, levantá-los e dirigi-los com tranqüilidade aos que o(a) escutam. Em missa transmitida pela TV, esse olhar deve ser dirigido ao povo e à câmara que está transmitindo. Isso prende a atenção dos ouvintes e ajuda-os a destacar as frases mais importantes. Olhar os ouvintes em uma frase importante fá-los penetrar mais. Além disso, ajuda o clima da leitura, faça uma pausa, fite as pessoas para então dizer: “Palavra do Senhor”. E não saia do ambão antes da resposta do povo.

 

            O começo da leitura – Você começa dizendo: “Leitura dos Atos dos Apóstolos”. Não precisa dizer Capitulo e Versículos. 

 

LEITURA NA LITURGIA

 

  • O Leitor é o porta-voz de Deus e ministro da Igreja;
  • O Leitor integra uma equipe de Celebração e “mastiga” a Palavra;
  • Ler é para si, em silêncio e proclamar é para os outros;
  • O Leitor personaliza o texto e proclama a Palavra na sua interpretação;
  • Evitar proclamação teatral (falsa), impessoal e monótona;
  • Ler olhando para a assembléia, com ritmo, expressão e ênfase;
  • Tenha o mínimo de técnica, dicção, articulação, pausa e ritmo.

 

 

 

DICÇÃO: Pronunciar com clareza e precisão.

 

ARTICULAÇÃO: Pronúncia nítida da silaba, consoantes e vogais.

 

ACENTUAÇÃO: Levantar ou abaixar a voz para dar maior sentido à palavra ou frase.

 

ENTONAÇÃO: Subindo ou descendo para dar ênfase à idéia.

 

PAUSA: É o intervalo de uma palavra à outra para dar sentido ou para respirar, conforme a acentuação gráfica.

 

RITMO: É a velocidade com que se lê. Cria interesse, chama a atenção ou dispersa os ouvintes.

 

Observações: Pronunciar 150 palavras por minuto está muito rápido. Pronunciar 130 palavras por minuto, está devagar. O ideal está em pronunciar por volta de 140 palavras por minuto. Cada um deve criar o seu ritmo ideal.

 

Calma e dignidade sempre… Exemplos: texto errado, barulho de avião, falta de energia, coroinha que cai no fio do microfone, erro de leitura, espirro, chora de crianças…

 

 

 

DICAS DE BOA EDUCAÇÃO VOCAL

 

(Serviço à Pastoral da Comunicação).

 

  • Tomar pelo menos 8 copos de água diariamente;
  • Não respirar de boca aberta se o ambiente for úmido, com mofo;
  • O nariz tem função de purificar o ar. Sempre que não estiver falando, respire pelo nariz;
  • Não sair com voz aquecida na friagem (se fizer, usar cachecol e não respirar pela boca);
  • Tomar cuidado com gelado, ele baixa a resistência do corpo;
  • Doces e derivados de mel fazem salivar muito;
  • Chá, sem açúcar, é uma boa opção;
  • Inimigos da voz: Chocolate, café e fumo;
  • Maçã é ótimo para cortar a salivação excessiva;
  • Gengibre é uma boa opção ou chá de menta, antes de ir dormir. Não sair na friagem após tomar estes produtos;
  • Cansaço físico (estafa) afeta a voz. O repouso vocal é importante, usar ressonância;
  • Não sussurrar (é o mesmo que falar alto). Para sussurrar é preciso usar ressonância baixa;
  • Usar taponagem (batidas leves para soltar o catarro, melhor nas costas) e inalação quando estiver com o peito cheio de catarro;
  • Sauna é ótimo;
  • Quando acordamos, nosso corpo está em estado basal, portanto é preciso diminuir o esforço vocal. Quanto mais frouxa a garganta, mais a voz fica densa. Quando se usa tencionar a garganta, a voz afina. Não gritar ao acordar;
  • Não gritar em ambiente ruidoso.

 

 

 

                                                           FONTES DE CONSULTA:

 

  • A Missa Parte por Parte – Pe. Luiz Cechinato
  • Animação da Vida Litúrgica no Brasil – CNBB – 43
  • Curso de Liturgia – Pe Joãozinho
  • Catecismo da Igreja Católica
  • Preparação para Leitor – Escola Diaconal Santo Antonio

 

 

Jamais se dê por vencido!

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fa fa mi humilha

Publicado originalmente em Reflexões do Padre Tarcísio Spirandio:

Casa, casinha,  Casarão

Tanto faz

Nada na linha do coração

Pranto sem paz

Irmão irmã pai mãe

Decepção hoje amanhã

Uma flor no jardim dos mortos

Uma vaga lembrança 

Caminhos tortos

 Vida sem esperança

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fa fa mi humilha

Casa, casinha,  Casarão

Tanto faz

Nada na linha do coração

Pranto sem paz

Irmão irmã pai mãe

Decepção hoje amanhã

Uma flor no jardim dos mortos

Uma vaga lembrança 

Caminhos tortos

 Vida sem esperança

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COPA 2014 / BRASIL X ALEMANHA =UMA LIÇÃO IMPORTANTE

COPA 2014 / BRASIL X ALEMANHA =UMA LIÇÃO IMPORTANTE

De tudo o que acontece na vida temos que tirar uma lição.Quanto à derrota do Brasil para a Alemanha (7 Alemanha; 1 Brasil), podemos tirar as seguintes lições:

1- O Brasil se apoia sempre em figurões ou estrelas. Neimar e Tiago Silva eram os figurões da seleção. Os que jogaram sem eles, sentiram-se órfãos. Precisamos aprender a explorar a capacidade de cada integrante do grupo, mesmo que não existam figurões.
2- O Brasil ainda acredita na força individual. Precisamos aprender a trabalhar em equipe.
3- O Brasil ainda acredita que pessoas valorizadas de fora é que são força real. Por isso são convocados jogadores que atuam nos times do exterior. Está na hora de formar uma equipe nativa, que vista a camisa do Brasil

Enfim, perder talvez tenha sido melhor que até mesmo ganhar a copa. Assim tiramos estas lições que não nos seriam apresentadas com a vitória.
Na política o Brasil ainda acredita em candidatos salvadores da pátria e não numa equipe partidária.
Na economia acredita-se mais em empresários iluminados que em trabalhadores eficazes, que fazem uma empresa caminhar com força;

Quem sabe na próxima copa o Brasil ganhe, mas com o resultado provindo de um trabalho de uma equipe e não de figurões do futebol

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