ANO A 2014 – Estudo do Evangelho de São Mateus

EVANGELHO DE SÃO MATEUS

 

PLANO GERAL DO EVANGELHO DE MATEUS

  1. Evangelho da Infância de Jesus è1,1-2,23;  Mateus narra infância de Jesus para proclamar que Ele é o Herdeiro das promessas feitas a Abraão e a David (Genealogia), é o descendente de David anunciado pelos Profetas (1ª passagem), reúne os traços de Salomão, o sábio (2ª passagem) e de Moisés, o salvador do povo (3ª passagem). Os pagãos vêm a Ele com presentes, como o tinham anunciado os profetas (2ª passagem).
  2. Anúncio do Reino do Céu è 3,1-25,46; São Mateus mostra-nos o princípio do Reino dos Céus: Jesus é anunciado e proclamado como Filho de Deus, nas tentações cumpre a vontade do Pai como verdadeiro Filho e no sermão ensina-nos a cumprir essa mesma vontade de Deus, para podermos receber o Reino dos Céus (5, 20) e ser também filhos de Deus (5, 45). Os capítulos 8 e 9 do Evangelho mostra o poder do Reino dos Céus; Cristo é Aquele que tem esse poder e demonstra-o fazendo milagres e perdoando os pecados, no mesmo tempo que expulsa os demônios; mas logo a seguir, transmite este poder aos Doze, de modo que esse poder se perpetue na Igreja.
  3. Paixão e Ressurreição de Jesus è 26,1-28,20.

 

Mateus apresenta Jesus como o Filho de David, o herdeiro do Reino (2 Samuel 7, 12-14), e também como o Emanuel (“Deus conosco”), da profecia de Isaías (7, 14). No entanto, o título que mais lhe interessa é o de Filho de Deus. A imagem de Cristo apresentada por Mateus é a do enviado de Deus, na qual se vão cumprir todas as expectativas do Antigo Testamento. Cristo é a realização de tudo o que fala o Antigo Testamento; dito de outra maneira, Mateus contempla todos os personagens do Antigo Testamento como figuras de Cristo, enquanto que Cristo é a realidade, na qual tudo se cumpre. É como se tudo o que dizia a Sagrada Escritura até então, fosse algo vazio que agora se enche, ou como um desenho que agora tem de se terminar de pintar.

Mateus fala frequentemente do “Reino de Deus”, ou do “Reino dos Céus”, dando preferência a esta última expressão, sem fazer aparentemente distinção entre as duas formas. Os outros evangelistas, ao contrário, usam mais a primeira. É notável a frequência com que Mateus se refere ao Reino: enquanto Mateus refere-o 50 vezes, Marcos refere-o somente 14 e Lucas 39.

Deve-se recordar que a “Boa Nova” consiste em Deus que vem reinar sobre o seu povo. O Reino dos Céus não é algo que está exclusivamente do outro lado (no Céu), mas sim, que vem a este mundo: Deus vem exercer a sua função de Rei, transformando tudo, tanto o mundo, como os homens. O Reino dos Céus vem a este mundo, começa a ganhar forma na terra, e terá a sua consumação nos Céus. São Mateus preocupa-se em mostrar que a boa nova da chegada do Reino dos Céus dá-se na pessoa de Jesus Cristo. O Reino dos Céus anunciado e preparado no Antigo Testamento já está presente em nós, porque Jesus é o cumprimento de todas as profecias. Jesus forma uma comunidade, na qual se começam a manifestar os sinais da presença do Reino. São Mateus é o único evangelista que dá o nome de “Igreja” a esta comunidade (Mateus 16, 18).

 

DETALHES DO EVANGELHO DE MATEUS

Autor: Mateus significa “dom de Deus” (Matatias, no hebraico) é um dos Doze Apóstolos. Foi chamado enquanto estava sentado na sua banca, pois era cobrador de impostos (9,9). Depois do chamado ofereceu um almoço para Jesus e seu grupo (9,10-13). É o mesmo Levi de Lc 5,27 e era filho de Alfeu (Mc 2,14).

Local e data: Na Bíblia, é o primeiro Livro do NT (é o mais longo dos quatro Evangelhos). A maioria dos autores hoje concorda que foi escrito no norte da Galiléia; outros afirmam que foi na Síria (Antioquia). Foi escrito primeiro em hebraico ou aramaico. Não temos mais o original. A data deve ter sido por volta dos anos 80-90 dC. Seguramente depois que os romanos destruíram o Templo no ano 70, e quando os cristãos já não podiam mais freqüentar as sinagogas dos judeus.

Objetivo: O objetivo principal deste Evangelho é que Mateus quer responder a duas perguntas, que com certeza os cristãos se colocavam depois da vida, morte e ressurreição de Jesus:

- Quem é Jesus? (conhecer). Jesus é o Emanuel, o Deus conosco, o Filho de Deus!;

- Como seguir Jesus Cristo? (fazer o que Ele mandou). Mateus mesmo dá o exemplo. Jesus o chama: Segue-me! E ele, levantando-se, o seguiu! (cf. 9,9).

Destinatários: Mateus escreve para os judeus que se converteram ao cristianismo, por isso utiliza muito o AT e usa muitos termos hebraicos. Mas a mensagem de Jesus é universal e por isso o Evangelho termina afirmando: “fazei que todas as nações se tomem discípulos meus... (28,19).

 

CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS DO EVANGELHO DE MATEUS

1. A certeza que Jesus é Deus presente no meio de nós: no início, meio e final:

- 1,23: “Ele será chamado pelo nome de Emanuel, que quer dizer: Deus está conosco”;

- 18,20: “Onde dois ou mais estiverem reunidos em meu nome, eu estarei no meio de deles”;

- 28,20: “Eis que estarei convosco todos os dias, até a consumação dos séculos”.

2. É o Evangelho do Pai:

Enquanto que em Marcos Jesus aparece mais e é mais cristológico; em Lucas é o Espírito Santo que tem uma função especial; em Mateus é a primeira pessoa da Santíssima Trindade que tem destaque. Numerosas são as vezes em que Jesus fala de Deus como do Pai nosso (21 vezes contra 5 de Lucas); o seu Pai (18 vezes, contra 6 de Lc e 3 de Mc). Passagens interessantes são: 10,29 (cf. Lc 12,6); 10,20 (cf. Lc 12,12); 20,23 (cf. Mc 10,40). Algumas parábolas, que se encontram exclusivamente em Mateus, são verdadeiras parábolas do “Pai”: a parábola do servo infiel (18,23-35, cf. v. 35), a parábola dos trabalhadores na vinha (20,1-12), a parábola das bodas reais (22,1-14; cf. Lc 14,16-24), a parábola dos dois filhos (21,28-31), a parábola do joio e do trigo (13,24-30; cf v.27).

3. É o Evangelho da Justiça (3,15; 5,6; 10,20; 6,1.33; 21,32, etc):

- Jesus nasce no ambiente de um homem justo (1,19);

- As primeiras palavras de Jesus neste Evangelho são: “deixe como está, pois convém que cumpramos toda a justiça” (3,15);

- A busca fundamental nossa deve ser “o reino dos céus e sua justiça” (6,33);

- O julgamento de Deus será pela justiça e misericórdia que praticamos (25,31-46).

- O tema da “recompensa” aparece muitas vezes.

4. O projeto que Jesus anuncia é uma Boa Notícia, chamado de Reino dos Céus:

- O tema do Reino “dos céus” (ou “de Deus” – 5 vezes) aparece 54 vezes no Evangelho;

- Mateus prefere usar “reino dos céus”, para evitar a expressão “reino de Deus”, pois os judeus, por respeito, evitavam pronunciar o nome de Deus (YHWH – Javé).

5. A valorização da história e do Antigo Testamento:

- Jesus nasce da descendência do povo hebreu. São 14 vezes três gerações (1,17). 14 é a soma das consoantes hebraicas do nome David dwd (4 + 6 + 4 = 14). Jesus é três vezes Davi;

- Várias vezes encontramos “para se cumprir as Escrituras”, ou “o que foi dito pelos Profetas”; ou “também está escrito”; ou “ouviste o que foi dito aos antigos”, etc.

6. As mulheres:

- Na genealogia de Jesus aparecem 5 mulheres. Isso era incomum no ambiente judaico. Todas têm problemas: Tamar que perdeu o marido e se fez passar por prostituta (Gn 38); Raab é prostituta (Js 2,1-21); Rute é moabita, isto é, uma estrangeira (Rt 1,4); Betsabéia era mulher de Urias, que Davi mandou matar para ficar com ela (2Sm 11 e 12); e Maria, que ainda não era casada com José;

- É uma mulher que unge Jesus e prepara seu corpo para a sepultura (26,6-13);

- As mulheres são o grupo que é fiel até o fim (27,55-56.61) e são as primeiras as receberem a boa notícia da ressurreição de Jesus e serão as primeiras anunciadoras de que Jesus está vivo (28,1-10);

- Porém, a infância de Jesus é contada na ótica de José e não de Maria, como em Lucas.

7. Aparecem fortes conflitos com os judeus, principalmente com os fariseus:

O Evangelho foi escrito depois da destruição de Jerusalém e do templo (70 dC). Era um momento de ruptura entre judeus e cristãos. Era o tempo da reestruturação do judaísmo formativo. Os cristãos nesta época eram expulsos das sinagogas, por isso Mateus fala das “suas/vossas sinagogas” ou “sinagogas deles” (4,23; 9,35; 10,17; 12,9; 13,54; 23,34).

8. Evangelho das Bem-aventuranças (Mt 5,1-12):

- São 7 ou 9, depende de como são contadas;

- A recompensa na primeira (aos pobres) e na sétima (aos perseguidos pela justiça) a promessa é no presente “deles é o reino dos céus”. As demais são no futuro: herdarão a terra; serão saciados…;

- Diferente de Lucas, os “Ai de vós” não vêm em seguida aos “felizes / bem-aventurados vós”.

Eles aparecem no capítulo 23;

- Deus quer o povo feliz! E essa felicidade começa logo para quem entra no Reino;

- Pessoas pobres, doentes, endemoninhadas, famintas, cegas, desempregadas, crianças, mulheres, multidões… Este é o povo que Jesus encontra e são as privilegiadas no anúncio do Reino.

9. Mateus utiliza muitos números:

Mateus usa muito os números, sobretudo 3, 5, 7 e 10. Ex.: narra 3 tentações de Jesus; 3 “quando…” (6,2.5.16); 3 súplicas no monte das Oliveiras; temos 3 negações de Pedro; 3 séries de 14 (7 x 2) gerações na genealogia de Jesus. Encontramos 7 discursos de Jesus, 7 parábolas sobre o Reino;

- O Evangelho está organizado em 5 livrinhos (igual ao Pentateuco, no AT);

- Devemos perdoar não 7 vezes, mas setenta vezes sete, isto é, infinitamente;

- Encontramos em Mateus 10 milagres (igual às 10 pragas ou aos 10 Mandamentos no AT).

10. Jesus é o novo Moisés:

- A matança dos meninos (2,13-18) recorda um fato semelhante com Moisés (Ex 1,15-22);

- Jesus é maior que Moisés, pois Ele cumpre toda a Lei (5,17) e lhe dá uma nova interpretação (5,21-48; 19,3-9.16-21);

- Várias vezes, Jesus sobe à montanha. Esta era o lugar privilegiado para o encontro com Deus. Jesus sobe à Montanha (5,1), assim como Moisés foi ao Sinai. O sermão na Montanha (5-7) e o envio dos Apóstolos pelo mundo (28,16-20) lembram as tábuas da Lei dadas a Moisés no Monte Sinai;

11. O verbo “ver”:

- Jesus “viu” os primeiros Apóstolos (4,18.21); “viu” Mateus (9,9); “viu” as multidões (5,1; 8,18; 9,36); “viu” a sogra de Pedro de cama (8,14); “viu” a mulher doente (8,22); etc…

12. É o Evangelho da Igreja:

- Duas vezes aparece a palavra ekklesía: Igreja / Assembléia (16,18; 18,17);

- Mateus procura corrigir certos problemas da comunidade: o perdão aos que erram, o bom comportamento (parábola do semeador, todo o capítulo 18, a questão da autoridade, o perdão etc.);

- Ele quer demonstrar que os cristãos são o novo Povo de Deus e a Igreja é o verdadeiro Israel;

- O batismo substitui a circuncisão. É o novo sinal de pertença ao povo de Deus;

- Foi o Evangelho mais usado na Igreja primitiva. Seu estilo é de Catequese.

BIBLIOGRAFIA: – CNBB Ele está no meio de nós, Paulus (1998, São Paulo)

- MOSCONI, L. O Evangelho de Mateus CEBI (1990, São Leopoldo)

- STORNIOLO, I. Como ler o Evangelho de Mateus, Paulus (1990, São Paulo)

- Introdução ao Evangelho de Mateus da Bíblia de Jerusalém, Edição Pastoral e Bíblia do Peregrino.

* Neste texto, todas as citações onde não aparece o nome do livro da Bíblia, são do Evangelho de Mateus.

 

Frei Ildo Perondi – ildo@sercomtel.com.br

 

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Leitura rápida documento 104 CNBB – Comunidades de Comunidades: uma nova paróquia

PARÓQUIA DE SANTO ANTONIO E NOSSA SENHORA APARECIDA – ITATIBA – SP/2013

síntese do documento 104 – CNBB – COMUNIDADE DE COMUNIDADES: UMA NOVA PARÓQUIA

 

A nova paróquia, descrita no documento 104 da CNBB, é aquela que se abre para o enfrentamento dos desafios do século XXI e assume como modelo a ação de Jesus Cristo: proclamar o ano da graça do Senhor (Lc 4,18- 19). Ao redor de Jesus surge uma comunidade onde há igualdade entre homem e mulher, portanto, sem discriminação, e, principalmente, há partilha dos bens.  Jesus fazia missão nas casas: Ao enviar os discípulos, deu-lhes a missão de entrar nas casas do povo e levar a paz (cf. Mt 10,12- 14). Para esta missão, O Espírito Santo concede diversos carismas que acompanham o verdadeiro anúncio evangélico para toda a comunidade cristã:  1) o ensinamento dos apóstolos: ( 1Ts 2,13);   2) a comunhão: ( At 2,44- 45; 4,32; 34- 35); 3) a fração do pão (eucaristia): (Jo 6,11); 4) as orações: (At 5,12b).

A comunidade cristã caminha rumo à Pátria Trinitária ( Fl 3,20). ( 2Pd 3,13). Porém, não vive no espiritualismo descompromissado com a realidade Os olhos cristãos se voltam para a Jerusalém Celeste, mas procura plenificar a graça da Trindade desde agora no mundo, buscando a realização do Reino da Justiça e da vida em abundância para todos (cf. Mt 25,33-44; 1Cor 15,28; Ef 1,10).

No início havia a IGREJA DOMÉSTICA – os cristãos se reuniam nas casas – e nas residências os fiéis professavam a fé, ouviam e celebravam a Palavra, viviam a caridade e oravam a partir de tudo que Jesus ensinou. O surgimento das PARÓQUIAS acontece mais tarde, quando, com o aumento do número dos membros das comunidades, as casas já não comportavam mais as celebrações. As celebrações nos templos tornaram as assembleias cristãs anônimas, com relações frias e distantes, realidade que persiste até os dias de hoje.  Nos dias atuais é urgente a formação de comunidades que propiciem uma real experiência de comunhão com Cristo. O desafio da Igreja é recuperar a fraternidade da Igreja nas casas, pois, relações frias, não criam sentimento de pertença.

Além das relações distantes, há paróquias que concentram as atividades principais na liturgia sacramental e nas devoções, sem preocupação social. Falta-lhes um plano pastoral e os leigos não tomam decisões e nem assumam compromissos. O padre é quem planeja e comanda tudo sozinho. Para superar esta realidade, e que surja uma nova Paróquia, é preciso que a evangelização contemple três dimensões.

1.EVANGELIZAR A PESSOA – Nos dias atuais Muitos vivem sua religiosidade frequentando templos sem nenhuma ligação de fraternidade.      2.EVANGELIZAR A COMUNIDADE – a renovação paroquial depende muito de uma conversão profunda das pessoas e das comunidades para o modelo da ação de Cristo,  3.EVANGELIZAR A SOCIEDADE – Os índices de pobreza e miséria continuam a desafiar qualquer consciência tranquila. A Igreja há de se orientar por valores baseados numa sociedade onde a civilização do amor encontre seu espaço e novas oportunidades. Outro desafio é o aumento do número daqueles que se declaram sem religião, Está em crise o engajamento na paróquia. Para que surja a Nova Paróquia é preciso que os cristãos – a)  Vivam da Palavra – (múnus profético)  a catequese centrada na Palavra de Deus.   b) Vivam da Eucaristia – (múnus sacerdotal) valorizar mais o domingo, redescobrir a beleza da fé que vence o individualismo,   c) Vivam na caridade – (múnus real)  O amor ao próximo exige que os cristãos olhem para aqueles que vivem em condições de vulnerabilidade (situação de risco),

A Nova Paróquia necessita da conversão pessoal e comunitária e que a alegria seja a característica dos que vivem em torno da Palavra de Deus. Através da conversão pastoral, provocada pela Palavra, será possível deixar de praticar a pastoral de manutenção e realizar a pastoral missionária. Principalmente, a Nova Paróquia dependerá de Padres e Bispos chamados a estimular e apoiar a revitalização das Paróquias e suas respectivas comunidades. A renovação paroquial exige que Padres e Bispos estimulem a participação ativa dos leigos da paróquia através da constituição dos diversos Conselhos de Pastoral Paroquial e Comunitário, bem como o Conselho Econômico e, principalmente o COMIPA.  Atividades que mantém a Nova Paróquia são a homilia alicerçada na Palavra de Deus e na vida e o melhor atendimento das pessoas que vivem em diferentes ritmos da vida diária. A setorização – formação de pequenas comunidades- pode ser pela vizinhança, mas também por afinidades. A Nova Paróquia exige constante Formação e por isso a catequese deve ser uma prioridade. A celebração eucarística é fator essencial para o surgimento da Nova Paróquia, desde que elas favoreçam a linguagem do Mistério, o que implica não exceder nas falas, explicações e comentários.  Uma paróquia renovada há de marcar no serviço em favor e no cuidado da vida, especialmente a vida daqueles que estão caídos na beira do caminho. A missão neste momento difícil da pessoa depende da urgente alteração da agenda do pároco para encontrar tempo para acolher, e que pode delegar funções administrativas para leigos. Igualmente, é importante cuidar da pastoral da acolhida, da escuta e do aconselhamento. Ocasião para acolher os afastados pode ser: a iniciação à vida cristã dos adultos; a preparação de pais e de padrinhos para o batismo de seus filhos; a preparação de noivos para o Sacramento do Matrimônio; as exéquias; e a formação de pais de crianças e de jovens da catequese.

CONSIDERAÇÕES FINAIS: É hora de renovarmos as paróquias para que cada pessoa tenha a possibilidade do encontro com Jesus èSomos uma Igreja em caminho que sabe onde deve aportar: a Santíssima Trindade, onde Deus será tudo em todos (cf. 1Cor 15,28).

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Amélia morreu

Amelia Morreu

     Não era algo esperado para já.  Sua morte, por conta das muitas doenças, era prevista, mas a esperança alimentava os corações  com a certeza de que teria ainda alguns anos pela frente.  Após um mal súbito, uma dor forte no peito, ela desmaiou.  Levada para o hospital, foi imediatamente internada na Unidade de Tratamento Intensivo. A  família podia vê-la apenas alguns minutos por dia, sem que vissem da enferma nenhuma reação. Era um corpo inerte na casa, rodeado por luzes, enfermeiras e envazado por tubos.

        Alguns dias antes do mal súbito  havia sonhado que estava num carro cheio de luzes que tocava uma música de apenas duas notas. Contou este sonho para os filhos e o marido. Ninguém soube interpretar o  que significavam tais imagens.  Na saída da UTI, uma das filhas relembrou o sonho.

       – Era da ambulância que ela falava, disse a filha

       O marido ouviu quieto. Sim, pensou, era a ambulância com as luzes vermelhas e o som tocando alto…

       Outro filho lembrou-se de um sonho que Amélia tivera muito tempo atrás. Sonhara que fazia uma viagem sozinha, para um lugar desconhecido. Estava com medo. Porém, três semanas após ter chegado ao destino da viagem, a família inteira viera ao seu encontro e nunca mais se separaram.

       Todos começaram a tentar decifrar o sonho da viagem. O que seria?

      Enquanto ainda conjecturavam acerca da viagem fictícia, uma das enfermeiras veio ao encontro da família de Amélia

      – Infelizmente tenho que informá-los que ela morreu

     – Foi um baque! Todos choravam copiosamente. E nem mais se lembravam do sonho da viagem. Providenciaram o velório e o enterro. No dia seguinte ao féretro, uma das filhas procurou o pai à noite, e lhe disse:

       – Pai, o sonho da ambulância se realizou. E aquele da viagem?  Será que daqui três semanas iremos todos morrer?

       – Minha filha, é hora de dormir… Vamos deixar esta conversa para amanhã…

       Mas quem disse que o esposo de Amélia dormiu? Era um assunto sério.

       Após três semanas, uma coisa aconteceu. Uma velha tia veio visitá-los e tinha um pedido muito estranho a fazer.

      – Meus sobrinhos, preciso que vocês venham comigo até minha casa. Há algo lá que pertencia a Amélia.

       Imediatamente pai e filhos a acompanharam.

      Na frente da casa da tia havia um bonito jardim

. A velha senhora disse para os parentes enlutados:

- Aqui, nesta terra deste jardim, Amélia plantou certa vez uma muda de rosas brancas. Acontece que o galinho da flor murchou e morreu. No dia do falecimento dela, antes mesmo de saber da notícia, vi um pedacinho de verde neste local. E agora, após três semanas, vejam a linda rosa branca que desabrochou… Creio que é um sinal…

        Era de fato um sinal. Amélia queria novamente desabrochar na vida de todos. E não queria ser lembrada como a mulher na UTI ou dentro do caixão.

        Há pessoas que sepultam seus entes queridos duas vezes. Enterram o corpo e a história, pois só se lembram dos momentos da doença ou do velório. Amélia queria, a partir daquele momento, ser lembrada como a Rosa que perfumou a vida de todos durante todos os anos que com eles conviveu.

        Misteriosamente as rosas brancas continuaram a florir e até hoje há sempre uma delas  colocada num vaso sobre a mesa central da sala da família de Amélia. Quando uma murcha, logo outra é colhida e depositada ali.

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2012 PENTECOSTES

DOMINGO DE PENTECOSTES.

A missão da comunidade (João 20,19-23).

A PAZ ESTEJA COM VOCÊS!

Sugerimos a reflexão do CEBI. (Centro de Estudos Bíblicos).

1. OLHAR DE PERTO AS COISAS DA NOSSA VIDA

Somos convidados a meditar sobre a aparição de Jesus aos discípulos e a missão que eles receberam. Eles estavam reunidos com as portas fechadas porque tinham medo dos judeus. De repente, Jesus se coloca no meio deles e diz: “A paz esteja com vocês!” Depois de mostrar as mãos e o lado, ele diz novamente: “A paz esteja com vocês! Como o pai me enviou, eu envio vocês!” Em seguida, lhes dá o Espírito Santo para que possam perdoar e reconciliar. A Paz! Reconciliar e construir a paz! Esta é a missão quer recebem.

2. COMENTANDO

João 20,19-21: A experiência da ressurreição

Jesus se faz presente na comunidade. As portas fechadas não podem impedir que ele esteja no meio dos que nele acreditam. Até  hoje é assim! Quando estamos reunidos, mesmo com todas as portas fechadas, Jesus está no meio de nós. E até hoje, a primeira palavra de Jesus é e será sempre: “A paz esteja com vocês!” Ele mostrou os sinais da paixão nas mãos e no lado. O ressuscitado é o crucificado! O Jesus que está conosco na comunidade não é um Jesus glorioso que não tem mais nada em comum com a vida da gente. Mas é o mesmo Jesus que viveu nesta terra, e traz as marcas da sua paixão. As marcas da paixão estão hoje no sofrimento do povo, na fome, nas marcas de tortura, de injustiça. É nas pessoas que reagem, lutam pela vida e não se deixam abater que Jesus ressuscita e se faz presente no meio de nós.

João 20,21: O envio – “Como o Pai me enviou, eu envio vocês!”

É deste Jesus, ao mesmo tempo crucificado e ressuscitado, que recebemos a missão, a mesma que ele recebeu do Pai. E ele repete: “A paz esteja com vocês!” Esta dupla repetição acentua a importância da paz. Construir a paz faz parte da  missão. Paz significa muito mais do que só ausência de guerra. Significa construir uma convivência humana harmoniosa, em que as pessoas possam ser elas mesmas, tendo todas o necessário para viver, conviver felizes e em paz. Esta foi a missão de Jesus, e é também a nossa missão. Numa palavra, é criar comunidade a exemplo da comunidade do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

João 20,22: Jesus comunica o dom do Espírito

Jesus soprou e disse: “Recebei o Espírito Santo”. É só com a ajuda do Espírito de Jesus que seremos capazes de realizar a missão que ele nos dá. Para as comunidades do Discípulo Amado, Páscoa (ressurreição) e Pentecostes (efusão do Espírito) são as mesmas coisas. Tudo acontece no mesmo momento.

João 20,23: Jesus comunica o poder de perdoar os pecados

O ponto central da missão de paz está na reconciliação, na tentativa de superar as barreiras que nos separam: “Aqueles a quem vocês perdoarem os pecados será perdoado e aqueles a quem retiverdes serão retidos!” Este poder de reconciliar e de perdoar é dado à comunidade (Jo 20,23; Mt 18,18). No Evangelho de Mateus é dado também a Pedro (Mt 16,19).  Aqui se percebe a enorme responsabilidade da comunidade. O texto deixa claro que uma comunidade sem perdão nem reconciliação já não é a comunidade cristã.

AFONSO DIAS É BÍBLISTA, E ASSESSOR DO CEBÍ-SP E SUL DE MG. (35)9924-0250 (11)4538-1446 OU (11)7189-5746 e-mail abdias49@bol.com.br Senador Amaral- MG ou Itatiba-SP

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NAS HORAS DE DEUS, AMÉM!

NAS HORAS DE DEUS, AMÉM!


SEIS HORAS DA MANHÃ – Hora de elevar aos céus o agradecimento por mais um dia!

Obrigado, Senhor, por mais um dia em minha vida. Que eu possa ser vosso instrumento de paz para as pessoas. Desde agora eu peço a Vossa poderosa benção sobre todos os que cruzarem o meu caminho. Amém!

NOVE HORAS DA MANHÃ! Hora de pedir que Deus perdoe meus erros do passado e que as lembranças deles me ajudem a acertar neste dia.

Senhor, perdoe meus erros e me ajude a ser melhor neste dia. Que eu possa aprender que o momento presente é a única realidade que tenho em minhas mãos. Obrigado, Senhor, pela vida!

MEIO DIA – Hora de almoçar – alimentar o corpo, que é o Templo do Espírito Santo!

Obrigado Deus misericordioso pelo alimento que vou tomar graças a vossa bondade. Abençoa os agricultores que plantaram e colheram este alimento. Benditas sejam as criaturas que o Senhor nos concedeu para que nos dessem do seu corpo como alimento. Que fortalecido por estes alimentos, eu possa servir-vos com muito mais vigor e ânimo. Amém!

TRÊS HORAS DA TARDE –  hora em que Jesus entregou seu Espírito a vós, Deus Pai bondoso. Neste momento eu peço que me ajudeis a perdoar às pessoas que me ofenderam no decorrer deste dia. Peço também vossa benção para que eu possa realizar todas as tarefas que ainda faltam para que, à noite, descanse tranquilo.  Senhor, ilumina a minha mente para que eu saiba decidir a coisa certa, na hora certa e do jeito certo. Amém!

SEIS HORAS DA TARDE – quase findando mais um dia!

Obrigado Senhor por este dia que vivi. Houve alegrias, algumas tristezas, mas estas duas realidades fazem parte da vida. Em vossas mãos entrego tudo o que pude realizar durante este dia. E peço que a vossa misericórdia me ajude a terminar as tarefas que ficaram para amanhã. Vem, Senhor, proteger-me neste início de noite.

Ó MARIA SANTÍSSIMA, que o vosso Manto Sagrado me envolva com a vossa maternal ternura. Ó Maria concebida sem pecado, rogai por mim que recorro a vós!

 

MEIA NOITE – Hora do merecido descanso!

Senhor, que os vossos anjos me protejam durante a noite. Que a minha mente possa repousar nas sombras da vossa bondade. E que amanhã, se for da vossa vontade, que eu desperte com muita coragem para viver e colaborar na construção do vosso Reino de amor e Justiça

Obrigado, Senhor, pela vida! Com Deus Pai me deito, com Deus Pai me levanto, com as graças do seu bendito Filho, Jesus Cristo, e os dons do Espírito Santo. Amém!

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COMIPA – como formar o COMIPA conselho missionário paroquial

COMO FORMAR O COMIPA NA PARÓQUIA

COMIPA é a sigla de CONSELHO MISSIONÁRIO PAROQUIAL.

A função do COMIPA é justamente o que o nome diz: avaliar o andamento da pastoral paroquial para verificar como as ações de cada grupo está sintonizada ou não com o Espírito Missionário. Afinal de contas, a Igreja existe para a Missão. Mas não é qualquer  missão. É a Missão da Trindade. Deus Pai enviou seu Filho Jesus Cristo ao mundo para nos salvar de todas as mazelas que o pecado colocou no coração humano. Depois de cumprida a sua missão, Jesus enviou seus discípulos a pregar o Evangelho. Então concedeu-nos o Espírito Santo para inspirar as ações e indicar os caminhos da Evangelização.

Toda a ação da Igreja, pois, é envolvida pelo espírito da Missão da Trindade Santíssima.

Para formar o COMIPA na Paróquia é preciso que primeiramente o responsável pelas pastorais (Padre, Diácono e em alguns lugares até mesmo freiras) esteja com o coração aberto e a mente esclarecida de que a Missão é a tarefa primordial da Igreja. Com este espírito decididamente missionário, o responsável convoca algumas pessoas de várias pastorais que possam formar o COMIPA. Estas pessoas todo mês se reúne para avaliar  o andamento missionário paroquial. As perguntas que sempre fazem são estas:

1- Estamos agregando novas pessoas à comunidade?

2- Estamos conseguindo chegar às pessoas em seus ambientes (familiar, trabalho, lazer)?

3- Estamos conseguindo chegar aos jovens?

4- Estamos conseguindo com que as crianças que fizeram a primeira Eucaristia e os jovens crismados permaneçam na comunidade?

5- Estamos conseguindo fazer com que “famílias” inteiras participem da comunidade?

6- Estamos conseguindo fazer com que os membros das pastorais se interessem mais pela Palavra de Deus?

A partir destas avaliações, o COMIPA propõe ações às pastorais que possam fazer com que a Missão consiga atrair pessoas para Jesus Cristo e se tornem Dele discípulos e missionários. Ao mesmo tempo propõe que os evangelizadores leigos se abram à formação bíblica, fonte primordial da missão evangelizadora.

Uma das mais importantes ações do COMIPA é fazer com que todas as pessoas envolvidas em quaisquer equipes (batismo, liturgia, dízimo, catequese, etc.) se sintam missionárias na paróquia.

Para que o COMIPA ganhe a importância devida, seus membros podem ter uma camiseta específica. Nos tempos fortes da evangelização – NOVENAS DO ADVENTO ou NOVENAS DA QUARESMA – os evangelizadores que percorrem as casas devem usar a camiseta onde se lê o nome da Paróquia e abaixo deste a sigla COMIPA.

Para que a Paróquia funcione missionariamente e crie grupos de convivência é importante dividi-la em setores  que podem ser compostos pela proximidade das casas. É preciso estudar bem esta divisão para que o setor não fique composto por mais de 20 casas. O mínimo de 12 e o máximo de 20 famílias, Feita a divisão, deve ser indicado um coordenador(a) do setor. Cada um dos coordenadores, juntamente com os membros do setor, escolhe um nome. As pastorais, por sua vez, terão o terreno dos setores para plantar suas sementes.

Em cada setor pode ser verificado:

Batismo – existem crianças ou adultos não batizados?

Catequese – existem crianças ou adultos que não fizeram a primeira eucaristia?

Liturgia – existem famílias que não participam das missas e outras atividades da comunidade?

Muitas outras realidades podem ser descobertas nos setores. O papel do COMIPA é incentivar as pastorais a descobrirem os setores como ambiente menor onde se pode evangelizar com jeito mais humano e próximo das pessoas. Com a criação dos setores a evangelização deixa de ser aquela que bate o sino e espera as pessoas virem. Os sinos continuam a ecoar, mas os evangelizadores e a evangelização vai atrás das famílias e a elas propõe a participação na Igreja.

O COMIPA, pois, é um instrumento de reorganização da mentalidade paroquial.

VALE A PENA CONSTITUIR O COMIPA.

A Paróquia de Santo Antonio e Nossa Senhora Aparecida tem o COMIPA e está sendo uma benção para todos nós!!!!!!! 

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GRATUIDADE: a maior dificuldade para viver o cristianismo

GRATUIDADE: DESAFIO DA MISSÃO DOS SEGUIDORES DE JESUS

Quem segue os passos de Jesus descobre que a salvação não é um sistema de trocas: toma lá – dá cá. Deus não é um banqueiro do mundo espiritual, sempre disposto a cobrar o que estamos devendo. Aliás, Cristo não morreu por nós porque éramos merecedores.(leia Romanos 5,7-8). Somos todos devedores, necessitados da misericórdia divina e convidados a sermos misericordiosos uns para com os outros. Por isso, toda pessoa chamada por Deus tem que estar mergulhada na espiritualidade da gratuidade do amor divino se quiser ser um verdadeiro seguidor de Jesus, caminho, verdade e vida. O que é gratuidade? Uma pequena história pode ajudar-nos a entende-la:

José caminhava em uma rua escura e foi abordado por um ladrão que, apontando-lhe a arma, anunciou o assalto.

-          Estou sem dinheiro, só tenho este relógio, disse assustada a vítima.

-          Então me dê o relógio.

Uma terceira pessoa viu a cena e decidiu ajudar. Silenciosamente aproximou-se e, com um golpe que atordoou o delinqüente, conseguiu tomar-lhe a arma. Desarmado, o assaltante fugiu. Aliviado José disse um emocionado obrigado àquele que o ajudou.

-          Obrigado nada! Eu arrisquei minha vida por você e mereço uma recompensa.

-          Mas eu só tenho este relógio, disse o que fora salvo do algoz agressor.

-          Então me dê o relógio que eu fico satisfeito!

E o salvador foi embora com o relógio de José e a arma do assaltante.

Gratuidade é agir desinteressadamente. É assim que Deus age por nós e foi movido pela gratuidade do amor que seu Filho derramou o sangue na cruz para nos salvar.  Assim, toda pessoa que se dispõe a anunciar a Palavra Divina precisa deixar de lado interesses particulares. O único objetivo é fazer com que os ouvintes da Boa Nova descubram que o mais importante nesta vida é amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. O amor é alimentado pela gratuidade, e a falta dela é o mal maior deste nosso tempo. Da busca desenfreada das vantagens pessoais surge a corrupção, a falsificação de remédios, brigas entre familiares, nações, igrejas, traições, roubos, etc.

Para viver a gratuidade, o discípulo de Jesus precisa cumprir quatro exigências: A primeira é não esquecer que é Deus quem nos chama e dele recebemos os dons para servir a missão que nos foi confiada. Usando uma frase conhecida: “Deus não escolhe pessoas capacitadas, mas capacita os escolhidos”. Recebemos este chamado através de mensageiros divinos, que nem sempre são pessoas ligadas às Igrejas. A segunda exigência é viver a intimidade com Deus e entregar-se a Ele em confiança, porque sem confiança não há amor, não há fé e nem esperança. Ninguém conhece realmente a Deus sem confiar no seu amor que é capaz de tudo, porque quer nos salvar gratuitamente.

Cumpridas estas duas exigências, o discípulo está apto a anunciar. A terceira exigência é fazer este anúncio através da união entre a ação e a contemplação, entre o encontro com Deus e o encontro com o próximo. A contemplação autêntica não separa o absoluto de Deus dos apelos dos irmãos, especialmente dos mais pobres.  Jesus deu o exemplo, fazendo a síntese entre o contemplativo e o compromisso, de modo especial, no texto do juízo final (leia Mateus 25, 33-44). Acolher a Deus é se solidarizar com os sofredores. Vivendo a gratuidade, o discípulo de Jesus testemunhará a alegria de servir a Deus e aos irmãos, a quarta exigência. (Leia João 16,20; Mateus 13,44; Filipenses 4,4 e Romanos 12,6-8). O seguidor de Jesus que vive a gratuidade é também um pouco poeta e profeta, capaz de gostar das flores, da música, da festa, mas também de enfrentar situações difíceis para lutar contra as injustiças que se abatem sobre o povo.

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